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Mônica Grivor: Preparando As Facas Enfeitiçadas - Capítulo 12 (T1) | Light Novel Universo

Atualizado: há 3 dias

Capa da Light Novel Mônica Grivor: Preparando As Facas Enfeitiçadas - Capítulo 12 - Temporada 1


CAP 12 | Preparando As Facas Enfeitiçadas



Na noite anterior ao festival, Mônica Grivor está dentro de uma imensa galeria subterrânea. As paredes do local são todas feitas de pedra e parece um tipo de armazém para armas. Naquele lugar, há diversas espécies de itens para batalha, os quais são feitos dos mais distintos materiais: ouro branco, ouro rubro, prata de neve, prata da terra, prata da floresta, bronze de terra ou bronze do pântano.


“Levei tempo até entender as propriedades de cada um desses materiais, mas acho que, agora, já sou capaz de usar essas particularidades a meu favor ...”


Enquanto avança pelo ambiente, Mônica reflete sobre a possibilidade de todas as armas, naquele local, poderem ser encantadas com feitiços apropriados para cada tipo de material que foi usado para forjá-las. Além disso, ela pondera que a forma do instrumento exige uma magia acessória específica também.


“São inúmeras combinações ... Se eu errar os entrelaçamentos mágicos dos círculos de feitiço, posso ficar com armas muito longe do potencial que elas podem me dar. Eu preciso me concentrar pra fazer tudo certinho ...”


Espadas, lanças, flechas, bolas de espinho, catanas, facas e escudos ... Diversos equipamentos de guerra estão dentro de luxuosos e magníficos armários ou dentro de bancadas tipo mostruários, similares às encontradas em joalherias. Perto de cada arma, há uma placa com um nome. Nessas luxuosas etiquetas é indicando quando o item pode ser retirado, daquele local, para o mundo externo. Além disso, elas mencionam, também, o tempo de vida útil que as armas possuem, pois elas desintegram depois de dias ou horas de uso.


“Deu trabalho forjar cada uma dessas armas ... Entretanto ... Eu acredito que esses 1000 anos de preparação irão valer a pena ...”


Mônica Grivor caminha, sem olhar por onde anda, pois já decorou cada centímetro daquele local. Diferentemente das ruas, cheias de pedra, da cidade por onde ela sempre tropeça, ali, naquele esconderijo subterrâneo que fica abaixo da sala da casa dela, a vampira parece desfilar suave e serenamente. Ela caminha de sandálias e pijama, totalmente confortável e muito concentrada. Ela está lendo um livro, usando óculos com armações finas, bem diferente dos óculos fundo de garrafa que geralmente ela tem de usar. O exemplar, um artefato raro que ela subtraiu da biblioteca onde trabalha, fala sobre os efeitos colaterais de magias extremamente poderosas, bem como de conjurações de maldição de ódio. Lendo e caminhando, finalmente, ela chega até um armário onde está um conjunto de 20 facas de ouro branco, cada uma com desenhos de grifos nos cabos. Após olhar com atenção as armas, ela guardar o livro, que está nas mãos, sobre uma mesa. Com um olhar cortante, ela faz um gesto com a mão e, do fundo daquela imensa galeria, um grimório vai levitando até a vampira. Sem nem olhar para o objeto, Mônica faz alguns movimentos, no ar, com os dedos e as páginas do exemplar começam a desfolhar rápida e freneticamente até chegarem num encantamento apropriado para as facas que ela observa.


“Ótimo! É isso que eu busco! Será perfeito ...”


Em seguida, com muito cuidado, ela retira cada uma das 20 facas de ouro branco com entalhes de grifo nos cabos e posiciona as armas sobre um pequeno pilar. A estrutura tem 1 metro de altura, foi feita a partir de uma pedra branca única com inscrições vermelhas e é altamente polida, refletindo o ambiente quase como se fosse um espelho. Após organizar tudo, Mônica Grivor direciona o rosto dela para olhar o grimório, que ainda levita no ar e está a frente da vampira e do pilar. Fazendo um novo gesto com a mão, ela desfolha mais algumas páginas sem encostar no item.


“É aquele feitiço mesmo ... Não estou errada não.”


Após tirar uma dúvida, Mônica ordena que o livro mostre, novamente, a página que ela tinha selecionado antes de fazer aquela nova consulta e o livro, parecendo ter vida própria, assim o faz.


- Obrigada Grimório 75.


Então, sem mais o que verificar ou organizar, Mônica Grivor está pronta para começar o ritual e, assim, forjar armas da categoria “Grifos Dilaceradores”.


“É isso! Vou precisar encantar as facas com três magias diferentes.”


Respirando fundo, ela começa.


- A primeira magia! RESISTÊNCIA DO PEREGRINO!


Após falar as palavras apropriadas, numa língua desconhecida, as lâminas e os cabos brilham intensamente durante alguns segundos. Durante esse processo, o formato das gravuras é modificado nas armas. Nisso, os grifos, entalhados nos cabos, ficam mais forte, maiores e com olhares mais agressivos.


- A segunda magia! VELOCIDADE DA ÁGUIA NOTURNA!


