top of page

Mankara Tori: O Homem De Chapéu Com Penas - Capítulo 11 (T1) | Light Novel Universo

Atualizado: há 6 dias

Capa da Light Novel Mankara Tori: O Homem De Chapéu Com Penas - Capítulo 11 - Temporada 1


CAP 11 | O Homem De Chapéu Com Penas



No alto de um prédio, uma pequena criatura, com a cabeça que parece ser feita de porcelana, observa Mankara Tori caminhar pelas ruas desertas de uma Londres anoitecida, fria e estranha. Ela contempla o mago andando, o qual não sente a presença da criatura. Sem que o professor desconfiasse, surpreendentemente, ele está sendo monitorado pela Armurai Magi, um dos terríveis inimigos que causaram o terror nos planos astrais durante as Guerras Astrais.


“Muito já se passou desde o confronto que tivemos no Reino do Nono Magma Laranja, meu pobre Mankara. Pergunto-me se você conseguiu superar tudo o que vivenciou naquele lugar.”


Mankara não imagina que a Armurai Magi está viva. Após todos pensarem que ela foi derrotada, a figura emblemática se manteve nas sombras, enquanto recuperava os poderes aos poucos. Por sempre seguir o mago, Amurai Magi se dirigiu para a Inglaterra e, ao se aproximar do país, não pode deixar de perceber que presenças extremamente nefastas estão residindo em algum lugar daquela nação. Ela observa, imóvel e absorta em pensamentos, o alvo recorrente dela andar atento pelas ruas. Entretanto, algo estranho ... Uma sensação de frio surge do lado direito do corpo de Magi. Antes que pudesse virar ou se esquivar, a Armurai é arremessada para longe por uma forte pressão de ar. Voando pelos ares, ela passa por cima de quase metade do país.


“Fui surpreeeendida ...”


No chão, Mankara Tori escuta o barulho, mas não tem tempo de investigar o que aconteceu. Quando vai olhar para cima, o mago vê a silhueta de uma pessoa que surge lentamente da neblina no final da rua. A figura misteriosa é um homem que anda normalmente. Mais alguns passos desse e Mankara percebe que o estranho possui metade do bigode na cor verde-escuro, monóculos, longo casaco de cor limão, roupa esverdeada e usa um chapéu de tonalidade esmeralda, o qual contém diversas penas verde neon presas no acessório. Mankara, incredulamente, observa aquilo.


“Esse gosta de chamar a atenção mesmo ... Tudo verde e com alguns detalhes fluorescentes ...”


Nas mãos da possível ameaça, o mago identifica duas imensas bengalas. Entretanto, a julgar pela neblina e distância, o professor não pode descartar a possibilidade de serem porretes com espinhos. No lugar do cinto, um cinturão de bronze, tipo os que os campeões de boxe usam. O acessório reflete a luz das lamparinas que iluminam o local. De pele branca, como todo bom inglês, o home de vestes peculiares tem olhos azuis pequenos e cabelos loiros. Cantarolando, cada vez mais, ele se aproxima de Mankara.


- Numa rua erme, na erme rua, cantava um cantarolando cantante, erguendo a esguia vítima que foi vitimada pela ...


- OH BABACA! Dá pra parar de cantarolar besteira e falar logo quem você é? Eu tô meio sem tempo. Além disso, já vi coisas muito mais aterrorizante do que um palhaço saindo da neblina. Pode me chamar de Mankara, pois é meu nome. Agora, diz logo o seu! Pelo menos, você irá chegar no inferno sabendo informar quem te mandou pra lá!


- Você não é apreciador de uma entrada com estilo! Não é mesmo?! Meu bom estrangeiro! A julgar pelas suas roupas, eu já sei que você não é britânico. Deixe-me, eu me apresentar. Eu sou o quinto duque da família Gristan, o Duque de Valkerrar! Sou aquele que mata enquanto cantarola. Além ...


- Blá, blá, blá! OH BABACA! Você é o responsável por essa neblina, aqui em Londres? Você ou sua família?


- Londres? Acho que o Mankara ainda não está sabendo, mas a Neblina está por toda a Inglaterra. Estamos, simplesmente, surgindo e aproveitando. Afinal, caso você encontre um pote de ouro, irá perguntar quem deixou ou irá torrar a fortuna.


Levantando as magas e pegando a cartola, Mankara cospe no chão. Então, ele serra um dos punhos.


- Anda logo seu idiota ... Daqui eu tô vendo que tem sangue pingando desse porrete aí na sua mão. Já vi que não fui o primeiro que você encontrou hoje para encher o saco. Cai logo pra cima, que vou te ensinar a cantarolar sem os dentes.

 

Quando Mankara percebe, o Valkerrar já está na frente dele. Exibindo um sorriso com os olhos de modo diabólico, o inimigo se prepara para golpear a cabeça do mago com os dois porretes que carrega. Entretanto, no último segundo, o professor consegue deter o ataque ao criar duas barreiras de proteção.


- Seu bastardo ... Deteve meu golpe!


Imediatamente ao perceber que o ataque foi bloqueado, o portador do chapéu com penas desfere um chute na barriga de Mankara, o que arremessa o mago para longe. Ele voa, passando por cima de quarteirões, até cair perto de uma praia numa região de docas.


