Flon Singor: Dicas e Conversas - Capítulo 18 (T1) | Light Novel Universo
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- 21 de fev.
- 4 min de leitura
Atualizado: 21 de fev.

CAP 18 | Dicas e Conversas
No dia seguinte, todos os noticiários da manhã só falam sobre o acerto de contas entre duas gangues durante a madrugada. Imagens revelam que o confronto resulto numa considerável destruição da principal avenida da capital. Diversos prédio próximos foram atingidos, mas sem civis gravemente feridos. Flon está na sala, junto com os primos, escutando o noticiário. Mesmo sendo domingo, ele achou melhor não ir tão cedo treinar na cidade abandonada. O jovem sente que virão muitos problemas pesados pela frente e quer aproveitar para poder passar o máximo de tempo mais perto da família. Então, Tadeu não acredito que toda a destruição passada na televisão é real.
- Caramba! Se eu não estivesse vendo, eu não iria acreditar. Parece que usaram tanques e caças aí! Acerto de contas entre gangues? O repórter tá querendo fazer a gente dar risada.
Camila, sentada no sofá, como um pacote de biscoitos. Ela, assim como todos, está impressionada com o cenário de guerra. Apesar de tudo, ela busca respostas mais lógicas para explicar aquela situação.
- Tadeu! Tem razão! Parece que jogaram bombas e mais bombas no lugar. Só que ... Eu tô achando que tem coisa errada nisso. Domingo, essa via quase não é usada. Além disso, na madrugada ela está deserta. Não pode ser alguma publicidade megalomaníaca muito bem planejada para promover um filme. Vamos esperar para ver o que falarão no jornal da tarde.
- Camila ... Você quer mesmo convencer o primo que aquilo é efeito especial. Sem contar dois prédios próximos que estão com as fachadas e entradas completamente danificadas. O que aconteceu ali foi tão insano que não deu tempo de as autoridades darem uma maquiada para disfarçar. Talvez, pela tarde, inventem que foi algumas tubulações que explodiram.
Beatriz chega na sala com um pedaço de bolo no prato. Antes de começar a comer, ela balança a cabeça em negativa.
- Nada disso Flon! Nesse caso aí vai ser complicado eles dizerem que foi um acidente comum. Eu tava acordada quando começou a passar na televisão. Tinha uns três carros cercados por um bando de motos. Antes do helicóptero cair, eles mostraram que era moto que não parava de chegar.
Nesse momento, Flon arregala os olhos.
- Como assim, um helicóptero? Então, foi um conflito de gangues mesmo?
Tadeu dá um pulo da cadeira, com uma energia sem fim.
- PRIMO! Você tá pensando o mesmo que eu! Eles eram agentes do governo que foram cercados por uma espécie de outro planeta.
Almofadas voam na direção do garoto, que só consegue se proteger com os braços.
- PAREM! PAREM!
Quando as meninas cansam, Tadeu descobre o rosto. Flon está sério e não ri em respeito ao primo.
- Tadeu, olhe o lado bom! Não foram canecas dessa vez.
- Pelo menos isso.
Após a chuva de almofadas, Camila olha na direção de Flon, com um semblante bem preocupado.
- O seu amigo ... O Doker! Ele está bem? Ele lembrou quem fez aquilo com ele. Vocês descobriram algo?
- Camila! Primeiro! O tipo de gente que destruiu essa avenida jamais deixaria o Doker vivo. Então, as duas coisas não apresentam nenhuma correlação. Segundo! Pra terem mandado mensagem pra mim e Manu, não queriam o mal dele. Terceiro! Eu acho que quiseram dar um susto. Ele não brigou com alguém recente, mas pode ter dado conversa numa garota comprometida. Vai saber.
Tadeu volta a se sentar, dessa vez no sofá, se grudando nas almofadas para não deixar nenhuma solta para as meninas tacarem nele.
- Primo tem razão Camila! Os bandidos da televisão foram pesados ... Eles estavam com sangue nos olhos. Jamais teriam libertado um refém. De qualquer forma, eu se fosse o Doker passaria uns dias em casa.
- Eu não sei ... É uma coisa estranha atrás da outra ...
Flon toma um pouco de café e sorri.
- Coisas estranhas Camila? Só teve uma coisa estranha. Isso aí que eles estão passando na televisão. O que aconteceu com o Doker, eu já ser retratado em filme de adolescente. Não tô dizendo que seja certo ou normal. Pelo contrário ... Não é! É coisa que só gente doente faz com pessoas de bem.
- Isso Flon! Corrige! Aí de você começar a normalizar essas coisas e sua mãe escutar. Ela tira tua alma do corpo pelas orelhas.
Nisso, Rebeca Singor entra na sala.
- Bom dia Camila. Quem tá aprontado para eu dar uns puxões de orelha.
Imediatamente e em completa sincronia, Flon, Tadeu e Beatriz apontam para a televisão e falam ao mesmo tempo.
- ELES LÁ!!!
Rebeca estreita os olhos para ver o que tá acontecendo na televisão e fica sem entender nada.
- Ué?! Estamos em guerra? Isso é aqui no Brasil? Aqui na cidade ... Isso aí era a Avenida Principal! Vocês que tão acordados a mais tempo ... O que aconteceu.
Camila dá um pacote de biscoitos para Tia e puxa a cadeira para ela se sentar.
- Então Tia ... Ninguém sabe ...
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