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Mankara Tori: Faculdade Abandonada - Capítulo 16 (T1) | Light Novel Universo

Atualizado: há 6 dias

Capa da Light Novel Mankara Tori: Faculdade Abandonada - Capítulo 16 - Temporada 1


CAP 16 | Faculdade Abandonada



Após a forte onda de vento que varreu toda Londres, Caos Menor e Tila Nurdes surgem, inexplicavelmente, dentro de uma sala de aula, onde há diversas cadeiras jogadas para todos os lados. Além disso, as paredes estão quebradas e as luzes oscilam. Tila observa tudo ao redor, com calma e atenção.


- Magia sintética?! Fomos transportadas ... Só que ... Isso parece uma sala de faculdade.


- Lamento te informar, Tila, mas eu não acho que tenha sido uma magia sintética, não. Para varrer toda Londres! E ... Talvez ... Toda a Inglaterra ... Isso, que “arrastou” a gente pra cá, parece ser magia de alto nível, daquelas que só Magos Primordiais e muito poderosos são capazes de realizar ... Os Magos Primordiais são descritos, nas lendas do Nono Magma, como possíveis responsáveis pela derrota dos quatro guerreiros que deram origem ao Inferno Laranja. Seres tão poderosos que estão muito acima do que qualquer coisa contra a qual eu já lutei.


- Isso quer dizer que não iremos sair dessa “prisão” tão cedo?


- Com o meu poder, o seu e o de Mankara ... Vamos torcer para que as Brigadas Espirituais da Inglaterra ainda estejam de pé dentro dessa loucura toda ... Aí podemos pensar em ter alguma chance. Se for um mago ancestral ... Aí ferrou tudo ...


- Eu acho que só estamos por nos três Caos. Você não acha que, quem planejou isso tudo, já tirou as brigadas de ação? Talvez, tenhamos entrados como penetras nessa “quebra de realidade”.


- Tirou nada! Vira essa boca pra lá e deixa de ser pessimista! A gente vai dar um jeito de encher de soco e chute a cara do babaca que prendeu a gente aqui!


Tentando animar a aliada, enquanto pisca um olho, Caos Menor dá um tapa no ombro de Tila Nurdes. Entretanto, a jovem coreana, simplesmente, olha pra cima e suspira.


- Eu só queria saber ... Qual o problema que as pessoas têm comigo para falarem me dando tapas? Todo mundo faz isso! Bom ... Seja como for ... Vamos sair daqui logo, antes que algum problema apareça.


- Vamos! Só que ... Desencana disso. É comum as pessoas falarem e darem tapas no ombro das outras.


Tila e Caos saem do local caminhando por entre corredores com diversas manchas de sangue. O cheiro está muito ruim e o ar é pesado de respirar. Elas avançam com cuidado e duas cobras amarelas vão na frente, verificando a segurança. Enquanto se deslocam, os répteis devoram os corpos de estudantes mortos pelo caminho para evitar que esses se levantem como zumbis e ataquem as jovens. Além disso, Caos usa um pequeno espelho para ir vendo a retaguarda e evitar qualquer surpresa covarde. Então, de repente, as duas percebem, simultaneamente, que não estão vendo janelas em parte alguma. Seja por onde quer que elas passem, há, sempre, paredes e portas.


- Você acabou de perceber Tila? Não?!


- Não sei o que é mais estranho. Não haver janelas por mais de 1 hora de percurso ou a gente perceber isso ao mesmo tempo e só agora.


Então, ao longe, dentro de um imenso ginásio de atividades esportivas, as duas observam uma mulher com roupa de empregada. A estranha figura usa um uniforme vermelho extremamente elegante. Caos Menor faz menção de dar alguns passos à frente para ir em direção à desconhecida, mas Tila segura o braço da maga. Tal como foi no terraço, a jovem coreana impede, novamente, Caos de tomar uma atitude precipitada.


- Que que você tem mulher?! É só ver um sinal de coisa estranha e já vai metendo o pezinho em direção. A gente só achou corpos caídos aqui dentro. Se aquela emprega ali não for a causa, ela é muito suspeita.


- Verdade! É que eu já vi tanta coisa anormal que coisas estranhas me chamam mais a atenção do que me causam medo.

 

Tila, com um olhar de raiva disfarçada, olha pra cima e sacude a cabeça em negativa. A jovem parece querer ganhar um ar e se acalmar, antes que comece a xingar Caos Menor. Lembrando do contexto em que se encontram, após rápidos segundos, os olhos atentos e focados de Tila já estão na direção da empregada.


- EI! VOCÊ! COMO SAI DAQUI? ESSE LUGAR NÃO TEM UMA JANELA SEQUER!!


- Olá! Meu nome é Coire! Como vocês se chamam?


- Caos Menor! Eu sou conhecida como Caos Menor! Ela se chama Tila.


Tila dá um tapa na cabeça e não acredita que a maga falou os nomes verdadeiros delas para uma inimiga. Então, devagar, a emprega para de encerar o chão da quadra.

