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Flon Singor: Estilo RPG - Capítulo 15 (T1) | Light Novel Universo

  • Foto do escritor: Light Novel Universo
    Light Novel Universo
  • 21 de fev.
  • 4 min de leitura

Atualizado: 21 de fev.

Capa da Light Novel Flon Singor: Estilo RPG - Capítulo 15 - Temporada 1


CAP 15 | Estilo RPG



Não tendo nada a perder, Flon decide falar mais.


- Nem tanto. Eu só preciso achar um meio de ficar mais forte. De criar um tipo de treino que se adapte a minha situação. Eu só não sei por onde começar. O básico eu já faço. Flexões de solo, abdominais. Até levantamento de pesos. Entretanto, acho que tá muito pouco ainda.


- Entendo ... Se você entrar numa academia? Outras pessoas, mais experientes, poderiam te ajudar! Não?


Bebendo o café mais uma vez, Flon olha para o alto.


- Acho que a situação não é tão simples assim.


Olívia come mais um bolinho. Ela, com a boca cheia, olha pra Flon e vê que ele está sério demais. Inesperadamente, a vendedora dá um tapa no ombro de Flon, o empurrando para a frente.


- Que isso homem? Não existe nada tão complicado que não tenha solução! Vai dizer que você tem superpoderes? Tipo um personagem de anime.


Simplesmente, Flon fica paralisado. Ele se pergunta como que alguém, ao falar algo tão aleatório, poderia chegar tão perto do problema.


- Não é tão complicado como isso ... Vamos supor que eu solto fogo pelas mãos e meus cabelos inflamam. Se fosse você! Como treinaria para ficar mais forte?


Olivia coloca a mão no queixo e fica olhando pra cima por alguns segundos.


- Primeiro ... Atributos como velocidade, força física e agilidade nada tem a ver com poder de fogo. Então eu teria um treino diferente para isso. Assim, para melhorar como mestre de fogo, eu teria um caderninho. Criaria uma lista de metas e uma de parâmetros para cada meta. Se criar um escudo de fogo fosse uma meta, eu iria treinar para ele ser o mais quente possível, não deixar nada passar por ele e poder resistir por bastante tempo. Se for criar uma chuva de fogo, eu teria de ver a área de alcance, quanto tempo ela iria durar e quanto de energia iria gastar de mim ... Se ...


- Você costuma jogar RPG?


- Costumava! Deu pra perceber né! Não tenho mais tempo para jogar. A vida ficou difícil e comecei a vender bolinhos. Só que ... Deixe-me continuar, que pensei em algo legal! Se o personagem lança rajada de fogo, se fosse eu treinando. O que eu faria. Iria treinar para lançar o fogo só até uma certa distância. Quando a gente pensa em rajada, imagina ela indo longe. Eu não! Se eu tivesse esse poder, tentaria limitar o alcance da rajada e sustentar ela o máximo de tempo possível. Depois, tentar ir puxando-a pra mais perto. Então, partiria pra brincar com a direção dela sem mexer a mão. Isso tudo pra ir ganhando habilidade de moldar a chama com a força mágica que eu possuiria!


- Mudar a forma do fogo?


- SIIIIIIM! Ué! Espadas de fogo ... Lanças de fogo ... Até mesmo, balas de fogo. Se você molda um poder mágico, isso pode te dar várias possibilidades.


- Olivia ... Acho que você iria amar conversar com meu primo. Ele é vidrado em RPG também. Depois, passa na floricultura Flores do Sol. Não é difícil de achar na internet.

 

Olhando que já está ficando muito tarde, Flon se levanta.


- Muito Obrigado! Graças a nossa conversa, eu percebi que não estou resolvendo meu problema porque tô focando, exageradamente, no resultado. Dessa forma, acabo desconsiderado toda a parte criativa que a resolução de qualquer problema exige.


Flon estende a mão para ajudar Olivia a levantar-se também.


- Só que ... Agora ... Acho que é hora de a gente voltar pra cidade. Não?


- É verdade! Pelo caminho, podemos ir falando mais sobre ataques de fogo! Nossa! Que revigorante lembrar dos meus tempos de RPG. Vamos! Tô pensando em muita coisa boa!


Os dois seguem caminho com a jovem falando pelos cotovelos. Pra sorte de Flon, muitas das ideias de Olívia podem ser adaptadas por ele, principalmente o treino para aprender a modular chamas. Enquanto mais escuta do que fala, Flon percebe algo. Melhor dizendo ... A ausência de alguém.


“Agora que estamos perto da floricultura que me toquei. A Manu me deu um pouco de paz hoje. Será que o Doker já acordou? Será que ela está bem?”

Com as mãos no bolso, ele segue escutando as boas sugestões da jovem Olivia.


“Eu não acredito. Tem algumas ideias que eu poderia ter tido e não tive. Dei bobeira de não ter conversado com meu primo. Eles possuem a mesma idade e, pelo visto, os mesmos gostos. Vou ver se começo a ler um pouco mais de histórias de luta e fantasia. Eu estava com muito treino pesado e pecando no quesito imaginação.”


Longe de Flon e Olivia estão, Charles Viera está numa sala de treino. Diversos drones avança sobre ele. Os aparelhos apresentam socos de metal revestidos com luvas de borracha. O vilão está ofegante.


“Vamos começar novamente ... Que venham ...”


Apertando um botão, as máquinas avançam, mais uma vez, até o alvo. O empresário consegue esquivar de dezenas de golpes de alta velocidade. Ele não revida, só esquiva.


“Muito bem ... Estou pegando o ritmo ...”


Então, dois drones o golpeiam pelas costas. Logo em seguida, ele começa a ser atingido por diversos drones vindos de distintas localizações. Nesse momento, ele aperta o botão e paralisa as máquinas.


- Por hoje chega. Estou melhorando e, para mim, isso é o que mais importa. Agora preciso me adiantar.



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