Mankara Tori: O Capitão Boxeador - Capítulo 19 (T1) | Light Novel Universo
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- 21 de fev.
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Atualizado: há 6 dias

CAP 19 | O Capitão Boxeador
Enquanto Caos Menor e Tila aparecem dentro de uma faculdade abandonada ... A Armurai Magi é arremessada para uma fazenda perdida no meio do nada no interior do país ... Mankara Tori surge num parque de diversões. Assim como as meninas vivenciaram, ele, primeiramente, viu o local destruído e com diversos corpos pelo chão. Entretanto, todo aquele lugar foi se refazendo aos poucos, com funcionários aparecendo e pessoas entrando nos brinquedos. No atual momento, após ter entendido o que aconteceu por ali, o mago está sentado num banco e come algodão-doce. Ele olha um mapa da região e confere, com o GPS do celular, a posição dele.
“Não estou muito longe do hotel. Logo assim que cheguei, lembro de ter visto o corpo de uma menina no chão. Ela parece ter sofrido muito e estava com uniforme de funcionária aqui do parque. Ela deve ser desse café para o qual estou de frente. Pobre moça ... O estado dela não estava nada bom. Ela ainda deve estar para chegar ou já chegou. Se as pessoas estão morrendo e voltando, ela deve aparecer por aqui em algum momento do dia.”
Então, Mankara Tori retira a carta estoque de luz da manga, o item que tinha usado para recolher os corpos dos adversários que derrotou em combate.
“De fato. O número de inimigos acumulados diminui drasticamente! Isso sugere que os civis devem estar sendo refeitos, mas aquele grupo que estava caçando as pessoas ... Eu acho que eles não retornam mais. Se fosse diferente, essa carta estaria zerada. De qualquer forma, eu vou precisar passar na região do cais novamente, para ver se eles estão lá. Se toda a Inglaterra estiver regredindo 24 horas no tempo e refazendo até os corpos das pessoas que morrem, então a passagem que eu criei, no teto do quarto do hotel, deve ter sido refeita. Pelo menos, assim eu espero! Isso significa dizer que, de qualquer lugar que eu estiver, posso voltar para lá. Assim que eu achar Caos Menor, deixo uma duplicada da carta com ela. Nisso, nós dois poderemos usar aquela passagem.”
Enquanto ele pensa essas coisas, Mankara Tori olha para o café mais uma vez.
“Quer saber. Eu acho que vou logo lá. Quanto mais rápido eu confirmar isso melhor.”
O mago, então, termina de comer o algodão-doce e segue para o estabelecimento dentro do parque. Ao abrir a porta, ele vê a mulher por qual estava esperando. Imediatamente, a jovem pergunta se ele irá querer alguma coisa, mas o mago simplesmente desconversa.
- Nossa! Até vou, mas acabei de perceber que deixei a carteira no carro. Vou precisar voltar correndo ao estacionamento. Desculpe-me pela pressa. Já retorno para tomar um café bem forte.
Saindo do estabelecimento, Mankara Tori escolhe um local vazio para ativar a carta que o leva até a passagem no teto do quarto no hotel. Ao entrar pelo portal, ele cai em cima da cama, tal como tinha sido da primeira vez. Confirmando o local vazio, o mago respira aliviado.
- Ufa! Ainda bem que esse quarto estava vago pela manhã antes de eu ter chegado ontem. Imagina eu chegar e ter alguém.
Indo até a janela, ele lembra da direção na qual foi arremessado até chegar à orla.
- Boa! Não é tão longe! Dá pra pegar um carro e chego lá em 30 minutos.
Após sair do quarto usando as escadas externar, ele, novamente, passa pelo beco onde lutou contra criaturas estranhas. Entretanto, algo incomoda o mago. Ao chegar na rua principal, Mankara Tori observa um imenso navio flutuando por cima dos carros. A gigantesca embarcação parece uma caravela colossal, com mais ou menos 20 velas sendo infladas por um vento que parece não existir. Além disso, a parte mais inferior, próxima aos carros, parece ser matéria e gás ao mesmo tempo.
