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Lua Volie: Minha Criança - Capítulo 19 (T1) | Light Novel Universo

Atualizado: há 13 horas

Capa da Light Novel Lua Volie: Minha Criança - Capítulo 19 - Temporada 1


CAP 19 | Minha Criança



O confronto se intensifica do lado de fora. Drones e máquinas são operados por radiofrequências vindas de aparelhos utilizados por seguranças de dentro da entrada dos prédios e galpões. Alguns caminhões militares chegam trazendo exoesqueletos vermelhos para os policiais e helicópteros tentam destruir a defesa inimiga. Entretanto, as unidades antiaéreas são rápidas e estão causando impactos que desestabilizam o voo das aeronaves. Tudo ali acontece como se fosse uma guerra num tabuleiro de xadrez, onde cada espaço é decidido a cada movimento. Já no chão de fábrica de um dos imensos prédios o cenário é diferente.


- Lua! 10 horas!


Oito disparos e Lua já está mirando em mais seguranças que surgem.


- Sônia! Alto, 30 graus, 2 horas!


A jovem acerta mais dois inimigos. O confronto é intenso! A dupla está atirando e se movimentando por entre as máquinas. À medida que andam, elas pegam armas e munições dos alvos abatidos. Lua é quem mais está com sangue nos olhos. Apesar de todos os barulhos de tiro, nada de mensagem de Minu. Naquele momento, a detetive já teme pelo pior.


“Minu ... Minu ... Liga ... Liga ... Escreve ...”


Mais sons tiros. Sônia é alvejada na perna e cai. Lua é atingida de raspão no rosto mais cai girando o corpo e atirando. Nesse movimento ela acerta todos os seguranças que se aproximavam para liquidar as duas. Caindo ao lado de Sônia, ela procura ver como a amiga está.


- Raspão?


- Não ... Panturrilha esquerda.


A detetive arranca uma manga da blusa e faz um torniquete para estancar o sangramento da amiga. Colocando Sônia apoiada em um ombro, ela começa a andar com a amiga. Então, após alguns passos. Lua vê o corpo de uma jovem, no chão, muito parecida com Minu. Ela congela. Por dentro, ela grita.


“MINUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU ...”


Outro batalhão de seguranças, fortemente armados, está chegando para colocar um fim na vida das policiais, mas são surpreendidos por balas vermelhas disparadas por algo que parece uma minigun.


- LUA! ACORDA! NÃO PARA! NÃO é sua irmã!


Enquanto Sônia tenta fazer Lua voltar ao mundo consciente, um Jax feito de “sangue” está metralhando todos os soldados que chegam. Os seguranças até tentam disparar contra o novo inimigo, mas é inútil, pois as balas atravessam pelo alvo. Alheia a esse cenário, Lua se vê caminhando sobre um mar de sangue numa noite escura sem luar ou estrelas.


- Minu ... Onde você está minha irmã ... Minu ...


Então, diante dela, uma mulher gigantesca emerge. A colosso é feita de sangue e parece ter as feições da própria detetive. Ela começa a falar e um som colossal treme tudo ao redor. Lua cai de joelhos na superfície daquele oceano e precisa tapar os ouvidos, pois o som parece que vai destruir o cérebro dela.


- Minha criança ... Você veio ...


O ser aproxima as duas mãos, de proporções continentais, na direção da jovem, como se fosse tocar o rosto dessa.


- Minu não está aqui ... Ela não pode vir ... Você está aflita, confusa e perdida. Por que demorou tanto para me achar? Todas as outras crianças vieram faz tanto tempo! Vamos ... Preciso que você viva ...


Então, em meio aos sons de tiros, Lua pega Sônia e a coloca sentada no chão.


- Lua, o que você vai fazer?


A detetive está com um olhar perdido e volta a olhar o corpo da jovem que parece com Minu. Então, com um estalar de dedos, diversos soldados feitos de sangue e iguais aos mortos por Lua surgem no campo de batalha. Sônia olha perplexa e apavorada o que está acontecendo.


- Lua ...


À medida que os seguranças vão caindo, novos soldados de sangue vão surgindo. Eles avançam pisando pelos corpos dos adversários, em direção a zona onde fica a administração da empresa. Com dificuldades, a cadete se levanta e tenta uma aproximação devagar da detetive.


- Lua ... Lua ... Lua Volie ... Você pode me ouvir?


A jovem, exibindo um sorriso estranho, vira-se na direção de Sônia.


- Minha criança ... Sua amiga só despertou. Cuide muito bem dessa minha criança atrasada.


Então, Lua parece voltar a si, mas os soldados de sangue continuar a matar os seguranças que chegam.


- Sônia, eu não sei o que está acontecendo. Eu ... Eu ... É o JAX?!


O ser com a forma do antigo informante de Lua se aproxima e se prosta diante dela. Escrevendo no chão, ele pede desculpas por não poder falar. Ele menciona que será decisão dela saírem ou continuarem na luta.


- Vamos sair! Sônia está ferida. Temos que fugir daqui.


Antes que Lua possa dizer algo, Sônia é alvejada por diversos tiros, vindos de um drone e cai no chão. Nesse momento, uma energia vermelha se espalha pelo ambiente. Todos os guardas que estão no local caem sem vida sobre poças vermelhas que se abrem no chão para coletar os corpos dos inimigos. Vendo a máquina que acabou de atirar na amiga, Lua forma um arco e flecha de sangue e dispara contra o drone. O alvo não se desvia, pois como é feito de titânio vermelho de Gârdhera, sabe que não será destruído nem por um míssil. Entretanto, assim que a flecha o acerta, ele explode em incontáveis pedaços. Lua, instintivamente, acerta os outros drones que estão chegando no local e neutraliza todos em segundo. Ela corre até Sônia, que ainda está viva.


- Fica parada. Não se move. Eu vou pegar algo pra te levar até um setor médico.


- Lua! Eu tô bem. Os tiros pegaram nas costas do colete. Eu só cai pelo impacto. Ferimento mesmo só o da perna, mas eu vou sobreviver. Esconde-me ali embaixo ... daquelas máquinas e acaba com os sórdidos desse lugar. Se essa empresa tem esse poderio de fogo todo, boa coisa eles não estão fazendo por aqui. Eu vou ficar bem! Vai e acaba logo com isso, de um jeito ou de outro!



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