Enquanto Mônica Grivor ainda recita o encantamento, as armas ficam cada vez mais leves e chegam a flutuar sobre o pilar. Dessa forma, elas se tornam muito mais fáceis para serem manuseadas e carregadas. Por fim, ela aplica a conclusão do ritual.


- Terceira magia! PRESA DO LEÃO SOLAR! CONCLUA O RITO dos GRIFOS DILACERADORES.


Uma temperatura extremamente elevada toma conta da sala, sendo a fonte de calor as facas sobre o pilar. O ar, sobre as superfícies, fica turvo e a vampira sente um pouco de dificuldades para respirar. Mesmo com aquela situação desconfortável, ela se mantém firme e concentrada. O rosto de Mônica Grivor apresenta uma expressão séria e os olhos transbordam um desejo ardente de vingança. Durante o processo, o fio da lâmina das armas adquire um brilho branco neon diferente, além de ficarem serrilhadas.

 

“Está igual as gravuras dos grimórios antigos.”


Quando a armas voltam a temperatura ambiente e o ar fica normal, a vampira continua a olhar, fixamente, para os objetos que ela acabou de modificar e fica orgulhosa dos três feitiços terem funcionado perfeitamente.


- Pronto! Agora só falta aquilo!


Enquanto levita o Grimório 75 de volta para uma estante, onde estão outros exemplares raros, Mônica Grivor segue em direção a uma capa vermelha que está dobrada sobre outro pilar. A peça possui propriedades mágicas de invisibilidade, resistência contra armas mágicas e é invulnerável ao fogo.


- Vamos lá!


Então, após vestir o manto e colocar as facas dos grifos dilaceradores, feitas de ouro branco, na cintura, ela olha em direção a um relógio na parede. O objeto está velho, quebrado e com diversas marcas de fuligem perto dos números. Completamente parado, ele indica 00:01, o horário em que o massacre ao clã dos Cabelos de Sol começou. A vampira se lembra de algumas coisas daquela época e a expressão de raiva e ódio tomam conta da face da jovem. Mudando a cor do cabelo para vermelho, Mônica se vira na direção de um espelho. Os olhos dela estão frios e vazios, porém, extremamente concentrados e focados, muito diferente dos observados na atrapalhada e tonta bibliotecária que todos conhecem por andar desajeitadamente de um lado para o outro da cidade.


“Desde aquilo, 2000 mil anos se passaram, mas eu guardo cada lembrança como se fosse ontem. O mundo quis esquecer ... Eu não ...”

     

Ela pega um conjunto de maquiagem e passa um pó no rosto. A substância faz com que quem olhe para a vampira veja um ser sem face. Entretanto, esse feitiço não funciona em animais ou caso a imagem dela seja refletida em um espelho. Então, Mônica lembra que deve agir evitando o reflexo dela na superfície de água ou de lugares espelhados.


“Eu não acho que estou esquecendo algo, mas tem uma sensação estranha me incomodando. Pode ser a ansiedade para começar logo ... É ... Talvez seja isso mesmo ...”

 

Mônica Grivor sobe as escadas que levam para a sala da casa dela. Ao sair pela porta, o local é simplesmente um ponto distante dentro da floresta, com uma vegetação muito bem cuidada e diversos animais dormindo tranquilamente próximos a residência. Enquanto ela anda, lembra de acionar a invisibilidade da capa. Assim, ela rapidamente volta para dentro da construção, para fazer o que tem de ser feito. Finalmente mais calma e certa de que não pode ser vista, a vampira segue em direção ao destino dela.


“Quase que me complico toda agora ... Eu preciso estar 110% focada.


Longe da casa da vingativa vampira ruiva, a carruagem com os irmãos Carmalean e Letician chega à cidade para o Festival da Abóbora. Eles observam diversos soldados se dirigindo para a região das florestas, a fim de evitarem que os cachorros selvagens arruínem o festival. Carmalean ainda está irritado por ter sido enviado para lá, enquanto a irmã dele olha os arredores e observa a guilda da cidade com as luzes acessas e movimentação de aventureiros lá dentro. Nisso, ela deduz que serão enviados guerreiros também, além de soldados. Ao entrarem no hotel, ela pede para que um funcionário leve as malas dela para quarto. Carmalean percebe a pressa de Letician e se apressa para alcançá-la, antes que ela pegue o elevador.


- Letician! Irmã! O que aconteceu? Pensei que iriamos apreciar o jantar daqui, pelo menos.


- Teremos problemas. Não com os cachorros, mas com outra coisa. Estou sentido que corre o risco de sermos mortos nessa missão. Quero estar preparada.

 

Ao pegarem o elevador, Carmalean começa a rir.


- Mortos por um camponês? O que ele irá usar? Formigas envenenadas da floresta?


- Não brinque! Tente ... evitar um local com formigas. Você é pior que eu em prever o futuro, mas ... pode ser que está vendo como irá morrer.


Após apertar o botão do andar para onde quer ir, Letician empurra o irmão para fora do elevador, na tentativa de evitar escutar qualquer coisa que pudesse predizer a morte dela. Carmalean, por sua vez, fica olhando sem entender nada. Então, a vampira caçadora pega o leque e cobre a boca. Com os olhos sorridentes, ela acena para Carmalean, apesar dos dentes e boca dela expressarem uma raiva sem igual.



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