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Mankara Tori: Pessoas Alucinadas - Capítulo 13 (T1) | Light Novel Universo

Atualizado: há 6 dias

Capa da Light Novel Mankara Tori: Pessoas Alucinadas - Capítulo 13 - Temporada 1


CAP 13 | Pessoas Alucinadas



No quarto do hotel, Caos Menor está sentada no sofá escutando as músicas que tem salvas no celular. A maga usa um par de fone de ouvido e, por esse motivo, não escuta todo o caos que está instalado nas ruas de Londres. Em um momento, ela estranha o fato de Mankara Tori estar demorando, mas resolve não ir atrás dele para não parecer que ela o segue constantemente. Refletindo sobre as últimas horas, ela olha para Tila Nurdes, a qual continuar desacordada na cama. Caos Menor se recorda que Mankara pediu para ela ficar vigiando a copiloto.


“Aquele tonto ... É lógico que eu vou ficar monitorando essa mulher, mesmo se ele não me pedisse ...”


Então, Caos Menor se levanta para pegar um pouco de água na geladeira. De repente, ao passar pela janela do quarto, a maga vê um prédio pegando fogo ao longe. Entretanto, de início, ela passa como se aquilo fosse algo normal.


“Ei! Fogo?!"


Ao processar e se dar conta do que tinha visto, Caos Menor volta correndo para a janela e tira os fones. Somente nesse momento, ela percebe que todos estão gritando nas ruas.

 

- QUE MERDA TÁ ACONTECENDO LÁ FORA?!


Ao escutar a voz de Caos Menor, Tila Nurdes desperta, como se tivesse sido liberta de algum encanto. Abrindo lentamente os olhos, a jovem coreana tem dificuldades em entender onde está e toda a situação em que se encontra. Alguns segundos de silêncio ... Ao ver a jovem de cabelo Chanel na frente dela, a copiloto começa a “emergir” do torpor que a anestesiava.


- Você ... Você! Você estava no avião! O que aconteceu? Onde estamos? Essa gritaria do lado de fora ... O mundo está acabando?


Caos Menor passa por Tila Nurdes, como se a jovem sentada na cama nem existisse, e vai até o olho mágico da porta. Ao ver diversos rastros de sangue nos corredores, a maga, que estava pensando em abrir a fechadura, desiste da ideia. Calma e serenamente, ela volta até Tila Nurdes, senta-se sobre a cama e faz gestos, com a mão, para a mulher olhar para o lençol. A maga faz um copo de água, que esta pela metade e em cima de um pequeno armário, levitar e ir em direção das duas. Ao pegar o objeto, Caos Menor joga o líquido sobre o tecido e, com as mãos, começa a formar letras. Depois ... palavras. Então, ela escreve uma mensagem formada pela água, que parece não ser absorvida pelo tecido de forma alguma.


“Para os funcionários do hotel, esse quarto ainda está vazio. A realidade desse local está sendo alterada. Acho que as pessoas estão ficando malucas. Do lado de fora, está um caos no corredor e tem portas arrombadas de outros quartos. Entretanto, esse aqui foi poupado. Acho que os funcionários do hotel estão caçando os hospedes registrados.

 

Tila lê e não acredita em uma palavra. Então, ela faz um gesto com a mão, tentando expressar algo, que Caos Menor entende como: “espera aí ... deixa eu ver”. Afinal, a copiloto tinha acabado de presenciar alguém moldando a forma da água para se comunicar, discretamente, com ela. Ainda tonta, Tila reflete sobre a situação.


“Não é comum ver alguém fazendo isso ... Preciso, pelo menos, checar se as informações do lado de fora são verdade ...”


Tila Nurdes, então, vai até o olho mágico e vê o corredor normal. Não transparecendo estranhar a situação, ela então gesticula com a mão para Caos Menor ir até ali. A maga vai relutante, querendo sair logo do quarto, mas, ao olhar novamente, percebe que está tudo limpo. Ela fica, simplesmente, sem entender. Do nada, ela tem um estalo.


“MERDA! Mil vezes merda! Isso tá em outro nível!”


Pegando um isqueiro sobre uma pequena cômoda, Caos Menor produz uma pequena chama e, com essa, cria um pincel de fogo. Imediatamente, levitando o item flamejante, ela escreve algo, na parede do quarto. Com um tipo de escrita, que somente Mankara conseguirá entender, a maga deixa uma mensagem.


“Estamos no Terraço Mankara! Vai pra lá!”


Depois, sem que pudesse ter objeções, Caos Menor pega Tila Nurdes pelo pulso e a puxa em direção à janela.


- Vamos sair daqui. Vamos subir até o terraço. De lá, ainda podemos fugir pelos telhados dos outros prédios se as coisa apertarem. Vamos!


- Ei! Espera ... Tá maior gritaria lá fora. Não é melhor ficar aqui?


- Olha ... Seja lá você quem for! Eu acabei de ver o corredor, ali fora, um estrago só! Se ele está normal agora é porque o que vi ainda vai acontecer. Então, é melhor a gente dá um fora logo daqui. Se a pilotinha tá lembrada ... Você tinha levado um tiro! Lembra? Eu te salvei! Então, pelo menos, escuta o que digo e vamos sair logo daqui. Eu não sei quem tá fazendo isso, mas só vi algo parecido nos tempos da Armurai Magi.