“Que merda ...”


No chão, Mankara Tori cospe sangue. Entretanto, ele não perde tempo e se levanta rapidamente.


“Estou surpreso com a força do meu oponente e com o modo como fui jogado para longe com tanta facilidade.”


Então, ele escuta gritos distantes. A sensação é como se uma espécie de noite de terror estivesse ocorrendo pela cidade. Pessoas pedindo ajuda, sons de carros batendo uns nos outros, tiros e tudo mais de pior, horrível e sombrio que se possa imaginar. Mankara se prepara para ir até o local dos barulhos, mas Valkerrar surge. O vilão emerge da área da praia, detrás de Mankara, para mais um ataque tentando golpear a cabeça do mago. Sem paciência, o professor, dessa vez, esquiva-se e acerta uma sequência de socos no estomago do inimigo. Mankara parece uma metralhadora com as mãos. Os punhos dele ficam envoltos, cada vez mais, por um brilho azul intenso que se mescla com uma áurea vermelha purpura. O corpo de Valkerrar treme a cada golpe recebido.


“IMPO ... SSÍ ... VEEEEL ...”


Enquanto ele anda cada vez mais para trás, Valkerrar tenta, inutilmente, segurar os porretes. A dor a cada golpe é excruciante e imensuravelmente dolorosa, pois é como se bolas de concreto, movidas com um guindaste, estivessem destruindo os órgãos interno dele. Por fim, com um soco duplo, Mankara abre um buraco no estomago de Duque. Os porretes caem no chão. O vilão olha o ocorrido e não acredita que foi derrotado. Por sua vez, o mago simplesmente balança os braços no ar, rapidamente, para retirar o sangue das mãos.


- Sem tempo pra figurante de merda ...


Valkerrar se lembra das pessoas que matou pela cidade, todas vítimas indefesas, sem nenhuma chance de reação. Ele achou que Mankara seria o troféu de número 80 daquela sessão, mas se enganou. Fim de jogo para ele, que cai, lentamente, enquanto fecha os olhos.


“O ... Substi ... mei ...”

 

Mankara se vira de costas para o corpo do adversário. Em seguida, ele faz um gesto com a mão e cria uma tela com diversas cartas que só ele pode ver. Então, o mago reflete.


“Vejamos ... O que tá acontecendo por aqui deve tá sendo bem pesado. Acho que não vai dar tempo de nenhuma brigada chegar. Até porque ... Se o terror que estou escutando próximo daqui está por toda a Inglaterra, deva tá todo mundo ocupado.”


Conferindo o inventário, Mankara tenta se preparar da melhor forma possível.


“Eu tenho 10 cartas de água, 9 de fogo, 8 de terra e 4 de eletricidade. Também estou com 20 cartas de ataque naipe ouro, 15 de ataque naipe copas e 9 de defesa naipe espada. Eu não trouxe nenhuma do naipe paus. Além disso, tenho as outras cartas de estoque de fogo, mas elas não vão me servir aqui. Tenho as de estoque de Luz, que Caos Menor deixou comigo. Bom ... essas serão bem úteis.”


Virando para trás e pegando uma das cartas de estoque de Luz, Mankara lança o item sobre o corpo de Valkerrar. A carta brilha e suga o cadáver. Em seguida, um desenho de Valkerrar surge impresso na carta, com um símbolo na testa. Mankara então olha no verso do objeto.


“Inimigo morto em combate. Coleta de corpo feita com sucesso. O item pode ser usado como uma marionete se combinado com outra carta mágica.”


- Ótimo! A magia marionete não gasta muito da minha energia de vida. Das 15 cartas de naipe copas, cinco são “Coração de Leão Revive”. A melhor opção será eu ir vencendo “no punho” quem aparecer pelo caminho. Magia só contra quem for mais forte que eu. Além disso ... Ainda estou achando bem estranho eu ter sido arremessado pra longe como uma bolinha de papel. Será que essa neblina ...

 

Colocando a mão na testa, Mankara se dá conta de que a neblina branca, uma magia de fuga, está sendo usada, em toda a Inglaterra, para tentar tirar aquele país de lugar.


- Faz algum sentindo ... Se estiver ocorrendo um evento de caos, violência e terror causado por uma ruptura dimensional ou quebra de barreira espiritual, alguém está tentando remover a Inglaterra para preservar e salvar as pessoas. Logo, o problema deve ser muito maior do que eu estava pensando.


Então, Mankara se lembra de Caos Menor e de Tila Nurdes, ambas no hotel. Imediatamente, o mago se recorda do piloto, do avião, que teve um comportamento lunaticamente inexplicável ao entrarem no espaço aéreo londrino.

 

- Será que o cara já estava sendo afetado pelo que tá acontecendo aqui? Bom ... Agora, isso, não importa muito. Preciso voltar e avisar as duas! Principalmente, alertar a Caos Menor. Esses sons, de desespero e angustia que escuto ao longe, são bem parecidos, em intensidade e energia, com os vindos das prisões do Reino do Nono Magma Laranja.


Anterior      |  Próximo


____________________________________________________________

Olá! Se você está curtindo essa história,

gostaria de ajudar o site com uma pequena doação?

Basta enviar qualquer valor - via pix - para lightnoveluniverso@gmail.com !

____________________________________________________________

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page