“Se as pessoas não estão vendo e só eu tô conseguindo enxergar, quer dizer que esse troço aí não está preso ao lopping temporal. Eu acho ... Vou precisar ir até lá.”
Mankara Tori caminha, calmamente, para mais perto da imensa estrutura. Sem que ninguém perceba, ele usa uma carta de levitação para subir e conseguir chegar ao convés do navio.
“Ué! Tudo bem que parece uma embarcação fantasma, mas está vazia demais. Se eu gritar, será que surge alguém?”
Então, antes que o mago pudesse fazer qualquer tipo de ação mais enérgica, um jovem com roupa de cocheiro surge. Ele sobe as escadas de um alçapão no chão de madeira. O ser enigmático tem cabelo castanho cortado bem baixo e com laterais tingidas de azul. Os sapatos são de prata, assim como o colete. Nos dois braços, tatuagens de corcéis. Apesar de aparentar uns 20 anos, o homem tem um porte físico, invejável, de boxeador ou lutador bem experiente.
- Olá! Tenho um passageiro antes da hora?! Até hoje, eu nunca recebi uma visita surpresa nesse barco. Isso me faz concluir, com 100% de certeza, que você não está sendo afetado pela magia.
O homem caminha lentamente em direção à lateral da caravela, enquanto diz essas palavras. Depois, ele se vira de frente para Mankara, apoia os cotovelos no parapeito de madeira e mexe, com o pé, uma espessa corda.
- Diga-me cavalheiro! Como o Senhor entrou nessa Londres? Eu já tenho repetido esse entediante serviço por quase 45 dias. Se o Senhor não apareceu antes, estou curioso para saber qual foi a ruptura que houve nos planos do Conde?
Mankara Tori olha, discretamente, em várias direções a procura de outras pessoas ou mais inimigos.
- Então ... Você é o capitão dessa embarcação. Só tem você?! Eu acho que vocês esqueceram que aviões chegam em Londres ... todos os dias. Foi assim que eu vim para cá.
- Negativo Senhor! Desde que a magia foi iniciada, tem uma Londres para os tolos e tem essa Londres, onde as pessoas ficam dando loopings de sofrimento. Se você me perguntar, em qual Londres estão as pessoas verdadeiras, eu respondo com uma indagação. Há “um ano” ou há “dois anos” atrás, qual tempo guarda a melhor definição de você ou algo seu que está naqueles dois momentos do passado?
- Você quer dizer que as pessoas dessa Londres estão aqui e na Londres real também, pois tudo é uma questão de como você olha para o tempo passado?
- O cavalheiro não é tão burro! Parabéns! Já tem alguma ideia de como acabar com o feitiço?
- Acho que tenho de matar o chefe de vocês, não?!
- Talvez ... Só que antes, terá de passar por mim. Confesso que fico feliz por essa novidade dentro do roteiro. Afinal, que graça tem transportar prisioneiros todas as noites para que eles façam o terror em Londres? Eu só fico aqui de cima, olhando. Infelizmente, não posso fazer nada além disso.
Então, o rapaz sente uma estranha energia emanando em um dos bolsos de Mankara Tori.
- Vejo que existem traços de algumas almas, que estou transportado durante esses dias, bem aí no bolso do cavalheiro. Então, você não é um adversário fraco.
- Acho que ...
Quando Mankara vai responder, o adversário já está abaixado na frente do mago. Então, o inimigo ergue o corpo enquanto levanta, com toda a força e velocidade, o braço direito para acertar um soco no queixo do mago.
“Será um ataque único! Irei deixar ele inconsciente!”
Ao constatar que o adversário se movimenta tão rápido, Mankara Tori só tem tempo para barrar o golpe. Para isso, ele materializa uma varinha de fogo, que fica entre o queixo de mago e o punho do inimigo. Por sua vez, o cocheiro continua a forçar o ataque para cima e faz pressão contra a varinha, o que começa a estremecer o ar em volta do ponto de choque.
“Ele é forte! Estou tão concentrado materializado esse objeto de fogo que, se eu mexer um dos dois braços, a varinha não resiste.”
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