Mankara Tori: O Homem Com Chapéu Lilás - Capítulo 18 (T1) | Light Novel Universo
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- 21 de fev.
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Atualizado: há 6 dias

CAP 18 | O Homem Com Chapéu Lilás
Numa pequena fazenda, um home de chapéu lilás e roupa de mosqueteiro procura a pessoa com máscara de porcelana que ele arremessou para longe.
- Puxa vida! Eu sou um dos poucos que não estou sujeito a prisão do looping temporal, mas cadê aquela pessoa que eu achei. Logo após que a arremessei para longe, ela desapareceu. Eu acho que ela veio para cá. Eu passei a “noite” procurando por ela, durante o “Período de Remodelamento”, mas a sem vergonha tâ ocultando a presença dela.
Vendo, somente, diversas ovelhas passeando pelo campo, aquele homem decide se sentar no chão.
- Que pena! Eu sempre fico com o trabalho mais chato. Quando tenho a chance de me divertir um pouco, minha presa some. Isso é injusto ... É um tédio só! Eu sei que já me repeti umas mil vezes, mas eu deveria ter o direito de me exercitar algumas vezes ao dia! Não é justo comigo!
- Então, o rato, que estava me procurando, cansou e resolveu descansar um pouco? Eu logo percebi que você tem uma boca grande e gosta de falar sozinho. Estava esperando obter informações preciosas, mas só consegui o desprezar de escutar um monologo entediante e tétrico a respeito de sua pessoa.
Rapidamente, o mosqueteiro se vira e fica procurando pela voz misteriosa e abafada.
- ENTÃO VOCÊ ESTAVA POR PERTO ESSE TEMPO TODO!
O estranho homem começa a saltitar, como se estivesse se preparando para entrar numa luta de vida ou morte.
- Isso não é justo! Você estava se escondendo. Apareça! Eu quero lutar contra alguém forte! Não se preocupe! Assim que você morrer, nós iremos te refazer novamente! Eu me chamo Aoire! Me diga o seu nome!
- Você disse que as pessoas, aqui nesse país, estão presas dentro de um looping temporal. Entretanto, acho que eu e você não estamos sendo afetados pelo feitiço que está “reiniciando” toda a Inglaterra. Assim, é bem provável que, caso eu morra, não serei reiniciada. Algo ruim, por um lado, mas bom por outro. Se as pessoas não irão morrer de fato, eu não preciso conter minha força ao lutar. Afinal ... Ao final do dia, todo o lugar será refeito.
Ao longe, o Aoire observa um pequeno ser caminhando, saído por detrás das árvores que ficam numa floresta colada ao local onde ele se encontra.
- Ah! Você estava aí ... Não precisava ficar com medo. Nooossa! Você é um cotoquinho de gente! Qual sua altura? Um metro e 30 centímetros? Que maneiro!
- Medo? Não me faça ter uma crise de risos desnecessária. Só me diga ... Se você morrer, sua cara nojenta será reconstruída junto com o lugar?
- Ah! Que isso! Lógico que não! Eu não estou preso no looping. Entretanto ... Mudando de assunto. Essa sua máscara! Eu já li a respeito dela. Por que você não tira para eu ver o seu rosto bonequinha?
- Antes de eu me identificar, pois isso irá complicar um pouco de eu conseguir mais informações, preciso perguntar algo. Você disse que já leu sobre essa máscara. Você é um humano?
- Humano? Agora, você quem não me faça rir! Onde você já viu um humano chamado Aoire. Eu não sou humano não. Satisfeita?!
Antes que o mosqueteiro pudesse terminar de falar, ele é obrigado a saltar rapidamente, antes que fosse engolido por uma enorme boca, cheia de dentes bestiais, que surgiu em baixo dele.
- Isso é incrível! Qual o tamanho disso? Uma quadra de basquete! Quando você lançou essa magia aqui?
- Que engraçado? Vocês brincam com o tempo das pessoas e está me perguntando quando eu coloquei essa magia aí?
Aoire, ao tocar o solo novamente, começa a rir. Entretanto, logo ele é obrigado a saltar novamente, pois outra colossal boca aberta surge no chão.
