Mankara Tori: Luta Na Caravela Fantasma - Capítulo 20 (T1) | Light Novel Universo
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- 21 de fev.
- 6 min de leitura
Atualizado: 24 de fev.

CAP 20 | Luta Na Caravela Fantasma
Então, os dois emanam uma aura densa. Mankara Tori apresenta uma energia corporal azul com rajadas vermelhas. Por sua vez, o capitão do navio tem uma energia negra com rajadas brancas. A pressão começa a fazer com que as madeiras do chão do navio vibrem ... Os pregos não resistem e voam como balas .... Finalmente, as tábuas se desprendem.
“Esse cara é insano demais para um simples capitão de navio metido a boxeador ...”
O embate de forças é intenso e surreal. Entretanto, quando menos se espera, uma carta desce do céu. O capitão se vê obrigado a recuar e teleporta para um ponto mais distante. O desaparecimento repentino do inimigo faz a varinha de fogo vazar pelo chão da embarcação, indo direto até o asfalto da rua. Isso tudo resulta num imenso buraco na caravela e uma imensa cratera em meios aos carros, que afundam como se estivessem sendo sugados por areia movediça.
“Consegui esquivar-me a tempo da carta surpresa do mago ... Ele é bom ...”
A carta que iria acertar o oponente de Mankara Tori não teve tempo de desviar e fura o chão do barco também. Ela sai pelo outro lado, mas faz uma curva em pleno ar para tentar acertar o alvo novamente. O inimigo, agora em cima do mastro principal, vê a carta voando até ele e sorri. Fechando os olhos, ele se joga do alto, com os braços abertos, para, em queda livre, rodar o corpo no ar. Após alguns segundos, ele aproxima as mãos do peito para aumentar a velocidade de rotação, momentos antes da carta chegar até ele.
- O que ele está fazendo? Está pensando que isso é uma competição de patinação no gelo? Sem gelo e caindo de uma altura de mais de 200 metros?
Mankara Tori, no convés do navio, não entende o que o inimigo pretende fazer. Ele acompanha, com os olhos, a carta alcançar o adversário, mas estranha ela não o ter feito em pedaços. Nisso, para a surpresa do mago, o objeto que ele lançou para pegar o cocheiro de surpresa, foi pego pelo jovem com os dentes, enquanto esse descia em queda livre.
- Realmente ... Ele é bom!
Caindo tranquilamente no chão, ainda encostando um dos joelhos no chão, o capitão do navio pega a carta da boca com a mão.
- Um Ás de Espada. Acho que a ideia seria essa carta funcionar como uma espada de verdade, fatiando meu corpo. Por sorte, eu fui muito bem treinado quando jovem. Além disso, que bom ela não ser uma bomba. Entretanto, eu não costumo ficar com armas de inimigos. Acho falta de elegância. Tome de volta a carta ... Cavalheiro ...
Ele arremessa o Ás de Espada numa velocidade duas vezes mais rápida com a que Mankara tinha jogado. Entretanto, o Mago, simplesmente, esquiva o rosto para a direita. Ele se desvia habilmente do ataque e para a carta com magia mental. Depois disso, o item voa suavemente para o bolso dele.
“Esse vai ser difícil de vencer. Diferente dos que enfrentei ao chegar aqui, ele consegue fazer frente a minha pressão de energia. Além disso, foi capaz de pegar um ataque com os dentes. Para piorar o cenário, o infeliz é mais rápido do que os meus olhos podem acompanhar. Então, vou precisar apelar.”
Com os olhos fechados, Mankara ergue o braço direito. Então, um círculo de magia se forma em baixo dele. Após, o mago faz quatro cartas aparecerem no ar, mas o capitão já está bem perto para acertar um soco no estômago. Entretanto, diferente do embate anterior, o inimigo passa por Mankara, como se o mesmo fosse um fantasma.
“Impossível ...”
Logo em seguida, ele tenta um chute e mais vários socos, mas Mankara Tori continua com os olhos fechados sem ser golpeado. Em meio aquilo tudo, o círculo mágico embaixo dos dois brilha a cada ataque físico que é desferido.
“Ele se colocou em posição de invulnerabilidade, mas não se mexe também. O que ele está tramando?”
O jovem, então, teleporta e surge a 20 metros de distância. De longe, ele vê os cabelos de Mankara subindo, por causa de um vento que não pode ser visto ou sentido. Finalmente, o mago, com os fechados, começa um encantamento.
