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Mônica Grivor: A Matilha - Capítulo 15 (T1) | Light Novel Universo

Atualizado: há 3 dias

Capa da Light Novel Mônica Grivor: A Matilha - Capítulo 15 - Temporada 1


CAP 15 | A Matilha



Os aventureiros, que estão enfrentando alguns cachorros selvagens, estão tendo sérios problemas durante a luta. Eles escutam as broncas de Carmalean, mas essas não servem como incentivo ou dicas, pois a batalha está muito acirrada. O jovem Gaske, que no dia anterior se vangloriava com a recepcionista da Guilda, não consegue se desviar o líder da matilha. Mesmo o vampiro utilizado flechas de distração para confundir o adversário, a fera anda calmamente na direção do aventureiro, como se o desafiasse para um confronto. Ao mesmo tempo, o nefasto ser, que emana uma aura impositiva e intimidadora, coordena para qual lugar os outros cachorros selvagens devem disparar esferas de energia com as bocas. Então, um classe B reclama de toda a situação.


- Gaske! ESSE MALDITO CACHORRO está comandando os outros com as batidas da calda dele no chão! Esses monstros, além do poder mágico absurdo, estão pensando e sendo mais táticos que nós!

 

Ninguém esperava por aquilo. Geralmente, cachorros selvagens são bons em caçada e emboscada, mas incapazes de dispararem qualquer tipo de ataque mágico, exceto aqueles modificados pelo comando central. Entretanto, para Carmalean, as coisas estavam mais ou menos explicadas.


- Então, por isso enviaram a mim e a minha irmã para cá. Provavelmente, algum bando escapou das instalações do governo e começou a se reproduzir. Como as fêmeas dessa espécie modificadas conseguem ter de 10 a 20 filhotes, a cada três meses, o grupo se multiplicou muito rápido.


Destruindo as formigas gigantes, Carmalean não consegue responder a alguns questionamentos que ele faz sobre toda aquela situação.


- Apesar dessa hipótese que elaborei ter coerência ... Como esses monstros percorreram seis continentes, quase metade do planeta, para chegarem até essa floresta?


De qualquer forma, Carmalean, temendo entrar na briga e ser morto por uma formiga gigante que chegasse de surpresa, preferiu ponderar a continuar só observar os aventureiros. Entretanto, ele logo percebeu que essa não seria uma boa ideia.


- Eu! CARMALEAN! Não acredito no que acabei de ver!

  

Quando ninguém espera, alguns dos cachorros selvagens avançam pelas costas dos soldados e de alguns aventureiros. Sem misericórdia, os monstros mordem na jugular dos alvos e, com um forte puxão, separam a cabeça do corpo das vítimas. Imediatamente, Gaske começa a disparar flechas mágicas na direção dos animais, mas todas erram os alvos. Carmalean resolve abandonar a posição de observador e corre na direção deles. O caçador dispara diversas balas de prata e acerta todos os cachorros que pode enxergar. Enquanto aniquila os adversários, ele tenta ficar alerta com relação a chegada de alguma formiga gigante.


- Que merda toda é essa aqui?!

 

O líder da matilha, ao ver que o bando dele está sendo morto, lança um olhar com muito mais ódio na direção de Gaske. Em seguida, como se estivesse decidindo a ordem das vítimas, ele foca em Carmalean. Os dois vampiros sabem que terão problemas e se preparam. O animal corre em toda velocidade na direção do aventureiro. Gaske pega uma espada das costas, mas antes que pudesse manuseá-la, percebe o braço voando para longe, ainda segurando a arma. O líder da matilha criou uma lâmina de energia com a cauda e, num corte cirúrgico, reduziu as chances de vitória de Gaske. Carmalean ao presenciar aquilo, começa a disparar no animal, que se esquiva rapidamente das balas. Novamente, ele cria lâminas que voam na direção do caçador.


- Como eu pensei ...


Carmalean corre, rola pelo chão, levanta-se, esquiva de dois ataques, rola novamente e consegue uma posição para conseguir se desviar de todas as lâminas de energia. Múltiplos disparos .... Entretanto, o cachorro se camufla atrás de algumas árvores.


- Com medo, seu animal?


Carmalean saca outro revólver e começa a fazer dois disparos simultâneos. As balas dos disparos duplos viajam lado a lado, acertam as árvores e as derrubam. Vendo que não tinha acertado o líder, o vampiro pega uma bolsa e joga o item para o alto. Enquanto gira no ar, várias pequeníssimas esferas de prata, que são as munições que o caçador usa, vão caindo. O exímio atirador vai recarregando as armas, posicionando os tambores onde as balas estão localizadas em pleno ar. Em poucos segundos, uma clareira de destruição se abre na floreta. Carmalean ... Cessa os movimentos e observa em volta ...


“Onde ele está?”


O vampiro não vê o cachorro selvagem, enquanto Gaske, sem o braço e jorrando sangue, aproxima-se, segurando a dor, para tentar dar cobertura ao caçador. Carmalean fica admirado com a bravura do jovem.


- Tome. Coma isso e o sangramento irá parar. É tecnologia do Comando Central. Deve te dar algumas horas de vida.


Antes que Gaske possa pegar o medicamente em forma de barra, Carmalean vê a cabeça do aventureiro rolando pelo chão. O caçador só tem tempo de abaixar para evitar mais lâminas do chefe do bando. O vampiro, então, corre para detrás de uma árvore e percebe que todos já estão mortos. Soldados e aventureiros, todos eles haviam caído em combate. Só havia o caçador em pé, além dos monstros.

 

- Se Letician estivesse ali ... Não teriam ocorrido tantas baixas. Eu só tenho uma opção.


Imediatamente, ele lança uma granada na direção dos cachorros e coloca um par de óculos escuros. Após a bomba explodir, ela não provoca uma destruição em massa, mas causa um forte clarão de luz que deixa todos os animais cegos por alguns segundos. Apesar do pouquíssimo tempo, aquela brecha é mais que suficiente para Carmalean agir. Ele joga outro saco de munições para o alto, sai do esconderijo e, correndo, dispara em todos os cachorros selvagens. Nessa investida ele consegue mirar no líder do bando e acerta um tiro perfeito perto do coração do inimigo, que cai sem reação.


- FOI! CONSEGUI!

 

Enquanto tira os óculos, ele sente uma corrente de ar muito próxima. Ao virar, já atirando, ele somente consegue percebe alguém passando por debaixo da arma dele. Nesses milésimos de segundos, Carmalean sente que o adversário faz um arranhão na coxa dele. A lesão só não é mais profunda, pois o caçador consegue afastar a perna ainda durante o ataque. Assim, ele sente só um insignificante arranhão que sangra.


“Essa foi por pouco ... Eu poderia ter perdido a perna! Agora ... Quem foi?”


A pessoa misteriosa corre para detrás de uma árvore, enquanto Carmalean se esconde atrás de outra. Um novo embate está prestes a acontecer.



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