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01/01 (Giovana Fergrane): O Reino Laranja

Atualizado: 25 de jun. de 2025

Light Novel Giovana Fergrane


CAP 01 | O Reino Laranja



Mais um dia se inicia na vila de Alcan, do condado de Niur, no país de Grarniore. O território fica no Reino Do Nono Magma Laranja, num mundo onde sempre é noite e o céu é patrulhado por quatro luas de cores diferentes. A Lua Azul possui crateras que parecem formar a gravura de falcão. A Luz Verde parece ter um urso de três cabeças desenhada nela. A Lua Vermelha tem manchas negras que lembram uma fênix. Por fim, a Lua Amarela apresenta regiões, tão brilhantes como o ouro, que parecem dar forma a uma raposa de duas cabeças. Esses quatro corpos celestes sinalizam, para as pessoas que moram nesse reino, quando começa e termina um dia. Numa hospedaria da vila Alcan, Giovana, já acordada há muito tempo, está trocando de roupa. Após vestir o uniforme de aventureira dela, que consiste numa camisa mágica de seda branca com calça e colete de couro laranjas, a maga pega uma capa, laranja também, que contem diversos detalhes e enfeites de ouro. Vendo que ainda não tinha terminado, ela reflete.


“Eu preciso deixar as luvas de couro junto com o restante das roupas. Essa minha mania de chegar e as tirar logo, não tá dando certo. Eu jogo as luvas em qualquer lugar e depois nunca lembro onde estão.”


Olhando pelo espelho, ela vê Leila, a colega de quarto.


- Leila! Você lembra onde eu deixei as luvas quando chegamos do treino?


Um pouco mais sonolenta, a aluna da maga, está arrumando a mochila. Quando processa a pergunta que foi feita, ela olha de um lado para o outro.


- Giovana, você deixou em cima do armário.


Aproveitando que a jovem mestre está com tempo, Leila, uma jovem que usa um capuz negro que esconde todo o rosto, além de luvas que nunca tira, aproveita para saber mais sobre o local onde estão.


– Giovana, me fala novamente. Eu não consigo entender esse lugar, nem como vim parar aqui. Você falou que esse reino é como se fosse um planeta, por causa da extensão dele, mas um planeta plano. Eu vim da Terra e, até onde eu saiba, os planetas são ovais. Você me contou que nasceu nesse mundo e nunca saiu daqui. Como você afirma que aqui é um tipo de planeta plano? A cada dia que passa, eu entendo menos tudo isso.


Giovana, terminando de secar os cabelos, aproxima-se do armário onde estavam as luvas mágicas de couro marrom dela. Então, com a toalha ainda na cabeça, ela sorri. A linda jovem de cabelo castanho acinzentado e pele tão lisa quanto uma porcelana, responde à amiga recente.


– Longa história Leila. Eu era um pinguinho de gente quando, por aqui, estava tendo uma guerra terrível, causada por um monstro chamado Armurai Magi. Na verdade, nesse reino, sempre ocorrem guerras. A diferença foi que, essa Armurai Magi, era um pedaço do problema. Havia mais 20 Armurais que fizeram o terror em diversos Reinos. Elas escravizaram, torturaram e corromperam diversos seres. Nessa época, eu tinha 7 anos e, pelo fato de ser aprendiz de um grande mago, conheci dois rapazes de outro mundo. Acho que eles tinham 12 anos quando chegaram aqui. Um se chamava Michael e outro Mankara. Talvez, eles sejam do seu mundo Leila, mas vieram por um jeito diferente. Quando contei pra os dois que todo o Reino Do Nono Magma Laranja tem diversos continentes separados por extensões sem fim de magma laranja e que ninguém consegue ir além das Fronteiras Estranhas, eles disseram que aqui parecia com o conceito da terra plana, lá do mundo deles.


Leila está checando os tipos de facas e pontas de flechas de prata a serem colocados na mochila. Ela reflete sobre o que escutou e fica cada vez mais curiosa. Então, ela pergunta sobre as Fronteiras Estranhas.


