Lua Volie: Evidências Incriminadoras - Capítulo 15 (T1) | Light Novel Universo
- Light Novel Universo

- 23 de fev.
- 5 min de leitura
Atualizado: há 21 horas

CAP 15 | Evidências Incriminadoras
Dankan puxa Minu de volta e aponta para o chão ao lado de onde eles estão.
- Minu! Eu achei as pedras. Uma delas está aberta. As outras, você leva e abre no seu carro. Eu estou com um tiro na perna Minu. Vai ... Assim que a polícia chegar eu me entrego.
- Ah! Que droga Darkan! Deixa de ser mole e se levanta daí. É só um tiro na perna. Toma isso? É um comprimido para dor numa situação dessas. Eu vou estancar o sangramento enquanto você abre as pedras. Logo isso aqui vai estar cheio de gente. Temos uns 6 minutos ... Eu acho.
Sons de sirene tomam conta do parque no local. Minu arranca uma manga da camisa de Darkan e amarra o tecido na coxa do rapaz para impedir a hemorragia. Apesar do tempo apertado, a dupla consegue escapar a tempo, com Minu apoiando Darkan em um dos ombros. Apesar do termo "maletas", a tecnologia contrabandeada está dentro de pequenas estruturas que parecem ovos vermelhos. O termo maleta é usado para confundir qualquer investigador que, por acaso, consiga interceptar e escutar a conversa do grupo para o qual Minu e Darkan trabalham. Entrando no carro, Minu, rapidamente, dá a partida.
- Darkan ... Como está o sangramento? Vou fazer assim. Eu vou correr com esse carro aqui e te deixo perto do endereço que você vai se esconder. De lá, tente se arrastar até o apartamento. Depois eu vou para a indústria Mork. Vamos torcer para que a maleta que está faltando estivesse naquele carro que explodiu. Dos cenários ... Esse será o menos pior ...
- Minu ... Obrigado por você não ter me deixado lá. Eu fico te devendo essa.
A secretária dirige o mais rápido que pode. Após alguns minutos, no local da explosão onde Minu e Darkan pegaram as maletas com tecnologia contrabandeada, Lua Volie e uma novata chegam em buscas de pistas e registro das câmeras de segurança.
- Sônia, esses criminosos estão cada vez mais audaciosos. Explodiram um carro em plena luz do dia e no centro de Gârdhera. Eu não estou surpresa de as câmeras estarem desligadas, pois tudo aqui cheira a emboscada e queima de arquivo. O lugar é afastado e bem escondido dentro do parque.
Enquanto a detetive Lua fala e faz anotações no celular, a novata Sônia busca por detalhes no cenário do crime.
- Lua! Ali! Tem um corpo no fundo do lago. Além disso, eu tô vendo que tem umas pedras abertas dentro daquele monte de arbustos. Acho que tá mais para um acerto entre criminosos do que queima de arquivo. Acho que foi criminoso roubando criminoso. Se pelo menos soubéssemos o que era tão valioso assim ... O que foi capaz de gerar uma cena dessas em plena luz do dia.
- Só pode ser uma coisa Sônia. As bactérias únicas de Gârdhera, aquelas que bioprocessam o titânio. Ninguém consegue fazer elas crescerem fora daqui. Dessa forma, os criminosos tentam levar o subproduto do titânio ou as bactérias, mesmo que elas morram 48 horas depois que saem de Gârdhera.
- Lua! Aqui! Parece que encontrei algo. Acho que é um ovo metálico dentro dessa lata de lixo.
- Sônia! Depois me diz quando foi que você engoliu um radar garota! Hoje, você tá achando tudo que é hiper importante na cena do crime. Corpo no lago, pedras falsas e transportador .... Sônia, dentro desse ovo vermelho estão pequenas placas de crescimento bacteriano.
- São as bactérias? Então achamos? Isso ajuda a descobrir quem está contrabandeando tecnologia?
- Isso mostra que a polícia poderá ter mais recursos das autoridades para fazer um pente fino aqui no centro. Se fosse os subprodutos, seria melhor. As bactérias, elas morrem longe daqui. Não se sabe o motivo. Bom ... Pra melhorar nossa vida, esse transportador tem a assinatura de fabricação da Mork e não tem um número de registro e série. Em outras palavras ... Ele foi retirado da fábrica direto da linha de produção, sem ter sido vendido no mercado.
- Lua, alguém não pode dizer que esse transportador foi roubado e depois usado para incriminar eles, não? Acaba sendo uma prova, mas vale a pena ... Bom ... Deixa! Eu já tô vendo você com esse olhar de empolgação! Vai ser igual da outra vez. Deixar a prova na sala de provas e depois sair correndo como loucas. Vou ligar pro chefe e avisar que iremos bater à porta da fábrica Mork que fica nessa região.
Algum tempo depois, Darkan é deixado, por Minu, próximo ao apartamento onde passará a morar. Sem olhar para trás, a secretaria acelera o carro e vai embora, enquanto Darkan segue, quase se arrastando, pelas calçadas. Com muito esforço, ele chega no prédio abandonado. Ao entrar e passar pelo hall de entrada, o jovem quase pensa em entregar os pontos.
“Sem elevador ... Não ... Não ...”
Em seguida, Darkan resolver subir as escadas até o primeiro andar e escolher um apartamento qualquer para se instalar. Após conseguir chegar em um, o jovem se joga no chão. Após alguns minutos, ele aplica os primeiros socorros nele mesmo.
“A Minu é uma pessoa muito perigosa. Não sei se ela seria capaz de acabar com a própria irmã. Eu vi o que ela fez com o cara que foi mandado até o parque para acabar com a gente ... Como ela lidou com o que sobrou dele. Eu estava preocupado dela ir sozinha até as indústrias Mork, mas acho que são eles que precisam ter cuidado com ela por lá."
Ao olhar ao redor, Darkan começa a refletir o que ele tinha feito com a própria vida. Há meses, ele é obrigado a viver em apartamentos abandonados, sempre se escondendo dos outros e fazendo serviços escusos nas sombras. Lembrando de Nina, ele pensa que, talvez, fosse a hora dele voltar para o país de Sápotas.
No carro, a caminho das indústrias Mork, Minu acessa diversos softwares num notebook. Ela busca por e-mails ou ligações do chefe dela, mensagens trocadas entres policiais da cidade nas últimas horas e conversas por redes sociais entre os funcionários da indústria Mork. Como de costume, Minu sempre espiona todos que ela conhece.
- Eu tenho certeza de que, não foi o chefe quem mandou aquele cara lá no parque público para acabar comigo e com o Darkan. Também sei que não foi o tonto do Darkanzinho. Mesmo que aquele idiota esteja com um alvo nas costas e alguém no rastro dele, a pessoa estava atrás das maletas. Agora, eu preciso saber quem foi, antes de botar meus pés na Mork. As maletas estão com a assinatura de lá.
Entretanto, o que Minu não imagina é que o mercenário, finalizado por ela e jogado no lago, está andando pelas ruas. Estranhamente, ele continua a busca por Minu, como se nada tivesse acontecido.
____________________________________________________________
Olá! Se você está curtindo essa história,
gostaria de ajudar o site com uma pequena doação?
Basta enviar qualquer valor - via pix - para lightnoveluniverso@gmail.com !
____________________________________________________________
Comentários