- Puxa! Uma segunda! Isso é tudo que você sabe fazer?
Ao tocar no solo novamente e perceber que, dessa vez, nenhuma descarga de energia mágica está sendo acionada no chão, o inimigo procura a oponente com os olhos. Quando ele percebe, a lutadora enigmática já está atrás dele.
- Você perguntou meu nome. Só espero que você não perca a vontade de lutar ao saber minha identidade. Eu me chamo Magi. Armurai Magi.
Aoire, imediatamente após escutar aquilo, teleporta para longe. O mosqueteiro está suando frio. Magi havia falado ao pé do ouvido dele e aquela experiência foi, inexplicavelmente, aterrorizante demais. As pernas dele estão tremendo sem ele querer. O coração parece que irá explodir dentro do peito.
- Não brinque com isso! Você sabe quem foi a Armurai Magi? Você está dizendo o quê? Que eu consegui dar um golpe de sorte e arremessar a Armurai Magi por quilômetros de distância ontem? O quê? Vai dizer que era você quem estava tentando produzir uma magia de transporte para mover toda a Inglaterra de lugar?
Ao terminar de dizer essas palavras, Aoire começa a olhar melhor a máscara que Magi usa. Então, ele confirma que o item é igual ao que a original usava.
- Não pode ser! Negativo! Todos sabem que aquele monstro foi morto ao final das Guerras Astrais. Não teria como.
Ele, então, sente uma fisgada na perna direita. Ao olhar para baixo, percebe que já está sem uma das pernas. Entretanto, há, no lugar do membro, um galho de madeira fincado à coxa. Curiosamente, aquilo é que está sustentando o mosqueteiro de pé, sem que esse desequilibre e caia após a amputação. Aoire, então, grita de dor. O som é tão alto que poderia ser escutado em toda Inglaterra. Na frente dele, Magi está jogando a perna de Aoire para o alto ... Jogando e apanhando como se fosse uma bolinha de papel.
- Acho que, agora, será um pouco difícil de você ficar pulando igual a uma perereca. Talvez, assim, você resolva tentar lutar direito ... ou usar um feitiço de bloqueio para impedir magias de solo. Ah! Não! Lógico! Você não gostaria de receber nenhum tipo de dica.
Olhando fixamente para a perna de Aoire que joga e apanha no ar, Magi continua a provocar o adversário.
- Com relação ao fato de eu estar “escondida” na floresta ... Não me entenda mal, seu verme pior que um lixo de última categoria. Eu estava escolhendo o galho que ficasse a continha perfeita para a sua perna. Afinal, é assim que um bom sádico age. Ele fica observando e calculando o que irá fazer com a vítima. Diferente de você, que ficou me procurando, igual uma barata tonta, por toda essa fazenda. Você está percebendo que nem está doendo tanto?
Aoire fica em espanto, pois, logo após Magi falar que a perna não deveria estar doendo tanto, ele percebe que tinha sido atingido por uma magia de aumento de percepção de dor.
“Impossível! Ela arrancou minha perna e cravou esse galho de tal forma que todas minhas terminações nervosas da perna verdadeira fossem destruídas.”
Nesse momento, Aoire se dá conta de que Magi já sabia, antes de começar a luta, que ele não é humano.
“Mesmo sem saber o que sou, ela foi capaz de deduzir qual seria a forma correta de evitar que eu sentisse dor ... Por que disso? Pra que? Como ela conseguiu? A dor que senti, há pouco, foi psicológica puramente ...”
- Então Aoire? O susto já passou? Quer a perna de volta? Eu coloco no lugar pra você! Será que você está tão assustado que só consegue focar nas mil perguntas, indagações e questionamentos que lhe surgem na mente?
Aoire pensa em dar dois passos para trás, mas chega à conclusão que, naquele momento, é inútil pensar em fugir.
- Então ... a Armurai Magi não foi destruída. Eu estou tendo a infeliz sorte de lutar contra uma Armurai de verdade. Diga-me! Você ainda tem toda a força que tinha nas Guerras Astrais? Por que não conseguiu removeu a Inglaterra de lugar? Não me diga que pensou melhor e quis deixar esse país aqui só pra ver o circo pegar fogo?
