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Lua Volie: Sala Do Chefe - Capítulo 11 (T1) | Light Novel Universo

Atualizado: há 15 horas

Capa da Light Novel Lua Volie: Sala Do Chefe - Capítulo 11 - Temporada 1


CAP 11 | Sala Do Chefe



Ainda estranhando a convocação feita pelo chefe, Minu entra na sala do representante da nação de Sápotas no território de Gârdhera. Imediatamente, ao passar pela porta, ela observa várias fotos de Darkan sobre a mesa do Cônsul. As imagens mostram o rapaz saindo do prédio abandonado na região portuária de Gârdhera. Antes que ela pudesse dizer ou perguntar algo, uma voz de tom sério toma conta do ambiente.


- Feche a porta e se aproxime.


A jovem faz como ordenado sem proferir uma palavra. Então, o Cônsul – um homem de 36 anos, cabelo prata, rosto fino e terno azul – pega uma das fotografias.


- Minu ... Eu contratei o novato por muita insistência sua, mas essas são fotos, dele saindo do prédio abandonado na rua Tordere às 3:00 da madrugada, levam-me a questionar o seu senso de recrutamento. Mesmo ele sendo bom no que faz ...


- Desculpe-me Chefe. Eu não imaginava que ele ... Como eu posso dizer ... Ele, pelo menos, saiu com as maletas?


- Não Minu. Para piorar a situação, o Jax foi morto no prédio.


Então, Minu se senta no sofá sem acreditar no que tinha acabado de escutar.


- O Jax está morto? Porque ele foi até o local onde o Darkan estava morando? Ele não deveria só mandar a mensagem do local onde Darkan deveria pegar as maletas? Foi o Darkan que matou o Jax?


O Cônsul deixa a fotografia sobre a mesa e, após, coloca os cotovelos sobre o móvel. Num gesto de intimidação e desconfiança, ele repousa o queixo sobre as mãos.

 

- Eu não sei a razão do Jax ter ido até lá, Minu. Quem matou o Jax foi sua irmã, a detetive Lua Volie. Por sorte, o erro foi do Jax em ter ido para um local não designado. Até hoje, a Lua nunca tinha dado trabalho para nosso grupo. Se bem ... Não foi nem culpa dela ... Seja como for, tente sondar algo com a policial depois.


Minu parece não acreditar em tudo que está escutando. A jovem olha para o chão e externaliza alguns pensamentos numa série de fracos sussurros.


- Jax tá morto ... Lua matou o Jax ... O Jax era apaixonado pela Lua, só que nunca se declarou. Ele estava pensando em falar.


Recobrando a compostura, Minu ajeita a blusa e a saia. Então, ela volta a olhar para o Cônsul.


- Perdão chefe. Fui pega de surpresa. Jamais poderia esperar esse desfecho para o Jax. O que aconteceu lá?


- Minu ... Ainda estou tentando obter informações sobre qual motivo levou o Jax a ir até aquele prédio abandonado. Entretanto, o problema não é esse. Por sorte, ele não era ligado, diretamente, com esse escritório. Diferentemente, o caso do Darkan é outra história. Se pegarem ele ...


- Os oficiais virão direto para cá com o objetivo de fazerem uma busca em todos documentos e arquivos atrás de algum indício de contrabando de tecnologia de Gârdhera para Sápotas.


Após escutar o acrescimento de Minu as falas dele, o Cônsul se levanta e anda em direção a uma planta de decoração que fica pendurada na parede. Esfregando os dedos nas folhas, ele permanece de costas para a secretária.


- Minu ... Mesmo se não encontrarem, os oficiais darão um jeito de forjar provas. Se isso chegar a acontecer, todos do escritório podem ser sentenciados à morte. Não vamos ter tempo de sair da região, pois o controle de tráfego de Gârdhera é muito forte. Até um avião particular seria abatido na hora. Além disso, nem existe a possibilidade de passar pela região das Derivas Geográficas sem o acompanhamento dos setores de tráfego aéreo de Sápotas e Gârdhera.


- O senhor não acha melhor demitir o Darkan, mas mantê-lo contratado por de baixo dos panos. Eu poderia superfaturar algumas receitas e destinar a “sobra” ao Darkan, que continuaria na ativa.


- Ainda estou pensando nisso Minu. Deixe tudo organizado. De qualquer forma, tente agendar outro café com sua irmã. Veja se ela conta como descobriu que o Darkan estaria no prédio abandonado da rua Kardore.


Após Minu sair da sala do chefe do consulado de Sápotas, ela percebe que Natália está pegando pastas para se dirigir até o Cônsul. Antes que a secretária pudesse impedir a colega de continuar, o comunicador geral do chefe é ligado novamente. Então, a voz séria e ríspida daquele homem toma conta do lugar.


- Darkan. Na minha mesa para ontem! Eu não recebi seus relatórios sobre a auditoria nas indústrias Mork. Você irá falar agora! Aqui comigo! Traga os documentos que você possa precisar ... Agora! E ... Natália ... Volte pra sua mesa, pois você é a última pessoa que quero ver hoje.


Todos engolem em seco, principalmente Natália que não entende de ter sobrado para ela. Então, Rick tenta dar uma suavizada no clima, com uma fala improvisada.


- Eita! O chefe tá querendo matar alguém hoje. Novato! Vai com colete à prova de balas. Acho que não vai ter nenhuma festa social no seu apartamento tão cedo.


Minu, ainda digerindo a notícia sobre a morte de Jax, tenta manter a serenidade.


- Darkan, não liga pro Rick. Acho que você ainda não foi nas indústrias Mork ... Aliás, tenho certeza. De qualquer forma, só você chegar lá e falar que a auditoria ainda está agendada. Isso! Ela tá agendada para semana que vem ainda. O chefe fez confusão, mas melhor você falar pessoalmente com ele.


Darkan, que já tinha entendido o motivo do chefe o chamar para conversar a sós na sala, levanta-se calmamente.


- Obrigado Minu! Rick ... Por sorte, acho que não precisarei de um colete. Bom ... Acho que, pelo menos, não hoje.



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