- Carta 1: Cipós de Terra da Floresta dos Besouros da Noite. Carta 2: Fluxo De Água Da Nascente Safira. Carta 3: Amplificação 10 de Copas. Carta 4: Combinação 4 de Ouro. Magia combinada: Infinitas Mãos Da Guardiã Mãe Terra!
Atrás de Mankara, cipós de terra começam a brotar de redemoinhos de poeira que se formam e são alimentados por uma cachoeira que surge acima das nuvens. Em menos de três segundos, os cipós de terra avançam para frente de Mankara e formam uma linda mulher de longos cabelos negros, olhos pretos e pele de terra. Vestindo uma armadura de rochas, ela coloca as mãos no chão da caravela e faz surgir, de todas as superfícies do navio, mãos de pedra que avançam para pegar o capitão.
“Isso é muito inesperado ... Ela está remodelando esse navio?”
Ele corre, pula e esquiva ... Desliza pelo convés, mas aos poucos as mãos vão quase o alçando. Quando o inimigo se aproxima de Mankara Tori para acertar o mago, imaginando que ele já está material novamente, a mulher de pedra acerta um soco no estomago do adversário. Cuspindo sangue, o capitão é arremessado para longe. Enquanto “voa” pelo ar, ele é espancado pelas mãos que brotam, continuamente, da caravela.
“ Mi ... Misera ... rável ...”
Após, parte da superfície do navio está destruída. Então, o rapaz surge dos escombros. Ele está com o rosto sangrando, a boca cortada e as roupa rasgada.
- Isso foi surpreendente! Você invoca um lutador poderoso com as cartas, enquanto fica imune a ataques físicos. Um pouco demais, mas eu gostei da estratégia. Bom! Deixe-me ver ... Temos uma praia logo ali em frente! Será que sua cavaleira de pedra afunda se for jogada na água?
De repente, um arpão de água transpassa o peito do inimigo, que cospe mais sangue pela boca. Ele se vira e vê uma segunda cavaleira. Essa veste uma armadura de safira, tem olhos azuis como o oceano e flutua sobre os céus. Com o corpo feito de água, ela parece ter uma pele tão fina quanto a porcelana.
- Isso ... I ... Isso foi surpresa ... As “Infinitas Mãos” não se referem ... aos braços de pedra, mas as diversas guerreiras ... que podem aparecer ... formadas a partir dos elementos da natureza. Por isso você está em silêncio. É um golpe que consome muito. Se eu não vencer essa magia combinada, serei morto.
O rapaz se levanta com dificuldades. Antes que possa preparar um segundo golpe, uma canção surge no ambiente. Então, as duas guerreiras olham na direção do convés e veem uma empregada, com máscara de coiote, consertando o chão da caravela.
- Dutroire ... Você precisa ser mais cuidadoso com as coisas que o Conde te deu. Você sabe que não sou boa com marcenaria e carpintaria.
Ela, calmamente, bate um martelo e prega as tábuas. Então, a empregada estala os dedos e, ao fazer esse pequeno movimento, Coire é capaz de queimar as quatro cartas de Mankara Tori. O mago abre os olhos surpreso. Imediatamente, as duas guerreiras desaparecem. Ainda mantendo o círculo embaixo dele, Mankara tenta entender a situação. Entretanto, o raciocino dele é interrompido pelas palavras do capitão.
- Que coisa Coire ... Eu estava tão distraído com a ideia de ter uma boa luta, que esqueci de pensar direito. De fato! As guerreiras vieram das cartas e não dos elementos da natureza. Mesmo que só haja desenhos de números nelas, era só eu ter destruído as cartas.
A empregada, então, levanta-se e olha na direção de Mankara.
- Eu gostaria de poder oferecer, ao Senhor, um pouco de chá, refresco ou água. Entretanto, infelizmente, terei de pedir desculpas, pois o Senhor não poderá permanecer nesse navio. Perdoe-me.
Após Coire estalar os dedos novamente, Mankara é enviado para o alto de um prédio. Ele está, agora, extremamente distante do navio e só pode ver a colossal estrutura desaparecer na neblina do horizonte.
“Ela só foi capaz de destruir as cartas por causa do ambiente dentro daquela caravela ... Aquele lugar, que estava amplificando os poderes do rapaz, deve ter aumentado as habilidades daquela jovem quase que infinitamente. Pelo menos, assim eu espero. Se não vieram logo para uma luta, eles não são tão fortes assim. Provavelmente, devem saber uma ou duas técnicas, mas uma hora de batalha deve ser o suficiente para eu descobrir o ponto fraco dos ataques. A missão deles deve ser coletar o máximo de sofrimento das pessoas e evitar lutas diretas. PORCARIA ... Eles irão correr como ratos. Que droga!”
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