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Mônica Grivor: O Rosto De Grito - Capítulo 19 (T1) | Light Novel Universo

  • Foto do escritor: Light Novel Universo
    Light Novel Universo
  • 21 de fev.
  • 4 min de leitura

Atualizado: 27 de fev.

Capa da Light Novel Mônica Grivor: O Rosto De Grito - Capítulo 19 - Temporada 1


CAP 19 | O Rosto De Grito



Ao ver a cena que a fez chorar sem parar há 10 anos, durante o Festival da Abóbora, Mônica Grivor procura não se emocionar e manter o foco naquilo que ela está determinada a fazer.


- Hoje ... ISSO TERMINA!


No céu, há o resultado de um círculo de magia de execução malsucedido. Lastimavelmente, sempre na data do Festival da Abóbora, um imenso espelho aparece no céu ... A estrutura é formada por gotículas de água que cintilam com o entardecer ... Dentro do reflexo, uma menina gigante chora e grita desesperadamente. A vampira criança possui cabelo vermelho, pois é uma Cabelo de Sol que foi executada durante o massacre ao clã. Entretanto, as cinzas dela permaneceram na atmosfera e não se desmancharam pelo espaço sideral. Como o efeito da maldição de ódio lançada sobre o planeta tinha passado, o Governo Central evitava que a população visse aquele sofrimento para não gerar revoltas. Entretanto, ainda assim, os líderes daquele mundo pareciam querer continuar a torturar a menina e por isso davam diversos doces e iguarias para a população durante aquela data. A vampira aprisionada se lançava diversas vezes contra a superfície do espelho para tentar quebrar aquela barreira e voltar ao mundo de onde foi expulsa, mas todas as tentativas eram inúteis. O sofrimento dela só aumentava por não conseguir voltar e por ver crianças comendo doces tão deliciosos na festa.


“EU! MÔNICA GRIVOR! IREI TE VINGAR! NÃO CHORE MAIS!”

 

A expressão de dor, angústia e sofrimento daquela pobre vampirinha é extremamente nítida. Ela veste uma armadura medieval de proteção nível máximo, a qual está quebrada e amassada. Infelizmente, aqueles danos indicam que a pobre vítima apanhou constantemente e por vários dias antes de ir ao círculo mágico de execução. Na grande maior parte do tempo ... É só o rosto dela que aparece naquela enorme estrutura ... Chorando e chorando. Sem conseguir que o som sai para o mundo exterior, ele mexe os lábios devagar para que alguém entenda as palavras que ela fala ... Que são poucas ... Ela só pede por um doce ... Pede para sair dali.


“Eu sei que você quer viver novamente. Que quer voltar para esse mundo que foi tão ruim com você e brincar com os outros vampiros. Comer doces. Só que hoje será o fim dessa tortura que perdura mais de 1000 anos.”


Mônica Grivor começa a produzir diversos círculos mágicos no céu, enquanto o cachorro selvagem está deitado perto da perna dela e amparado por um feitiço de proteção. Correntes de vento surgem no firmamento. A capa da maga e as folhas das árvores balançam freneticamente como se tudo estivesse sendo arrastado para além do continente. Dessa forma, primeiro, ela dispersas as nuvens e a fumaça laranja, para fazer que todos vejam aquela triste menina no céu, esguelhando por socorro.


“Pronto garotinha! Agora todos podem lembrar de você!”


A menina, detrás do vidro, vê aquilo tudo acontecer e não acredita. Sem perder tempo, ela dá socos na barreira. Um olhar de felicidade trasborda da face da pobre. Pela primeira vez, ela conseguia enxergar, com mais nitidez, a decoração do festival. Ela chora mais e mais ainda.


“Não ... Não chora ... Você não merece mais tristeza ...”


Em terra, no Festival da Abóbora, todos param o que estão fazendo. Os músicos encerram as melodias animadas. Os ciclistas congelam. O prefeito está em choque. Por sua vez, a menina no céu grita um grito sem som ... chora ... tenta quebrar o espelho. É uma gigante presa num plano de duas dimensões, mas a dor dela não tem limite e todos ali podem sentir isso. Em pouco tempo, algumas pessoas começaram a chorar também. Outros caem no chão e se lembram das barbáries que fizeram contra os Cabelos de Sol durante a maldição de ódio. Por mais que todos quisessem esquecer do período do massacre, o sofrimento daquela pequena vampira fez eles reviverem um passado de vergonha e culpa. Os aviões, que alguns imaginariam voltar para fazer uma nova cortina de fumaça, pousam. Todos ... estão em choque.


“Finalmente ... Ela conseguiu ...”


O Mascarado Vermelho faz menção de bater palmas, mas para em pleno ar. Ele não pode denunciar a posição dele. Já Mônica, busca segurar o choro, pois conhece aquela vampirinha.


“Desculpa não ter dado um jeito nisso há mais tempo.”


Sem perder mais um minuto, mesmo que de uma distância sem igual, Mônica Grivor ativa, no chão do centro da praça, um imenso círculo mágico de execução. Entretanto, diferente dos usados no massacre, aquele possui três bordas com escritas mágicas. A menina, ao ver o que irá acontecer, segura o choro. Ela então começa a sorrir em silêncio e fecha os olhos.


“Vá ... Descanse ...”


Mônica, dizendo algumas palavras, faz que o círculo se ilumine e emita uma luz intensa na direção do espelho. A estrutura se quebra em pequenos pedaços ... Desses, surge uma cinza vermelha que começa a voar pelo céu em direção ao espaço. Finalmente, aquela pequena vampira tinha sido executada e as cinzas do que ela foi estão indo buscar o confortante frio do mar que abriga as estrelas.


“Boa Mônica Grivor!”


O Mascarado Vermelho acena em positivo para Mônica, sem que a bibliotecária saiba da existência daquele estranho personagem ali.


“Acabou menina ... Descanse em paz pequenininha ...”


Em terra, todos estão sem ação. O prefeito sai em direção a um carro. Diversos agentes do Comando Central realizam ligações. As pessoas começam, aos poucos, a esvaziar as ruas da cidade. Estecrinix, Galtrinix e Drocrinix estão olhando para o céu e se despedindo das cinzas da pequena vampira.


- Ela jamais deveria ter passado por aquilo tudo ... Nenhum dos Cabelo de Sol deveriam ...


- Drocrinix ... Não diga esses comentários alto. Há diversos funcionários do Comando Central aqui. Inclusive nós ... A gente trabalha pra eles também. Mesmo que só na biblioteca. Você sabe como o ...


- Galtrinix! Comando Central ... Governo Central ... Seja lá o nome que dão a essa MERDA! Hoje! Só por hoje! Ninguém aqui vai se ligar nas críticas que fizermos com relação a eles!


Após as palavras de Drocrinix, as outras duas bibliotecárias abraçam a amiga. Então, as três choram em silêncio.



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