top of page

Mônica Grivor: Botas De Couro - Capítulo 14 (T1) | Light Novel Universo

Atualizado: há 2 dias

Capa da Light Novel Mônica Grivor: Botas De Couro - Capítulo 14 - Temporada 1


CAP 14 | Botas De Couro



Mônica caminha pela floresta e destrói, no caminho, diversas formigas gigantes que aparecem e tentam devorá-la. Usando magia, ela transforma os animais em pedras e, dessa forma, não gasta as facas que leva na cintura. Além dessas, a vampira ruiva carrega outras duas em um pequeno acessório que envolve a panturrilha de uma das pernas. Mônica Grivor segue, deixando um rastro de pedras pelo caminho, enquanto lembra do feitiço que aplicou nas botas que está vestindo, as mesmas que ela comprou na loja há poucos dias. A vampira salta com toda força numa poça de lama, mas a substância nem se mexe. Após isso, ela corre e vai em direção a uma árvore colossal. Extremamente leve, como se a gravidade não existisse, Mônica consegue subir no topo da copa daquela gigantesca estrutura sem nenhuma dificuldade, apenas usando as pontas dos pés para isso.


“Isso aqui está muito melhor do que eu poderia imaginar!”


No alto, ela simplesmente se afasta e cai de uma altura de 115 metros. Rapidamente, Mônica toca o chão sem deixar marcas ou sentir o impacto da queda. Olhando novamente a bota, enquanto faz mais um círculo de magia para lançar um raio que transforma outra formiga gigante em pedra, ela reflete sobre o acessório.


“Custou um rim, mas valeu a pena. Um dia, eu vou chegar nesse nível, de andar sem deixar rastro ou de não sentir dor quando saltar de uma altura grande. Entretanto, com essa belezinha aqui, eu acho que adiantei uns 20 anos de treino pesado. É uma pena que o feitiço que lancei, sobre essa bota, tenha tempo de vida curto. Ele poderia durar para sempre e não consumir tantos insumos do inventário que tenho lá em casa. Seria ótimo se eu não precisasse treinar essas habilidades.”


Destruindo outra formiga que se aproxima, a vampira começa a ficar irritada com o excesso de monstros na região.


“O tanto de trabalho que tive para me acostumar a lançar o raio de pedra e matar essas formigas até de olhos fechados ... Pelo menos, tá valendo muito a pena hoje. Essas pragas conseguem detectar qualquer coisa que se mova por causa do deslocamento de ar.”


Olhando numa direção fixa, os olhos de Mônica começam a exalar uma raiva diferente. O sentimento de ódio é tão intenso que as formigas começam a pensar em recuar.


“Entretanto, o importante mesmo é que minhas botas irão me permitir chegar perto do Carmalean, sem que ele sinta minha presença de energia. Além disso, acho que consigo me ocultar da Farejadora das Dunas, como é conhecida a irmã dele. De qualquer forma, mesmo que eu tenha que lutar contra os dois, num dado momento, acho que minha estratégia de combate dará certo. O problema será se eles estiverem juntos desde o início. No final das contas, meio que estou contando com a sorte e com essas botas, pois eu não vou ter outra chance sem ser hoje.”


Mônica continua a andar e, em um determinado momento, percebe que a costura do solado da bota direita se desfaz. Antes que ela possa pensar, o pé dela afunda na lama. A vampira fica com cara de quem não entendeu nada. Balançando os braços e querendo gritar para reclamar, ela, por pouco, consegue se lembrar que está numa floresta de caça. Então, a expressão fria e calculista do rosto de Mônica dá lugar ao ar desajeitado e atrapalhado da bibliotecária que usa cabelos prata na cidade. Assim, mesmo ainda ruiva, ela só fica balançando os bracinhos e xingando metade do mundo em pensamento mesmo. Depois de muito reclamar com a mente, ela se acalma.


“Ainda bem que as pragas daquelas formigas nem ousaram chegar perto de mim!”


Fazendo força para desgrudar o pé de onde afundou, Mônica Grivor percebe que a bota está toda suja de lama. Ela suspira e olha para o alto.


“Aff ... Justo agora ...”


Procurando rapidamente uma fonte de água, nem que seja uma poça, ela avista Carmalean ao longe. Mônica se esconde atrás de uma árvore. Ainda assustada, ela percebe que uma das botas está integra e que isso manteve o feitiço de camuflar a presença dela. Andando com cuidado, pisando suavemente no chão com o pé que está descalço, ela se afasta ... Passo por passo.


“Calma ... Preciso ter calma para pensar.”

 

Após se distanciar por alguns metros, ela sente um pingo de água no rosto. Depois ... mais outro. Logo, uma chuva torrencial começa a cair sobre aquela parte da floresta. Carmalean fica espantando e com medo, pois não havia nenhum sinal de chuva. Ao ver o grupo de aventureiros que está mais para dentro da floresta, ele nota que um feiticeiro nível S errou o feitiço e conjurou uma magia de chuva ao invés de uma bola de fogo para acabar com um cachorro selvagem. Impressionado, Carmalean bate com a palma da mão na testa. Ele ri de nervoso.


- Como esses aventureiros são despreparados.


Entretanto, o que Carmalean jamais poderia imaginar é que o aventureiro, para fazer o ataque, usou um cetro mágico, o qual foi adulterado por Mônica no passado. Além disso, mesmo que o vampiro tenha recitado “corretamente” o feitiço presente no livro para uso de armas mágicas, esse manual tinha sido adulterado, também, pela bibliotecária. Afinal, é infinitamente melhor, para os planos da vampira Cabelo de Sol, que os aventureiros pensem que estão errando algo na tradução dos livros e lançando magias erradas do que não conseguirem realizar “encantamentos”. Assim, ao longo dos anos, os aventureiros de cabelo azul começaram a achar que as armas mágicas, que pertenciam aos membros do clã dos Cabelo de Sol ou aquelas encontradas nas masmorras, estavam quebradas ou sem poder mágico. Alguns vampiros até conseguiam usar tais equipamentos, pois aprendiam na tentativa e erro, mas eram capazes de extrair, somente, cerca de 10% da capacidade total das armas.


- CHUVA! Como eles pretendem matar esses cachorros selvagens com chuva? Eu não posso acreditar que esse é o nível de poder dos aventureiros daqui!


Entretanto, enquanto Carmalean continua a reclamar da atuação dos vampiros contra os cachorros selvagens, aquela magia errada foi a sorte de Mônica. Sem perder tempo e aproveitando a distração do irmão de Letician, a vampira ruiva limpa a bota com a água que cai do céu enquanto faz uma magia para recosturar o solado.


“Eu não tenho a mínima ideia de onde veio essa chuva. O que posso fazer, agora, é ser rápida para calçar esse calçado, antes que o Carmalean venha na minha direção ...”


Olhando para os lados, ela ainda continua a refletir.


“ ... ou antes que eu precise usar um feitiço mais forte para me proteger contra um monstro pior que as formigas gigantes.”


Então, Mônica percebe os gritos de Carmalean. O caçador reclama com aventureiros sobre eles não saberem a diferença entre um feitiço de fogo para um de água. Sabendo que o alvo está bem distraído e com o calçado limpo e perfeito, Mônica respira fundo. Ela coloca a bota e verifica que não está deixando mais pegadas no chão.


“Teste positivo! As duas botas estão perfeitas! É o momento de agir!”



Anterior      |  Próximo


____________________________________________________________

Olá! Se você está curtindo essa história,

gostaria de ajudar o site com uma pequena doação?

Basta enviar qualquer valor - via pix - para lightnoveluniverso@gmail.com !

____________________________________________________________

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page