Flon Singor: Mercenárias Pensativas - Capítulo 19 (T1) | Light Novel Universo
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- 21 de fev.
- 4 min de leitura
Atualizado: 21 de fev.

CAP 19 | Mercenárias Pensativas
No local da destruição, Lorena chega de moto. Há diversos policiais e a área está isolada. Bombeiros e técnicos avaliam se há riscos de explosões e como a integridade das construções próximas. A imprensa tenta se aproximar para tirar fotos, mas não conseguem.
- Que confissão toda foi essa! Eu fui dormir só uns 10 minutos mais cedo e acordo com uma bronca da professora Dufy.
Então, ela pega um pequeno cristal e verifica se ele está mudando de cor.
“Não ... Não foi obra de uma as novas Armurais. O cristal está não reativo. Então, isso aqui foi briga de gangue mesmo.”
Quando Lorena pensa nisso, um imenso pedaço de concreto se desprende de uma passarela e despencam no chão, transformando-se em vários pedaços. Por sorte, ninguém se fere, mas aquilo faz Lorena se assustar um pouco.
“Ainda assim, não são seres normais. Quando a Brigada 38 chegou, a confusão já tinha terminado ... Quem fez isso e por qual razão?”
Em um hotel de alto luxo, a Arqueira da Morte acaba de sair de um longo banho. Vestindo uma saída de banho elegante e com a tolha ainda na cabeça, ela fica de frente para o espelho.
- Charles conseguiu o que queria. Repercussão ... Com os principais chefes do crime da região fora, ele precisa criar um clima de guerra para justificar as baixas. Para ele, será excelente o grande público achar que os empresários incinerados na reunião, mataram uns aos outros numa guerra por disputa de território.
Nisso, ela observa um pequeno corte em cima da bochecha direita.
- Aqueles cachorros ... Conseguiram me arranhar. Só pode ter sido durante a capotagem. Pra sorte deles, já estão todos liquidados. Caso contrário, eu causaria muitos sofrimentos neles.
Então, a mulher vai até a cama e fica de frente para o uniforme dela esticado em cima da cama.
- Verdade seja dita, o Charles paga muito bem. Eu recebi pelo mês adiantado. Como estou recebendo para ficar disponível 24 horas por dia semana, a semana inteira ... Vamos de nosso trabalhinho para um domingo de manhã.
Em poucos minutos, a Arqueira da Morte já está vestida. Ela olha para o conjunto de flechas na mala e faz uma expressão de dúvida.
- Não. Pra missão de agora eu não quero dar um show. Eu vou precisar de letalidade rápida. O Charles quer os arquivos sobre seres de fogo que estão numa base paramilitar. Não vou precisar pegar leve com os caras.
Então, ela pega uma luva especial. O item é feito de uma borracha misturada com couro negro. Diferente da luva da noite passada, essa possui uma caveira com raios e descargas elétricas saindo das oculares.
- Muito bem! Então ... Vamos lá!
A Arqueira da Morte aciona um botão no traje e entra em modo de invisibilidade. Ela desce pelas escadas do hotel até uma saída na parte de trás do prédio. Lá, um carro já espera pela mercenária.
“Vamos! Seria mais rápido eu ir de moto, mas já que o Charles faz questão de oferecer esses mimos e luxos todos ... Por que não aceitar?”
Longe dali, no templo de Sanse, a professora de artes marciais passeia pelo jardim.
“Engraçado ... Eu achei que a Manuela não tivesse pais? Quando mencionei o horário da madrugada para os treinos, minha intenção foi a de tirar aquela menina de confusões noturnas e badernas. Entretanto ...”
Ela olha, com um olhar fixo, para um peixe que nada em um pequeno lago.
“Ela me mandou uma mensagem dizendo que a mãe dela a tinha proibido de sair de casa para a primeira aula por conta da confusão transmitida na televisão ... Eu não sei o que pensar disso tudo ... Quem é mais maluca e irresponsável ... Como que uma mãe deixa uma filha ter aula de madrugada ... Não! Ela deve achar que não é aula e que a filha está indo fazer outras coisas. É! Isso tem mais sentido e corrobora minhas suspeitas sobre o perfil rebelde que a Manuela possa estar tendo.”
Ela, então, aproxima-se do lago. Ao ver mais peixinhos rodeando o maior, ela sorri.
- Acho que esse é o problema de quando se vive demais ... Você acaba dando muita ênfase a coisas sem muitas importâncias. A Manuela é só uma pessoa tonta e aleatória que deva estar envolvida com más companhias. Entretanto, para mim ... Treinar uma figura tão diferente como esse jovem, acaba sendo um pequeno desafio que dá mais tempero as horas do meu dia. Quem diria que eu chegaria em uma fase da minha vida na qual preciso de coisas atípicas para passar o tédio.
Nesse momento ela observa o monstro fantasma meditando num banco de pedras ao longe.
“Bem ... Coloque coisas bem diferentes nessa lista ... Nem me lembro como a linha do meu destino cruzou com a dele, mas, dentro todos os alunos que já tive, ele é o que mostra mais dedicação ...”
Com passos lentos, ela segue em direção à entrada do dojô.
“Talvez ... A motivação de vingança dele seja o fator preponderante para explicar o alto foco dele no treino. Um ódio e sege por justiça tão intensos que foram capazes de prender a alma dessa criatura nesse mundo. É tanta dedicação que, quando chegar a hora dele acertar as contas com os inimigos dele, eu faço questão de ajudar. Ele não me conta muito e eu também não insisto em perguntas, mas tenho absoluta certeza de que, nesse mundo, existe alguém que vai estar com sérios problemas no futuro ...”
Com um sorriso nos lábios, ela continua a refletir.
“Logo, ele irá dominar a técnica das lâminas duplas. Eu estou ansiosa pela chegada desse momento ...”
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