– O que tem além da borda? Além dessas Fronteiras Estranhas ... Elas são os limites desse mundo? Tem alguma coisa lá? Conta! Conta! Monstros? Um reino mágico? Um abismo sem fim?


– Nada amiga! A Fronteira Estranha é um gigantesco conjunto de vulcões interligados que formam um “muro” para além dos oceanos de magma laranja e esse “continente anel” circunda todo o mundo conhecido daqui. Depois dele, só existe mais magma laranja. Já foram feitas várias expedições para além da borda dos vulcões laranja.


Após colocar as luvas e olhar em direção ao horizonte pela janela, Giovana continua a explicação.


– A expedição de maior tempo levou 80 dias. Entretanto, não importa o quanto você navegue pelo magma em linha reta e se afaste do continente ... Sejam dois, dez, cinquenta ou oitenta dias ... Quando as fragatas retornam, todas levam exatamente um dia.


Leila fica em choque. Ela deixa cair um livro de recitação mágicas que estava segurando e sente um aperto no peito. Logo em seguida, uma angústia sem fim invade todo o ser dela.


– Que isso amiga? Não fala isso não! Nossa ... Bateu uma angústia aqui. Você falando assim, parece até que a gente tá no inferno e isso é tipo um loop de espaço, que impossibilita as pessoas de saírem.


– Leila, que isso! Aqui é o Nono Reino Do Magma Laranja. Só pensa assim. Além disso, existem formas de se sair daqui para outros reinos, caso você fique viva durante o percurso e as pessoas das outras terras não acabem com você. Como eu te falei, aqui tá sempre em guerra. Não só os países lutam contra outros países, como é o caso de Grarniore contra as nações de Zomerne e Trautine, mas todo esse reino, frequentemente, entra em batalha contra outros reinos.


Giovana, então, senta-se na cama. Ela desembrulha um pequeno sanduiche e pega um pequeno copo de café. Enquanto faz uma rápida refeição ela continua a falar.


– Aqui, o ambiente que forma esse mundo, é uma “dimensão” marcada por guerras com outros reinos que, às vezes, colidem com esse mundo. Eles se chocam em algumas regiões e isso permite que existam, durante algum tempo, os espaços híbridos. Enquanto alguns duram mais tempo, outros se desfazem rapidamente. Eles são lugares incríveis. Existem espaços híbridos com mais de 100 anos. Entretanto, esses são fortemente protegidos por guardas, tropas e gigantes, dos dois lados. Até onde todo mundo sabe, existem mais outros dois reinos além do Nono Reino Do Magma Laranja. Tem o Sétimo Reino Do Fogo Vermelho e o Quinto Reino Das Chuvas Negras. Neles, também sempre é noite. Todas as zonas de transição são assim também. Elas não têm céu noturno. Geralmente, são cavernas ou lugares debaixo das terras. Quando você anda dentro delas, se der um pulo mais forte, pode começar a caminhas no teto. Nesse momento, a mágica acontece. Quando se sai de um espaço híbrido andando pelo teto, você surge no outro reino. Só precisa ter cuidado para não te matarem por lá.


Leila fica cada vez mais assustada, principalmente quando Giovana conta sobre os espaços híbridos e revela que esses são lugares sempre subterrâneos ou cavernas. Nisso, ela começa a se lembrar de um imenso caminhão vindo na direção dela. Ao ter esse flashback, Leila deixa um copo com suco de framboesa, que estava segurando, cair no chão.


– Desculpa Giovana! Desculpa, desculpa! Deixa que eu limpo. Por sorte, o copo é de bronze. Vou pegar um pano e secar isso aqui.


– Leila, não precisa se desesperar. Daqui a pouco, esse líquido evapora. Lembra que a temperatura aqui é um pouco mais elevada do que de onde você veio. Agora, não se preocupa com isso. Vamos logo lá na Guilda das Arpeiras de Prata para fazer sua inscrição. Depois, finalmente, vamos começar a segunda etapa do seu treinamento como minha aprendiz! Vou te ensinar um monte de coisa e preciso fazer isso rápido.



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