Aoire, então, sente uma fisgada no braço direito. Ao olhar para o lado, outro galho. Imediatamente, ele segura o ponto onde o pedaço de madeira está cravado. Magi estende o braço esquerdo na direção do inimigo, com calma e serenidade.
- Ah! Muito bem Aoire! Bom cachorrinho! Dessa vez você não gritou! Muito bem! Acho que, mesmo se eu não tivesse a mesma força, pra você isso não faria muita diferença. Faria? Afinal, não acho que você me vencerá só com um braço esquerdo.
Aoire começa a cair lentamente para trás, percebendo que a segunda perna foi substituída por outro fino pedaço de madeira. Então ele lembra de tudo o que tinha escutado falar sobre as Armurais. Finalmente, ao tocar o chão, ele começa a rir. Curiosa, Magi fica surpresa com aquela reação.
- Ué? Feliz? Você gosta disso? Eu deveria ter fingido ser fraca para você tentar me entreter?
- Não é isso Armurai Magi! Você não percebeu! Ela já está aqui?
- Você fala da emprega escondida atrás das árvores?
Magi, então, para de brincar com a perna de Aoire, a qual ainda estava sendo tratada, até aquele momento, como uma bolinha de papel.
- Acho que você já pode sair dessa floresta e levar esse imprestável!
- Nossa, querida Armurai Magi! Você tinha me visto mesmo! De fato, nós temos um problema aqui. Uma das mais poderosas Armurais está viva e, ainda por cima, é nossa inimiga. Isso é mais do que poderíamos imaginar de problemas. A ver pelo estado do Aoire, eu presumo que só terei tempo de fugir com a cabeça dele, antes de você arrancar o outro braço e mais metade do corpo desse pobre mosqueteiro.
- Que isso, empregada carmesim! Eu não acho que você seja tão fraca assim. Diferente desse lixo, você está, desde ontem, seguindo-me de forma efetiva, conhecendo minha localização precisa e observando meus passos.
- Nossa! Você percebeu! Eu sabia que você tinha percebido. Puxa ... Eu não consegui disfarçar quando fui consertar aquela cerca quebrada. Não é mesmo? Poxa! Acredite, eu não fiz aquilo pra te testar não.
- Seja como for ... Manda uma mensagem para o seu chefe. Diga que, ao final dessa grande confusão que ele criou nesse país, eu irei amassar a cara dele!
Coire anda calmamente até o que resta de Aoire. Ela tenta não demonstrar surpresa, mas está admirada com o nível de poder que consegue sentir emanando dentro da Armurai Magi.
“Ela é, simplesmente, fantástica ...”
Ao recolher os restos do aliado, ela se vira na direção da pequena adversária.
- Nossa! Foi por muito pouco que esse aqui escapou de ter sido completamente derrotado. Magi ... Armurai Magi! Será um prazer imensurável se eu e minha irmã pudermos lutar contra você no castelo do Duque num futuro bem próximo. Eu estarei esperando!
Em seguida, Coire desaparece. Magi, então, olha para cima.
“Que droga! Estou em desvantagem de terreno! Num lugar onde a cada dia posso ser jogada numa região diferente, como vou achar o epicentro da arte mágica? Além disso, aquela infeliz tomou o cuidado de retirar a magia de rastreamento que eu coloquei naquele lixo. Também sinto que minha velocidade está reduzida por aqui. Vou precisar economizar magias.”
Então, Magi se dá conta que voltou a jogar, novamente, a perna de Aoire para o alto, como se fosse uma bolinha de papel. Imediatamente, ela joga o pedaço de corpo para o lado como se fosse algo nojento.
“Agora! Onde está Mankara? Onde estão aquelas duas? O chefe dessa confusão toda está fazendo com que o ambiente distorça as presenças mágicas de propósito. Preciso pensar num jeito. É possível que ele tenha alterado as proporções territoriais desse país ... Pelo menos, seria algo que eu faria para dificultar a vida do inimigo.”
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