 

- Oh! Prazer em conhecê-las ... Caos e Tila! Por qual motivo vocês querem sair daqui? Esse local não parece agradável para vocês? Vejam só! Há toda uma faculdade para vocês! Para onde vocês querem ir?


Tila quer voar no pescoço de Coire, pois não sabe se a personagem enigmática é sonsa, debochada ou tem cinco mil parafusos soltos. Apesar do estado de nervos quase colapsando, Tila Nurdes consegue se manter centrada.

 

- Desculpa, mas uma faculdade vazia não faz meu estilo. Eu não gostava da minha, cheia de pessoas ... O que dizer de uma repleta de corpos. Você sabe o motivo disso aqui estar assim? Tão morto?


Andando na direção das duas, Coire não diz nada e a tensão aumenta no ar. Inesperadamente, ela para ao lado de um carrinho de limpeza e pega um esfregão. A empregada do Conde começa a limpar o chão e faz uma expressão de quem está pensando sobre a pergunta de Tila.


- Desculpa ... Eu lamento muito! Eu não sei dizer ... Eu me sinto desolado por isso. Além disso, eu tinha limpado isso tudo aqui ontem. Vamos ter um grande evento de ciências amanhã. Talvez vocês encontrem alguma resposta no departamento de ciências. Acho que deve ter alguns estagiários fazendo hora extra por lá.


- Hora extra?! Me diz! Você está bem? Está sacaneando da nossa cara! Estagiário nem faz hora extra, só é explorado como todo e bom estagiário ... Cruel, mas é a realidade. Anda ...


- Calma Tila! Ei! Respira! Deixa que eu falo com ela ... Tudo bem?


Caos, imediatamente, ao ver que Tila estava saindo do sério, segura nos ombros da jovem coreana.


- Coire! Você trabalha aqui?! É isso?


Então, a empregada se abaixa e, após pegar um pano, começa a esfregar o chão.


- Se ... Eu trabalho aqui?! Eu não me lembro, mas sigam por aquele corredor, ali pela direita. Subindo as escadas, vocês estarão num laboratório particular que tem convênio com a universidade. Lá, há um jovem, o menino Aisker! Aaaaah! O menino Aisker ...


Coire, então, continuar a esfregar o chão, cada vez com mais força.


- Eu sempre digo para ele não perder tanto tempo com aquilo, mas ele nunca me escuta. Se vocês o encontrarem, digam para ele não esquecer do aniversário dele mais uma vez. Vocês me fazem esse favor?


Então, Caos Menor, de longe, pisca um olho para Coire.


- Deixa com a gente! Nós duas avisamos se encontrarmos com ele. Ah! Você vê se não fica com essa cara no chão por muito tempo não! Quero te ver uma outra vez!


- Ah! Não se preocupe! Vamos nos ver mais uma vez ainda Caos!


Então, a maga e a copiloto trocam olhares. As duas concordam, silenciosamente, que devem seguir pelo corredor que Coire indicou para elas, pois é a única saída daquele local. Novamente, as cobras vão na frente, verificando que tudo está seguro. Elas caminham, mas Caos fica verificando a retaguarda com o espelho. Entretanto, Coire continua a esfregar o chão do imenso ginásio, concentrada e focada.


“Caos Menor e Tila ... É uma pena que no nosso próximo encontro, vocês, provavelmente, deixem de viver. Vocês parecem bem espirituosas e divertidas ...”


À medida que se afastam do ginásio, a dupla percebe que as paredes estão ficando com uma aparência mais limpa. Depois, as luzes vão ficando mais firmes ... O ar, finalmente, está melhorando. Nisso, as duas observam, ao longe, uma pessoa passando. Depois outra ... Após, um casal seguido de um grupo de cinco estudantes ... Então, quando Caos e Tila dobram o corredor, uma janela aparece em uma das paredes.


- Olha só Tila! Até que enfim, uma janela! Olha só o pátio disso aqui. Bom ... Lá fora é noite ainda, mas dá pra ver que tá tudo direitinho. A confusão parece que foi só aqui dentro.


Então, Tila chama uma das cobras para perto dela. Pegando o animal e fazendo carinho na cabeça do réptil, a copiloto percebe que aquela pequena cobra está leve, como se não tivesse devorado diversos corpos pelo caminho.


- Caos ... Você não tá achando estranho, não? Olha mais lá pra frente ... Tem outra janela. Além disso, eu tô começando a escutar falatório de gente.


- Estranho ... Eu estou ouvindo também.


Quando elas percebem, a faculdade está normal e com vários alunos passando pela dupla. Um deles, inclusive, esbarra em Tila e pede desculpas. As duas olham com espanto.


- Não pode ser Caos!


No relógio, são 8:00 da manhã. Tila levanta os braços, como se não estivesse entendendo nada. Imediatamente, com um gesto discreto com as mãos, ela desfaz as cobras. Por sua vez, Caos Menor se senta no chão. Após alguns segundo, a maga dá um soco no ar e grita de alegria.


- JÁ SEI!!


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