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Lua Volie: Queda Da Fábrica - Capítulo 20 (T1) | Light Novel Universo

  • Foto do escritor: Light Novel Universo
    Light Novel Universo
  • 23 de fev.
  • 5 min de leitura

Atualizado: 1 de mar.

Capa da Light Novel Lua Volie: Queda Da Fábrica - Capítulo 20 - Temporada 1


CAP 20 | Queda Da Fábrica



Lua esconde Sônia, como a amiga pediu, mas está muito preocupada. A detetive está com 80% da consciência dela e os outros 20% é como se ela estivesse numa espécie de sonho. Essa parte menor confere um certo conhecimento sobre como manipular os soldados de sangue.


“Eu não irei avançar de frente. Deixarei os soldados avançando. Entretanto ... Se houver civis no caminho ... Os funcionários que nada têm de envolvimento com isso ... Pior! Se eles estiverem sendo feitos reféns?”


Nisso, Lua anda mais um pouco. Ela sente as pernas oscilando. Sons de tiros, sempre mais à frente, pois Lua não está na dianteira do combate. Na sala da presidência, todos os mandatários já estão mortos. A mulher de olhos azuis fatais acabou com todos, inclusive com o gerente Heitor.


- Esse lugar caiu a partir do momento que resolverem acionar um protocolo de guerra. Os soldados deveriam ter saído pela rota de fuga. Eles não precisavam ter partido para cima de duas meras policiais. Lógico que essa confusão toda iria atrair a atenção dos dirigentes de Gârdhera.


Apertando alguns botões na parede, ela destrava uma porta blindada que leva a um elevador.


- Eu não entendo ... O que deu nesses empresários? Parece que tinha algo os controlando para que eles fizessem tudo errado. Agora, todas as empresas que estão ligadas à Sápotas podem sofrer uma intervenção sem igual. Onde já se viu ... A Mork demonstrou ter um poderia militar de guerrilha. Se ela, que é de pequeno porte, pode isso, o que não vai pensar de empresas maiores ou muito mais desenvolvidas.


Após a porta do elevador fechar, ela escuta diversos sons de tiros vindo dos andares por onde está passando para acessar o subterrâneo e chegar nos túneis de fuga. Um temor passa pela espinha da mulher, que deseja não ter surpresas desagradáveis ao sair quando chegar no destino de parada.


- Pegando um dos veículos que estão lá, devo chegar, em 10 minutos, até uma pequena aeronave de extração. O problema será que as viagens pela região de deriva devem estar com a sinalização suspensa. Não! Não posso fugir por lá. Minha solução será voar até a região das montanhas e me esconder numa das cavernas que usava para treinar quando era criança. Com sorte, eu consigo retornar à vida no centro de Gârdhera daqui há alguns meses. Acho que esse será o período para a poeira ter baixado.


Saindo do elevador, ela observa pequenos carros que parecem drones. Ela olha para todos os lados e não vê inimigos.


- Muito bem ... Essa rota não foi comprometida. Então? Por que aquele pessoal, lá em cima, recusava-se a ir embora? Enfim ... Não adianta pensar nisso por agora. Preciso escapar. Depois faço reflexões.


Após limpar todos os seguranças que estavam pelo caminho, Lua chega até o andar superior onde fica a sala dos administradores. Ao encontrar todos mortos, a detetive sabe que não foram os soldados de sangue, pois as balas são de um calibre de uma assassina profissional. Então, a jovem está prestes a cair quando uma mão toca o seu ombro. Ao virar para trás, Lua desaba no chão e as lágrimas correm compulsivamente.


- Perdoe-me! Eu ... Eu ... A gente não devia ...


Nisso, uma mão feita de sangue faz um cafune sobre os cabelos da detetive. Lua não consegue se manter firme diante da forma de Sônia, pois ela já imagina que a jovem não resistiu aos ferimentos e está morta, assim como Jax. Então, ela se dá conta de que a cadete mentiu sobre estar usando coletes e Lua não foi capaz de perceber por conta do estado alterado de consciência.