“Quem é essa louca que tá querendo ir lá pra fora ... Eu lembro de estar no avião e, do nada, o piloto surtou ... Isso ... Eu me lembro. Ele atirou em mim. Essa mulher de laranja e um homem estavam do meu lado após eu ser ferida mortalmente. Eu não sei o que significa Armurai Magi para causar esse desespero todo nessa pessoa, mas tudo está estranho demais. O que sei, foi que ela me salvou e o mínimo que posso fazer e dar algum crédito as recomendações dela.”


- Terraço acima! É isso! Não é pra descer não?


- Para de graça sua lerda e vamos logo!


Então, elas saem pela janela e começam a subir as escadas externas. Durante a fuga, as duas observam as pessoas enlouquecidas pelas ruas de Londres. Muitos gritam que estavam vendo uma linda Lua de Ouro no céu. Outros pedem para que a imensa Raposa Dourada de Duas Cabeças os leve. Ao escutar aquelas frases, Caos Menor só balança a cabeça em negativa.


“Não ... Se eles estão vendo-a por aqui ... Posso afirmar que o mundo dos vivos irá se tornar, em pouco tempo, mais um mundo dos mortos. Mankara ... Há algo muito sinistro acontecendo. Nem as Armurais, no passado, conseguiram quebrar as barreiras entre os mundos. Quem está fazendo isso?”


Após uma rápida subida, elas finalmente chegam ao teto. Como se tivesse lido as preocupações de Caos Menor, Tila Nurdes procurar saber mais sobre tudo aquilo.


- Que gritaria era aquela de Raposa Dourada? Londres está passando por algum tipo de surto coletivo?


- Não ... É isso não. Se fosse um simples surto coletivo seria algo bem mais fácil de resolver. A Raposa Dourada de Duas Cabeças é um dos quatro guardas que vigiam as almas que entram numa região que, com o tempo, quem vai para lá aprende a conhecer como Nono Reino do Magma Laranja. Praticamente, é impossível sair daquele mundo, pois a raposa cria uma interminável borda sem fim de magma laranja. Ela se alimenta do sofrimento de todos que caem naquele local. Aliás ... Minto! Existe um mito de que um habitante, há muito tempo, saiu de lá, mas a raposa foi atrás para buscar ele de volta. Caso as pessoas, lá embaixo, estejam vendo uma imensa Lua de Ouro realmente, elas não possuem a menor ideia do tipo de monstro que estão prestes a conhecer nesse mundo. Só me pergunto ... Qual maluco resolveu mexer com a natureza dos planos astrais para invocar algo tão perigoso?

 

- Como assim uma borda interminável?


- Conta a lenda que a Raposa Dourada de Duas Cabeças, junto com o Urso de Três Cabeças, a Fênix Matadora de Sol e o Falcão Da Escuridão, eram guerreiros antigos de um reino muito distante ... Eles pertenceram a um lugar que existiu infinitamente antes do planeta Terra sonhar em “nascer”. Os quatro, eram impiedosos e cruéis. Especula-se que, após terem sido derrotados, uma imensurável e incontrolável energia negativa, criada pelo rancor e ódio que eles carregavam, lançou os quatro, em conjunto, para uma região deserta e laranja. Nesse lugar, surgiram quatro imensas Luas, que muitos acreditam serem as novas formas que os cruéis guerreiros assumiram. Alguns argumentam, diferentemente, que elas sejam construções mágicas que os quatro lançaram para vigiarem todos os novos seres que fossem lançados para aquela região. Apesar das divergências entre os magos que vivem naquele inferno, quase todos acreditam que, dos antigos guerreiros, a Raposa Dourada é a única que, vira e mexe, sai do Nono Reino Do Magma Laranja. Alguns acreditam que, para isso, ela assume a forma de uma linda mulher de longos cabelos castanhos que sempre carrega uma jarra de ouro, onde guarda itens do mundo que ela visita.


- Visita? Ela não sai para causar confusão? Não seria isso?


- Ninguém sabe? Nem sabem por qual motivo seria só a raposa que sai do Nono Reino do Magma Laranja. Na verdade, ninguém nunca confirmou ter visto uns dos quatro.


- Quer dizer que ... Então ... Tem alguém tentando trazer esse reino para cá? Assim, as pessoas que já estão vendo uma Lua Dourada no céu, talvez, sejam as mais susceptíveis a enxergarem distorções de realidade.


- Isso mesmo! Só que vamos ter problemas se o Reino Do Nono Magma Laranja vier pra cá, pois o pessoal de lá só vive em guerras e conflitos com o Sétimo Reino Do Fogo Vermelho e o Quinto Reino Das Chuvas Negras. Tudo por disputa de território. Alguns acreditam que é o Urso de Três cabeças que impulsiona os governantes de lá para a luta. Se eles aparecerem aqui no planeta Terra ...


- Irão querer tomar Londres ... Depois a Inglaterra ... Por fim, todo o planeta.


- Lembrando pilotinha, que existe mais outros dois Reinos, que são tão agressivos quanto o Reino do Nono Magma Laranja. No final, tudo viraria um conflito sem fim.


- Tem como as pessoas daqui fazerem um tipo de portal para trazer esse local para cá?


- Eu tô sentindo traços de magia sintética desde que vim pra cá. Eu acho que não é gente daqui. Talvez, seja alguém no Nono Reino que arranjou um jeito de tentar uma invasão pra cá.


- Magia sintética, você diz?


Nisso, Tila Nurdes pondera sobre algo que não externaliza para Caos Menor.


“Então, algumas coisas começam a fazer mais sentido agora ... Magia sintética ... Faz sentido.”


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