- Sônia! Eu ...


A forma de sangue aponta para uma mesa de operações, indicando que Lua precisa interromper a ação das máquinas e drones que estão do lado de fora, colocando em risco a vida dos demais colegas delas.


- Entendi Sônia ... Vo ... Você ... Tá acertando tudo hoje ...


Lua termina a frase com a voz embargada e as lágrimas escorrendo sem parar.


- Eu ... Eu vou lá parar essa merda toda ...


Com dificuldades, Lua caminha em direção à mesa. Ela está tonta, quase ficando inconsciente. Os olhos estão fechando de cansaço. Então, Lua saca a pistola e dispara contra todos os monitores e equipamentos que estão ali. Apesar de não ter digitado nenhum código de parada, a pane causada no sistema faz com que outros computadores, espalhados pelos prédios, precisem reiniciar, um fato que causa prejuízo no funcionamento das máquinas que estão atrasando os policiais. Ao mesmo tempo, a tropa de elite de Gârdhera chega e invade o interior do complexo. Na sala da administração, Lua olha a forma de Sônia desaparecendo. Então, a detetive desmaia no chão.


- Perdoe-me ... Per ... do ...


Um dia após toda a cena de guerra que aconteceu na indústria Mork, Lua acorda numa enfermaria. Ao lado dela estão Minu e Dimi que adormeceram nas cadeiras após uma noite inteira ao lado da irmã.


“Meus irmãos ... Desculpa ... Dessa vez eu preocupei vocês ...”


No ginásio da academia, vários policiais prestam homenagem à cadete Sônia, que perdeu a vida em confronto. Entre os policiais, todos comentam como Lua e Sônia foram corajosas em avançarem contra um grupo de 50 seguranças, um número extraordinariamente menor que a quantidade de adversários que as duas enfrentaram lá dentro. No consulado de Sápotas, dentro da sala do Cônsul, o chefe de Minu elogia a irmã da secretária.


- Lua Volie ... Você foi grande sem saber. Ninguém poderia imaginar aquele poderio de fogo nas indústrias Mork. Ainda que as Tropas de Elite de Gârdhera não tenham acesso as informações que eu tenho, eles suspeitam que muitos soldados fugiram pela quantidade de cartuchos e armas de fogo encontradas. Em um dos relatórios que tive acesso, um dos peritos sugere que a ação destemida de duas simples policiais foi algo tão inimaginável que os seguranças julgaram haver um exército inteiro lutando contra eles e por isso muitos deserdaram. O cenário de caos e confronto evitou que a Mork tivesse tempo para acessar e abrir os contêineres de segurança, evitando que os funcionários fossem usados como moedas de troca.


Colocando o jornal sobre a mesa, ele ajeita os óculos.


- Um confronto que se fosse estendido por dias, levaria ao fim das relações comerciais entre Sápotas e Gârdhera. Além disso, sua relação com Minu foi fundamental para que os problemas diplomáticos fossem minimizados. Como você ficou sabendo da ida de Minu até a Mork para uma inspeção surpresa e notificou a sua central, Gârdhera pode tomas ações rápidas para bloquear o envio de dados e informações na região. Após muitas conversas, ficou entendido que vocês duas agiram de forma discreta para encerrar as atividades de um grupo criminoso que representava grande perigo, sem que os movimentos de vocês alertassem os inimigos. Logicamente que, no final, Gârdhera preferir aceitar essa versão do que cortas ligações com Sápotas, só para as coisas seguirem mais ou menos em normalidade.


Olhando para uma pasta dourada repleta de arquivos amarelados em cima da mesa, o Cônsul demonstra um olhar misterioso.


- Certamente, ocorreram muitas coisas estranhas e impossíveis de serem imaginadas durante o confronto. Ainda assim, fico lhe devendo por você ter avisado a Minu, em tempo hábil, para que ela conseguisse escapar daquela carnificina.



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