Flon Singor: A Névoa Do Luar Da Sombras - Capítulo 12 (T1) | Light Novel Universo
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- 21 de fev.
- 4 min de leitura
Atualizado: 21 de fev.

CAP 12 | A Névoa Do Luar Da Sombras
Após os Singor saírem para trabalhar na floricultura da família, Manu fica na casa e espera Doker acordar. Entretanto, o jovem dorme como uma pedra.
“O que fizeram com ele ... Doker ainda nem deu sinal que vai acordar ...”
Então, Manu se lembra de que tinha pensado em procurar uma escola de karatê para poder aprender alguns golpes e ficar mais forte. Ela quer aprender a lutar para ajudar Flon, caso seja preciso.
“Onde posso comprar uma arma de choque ... Um spray de pimenta ... Uma bolas de metal com espinho ... AH! UMAS ESPADAS!”
Finalmente, a jovem percebe que já está viajando demais, apesar de ter gostado de se imaginar lutando com uma arma medieval. Sendo que muitas das coisas listadas ela não poderia comprar, a amiga da Flon opta por pesquisar uma escola de artes marciais.
“Eu preciso ter aulas com um professor que fosse atencioso. Não! Melhor! Uma professora.”
Checando na internet do celular, ela caça diversas escolas de lutas. Para frustação de Manu, todas que ela acessa possuem professores homens.
“Ou eles vão me moer ou serão muito moles. Eu preciso de uma professora na medida para os meus objetivos!”
Entretanto, nem Manu sabe ao certo o que ela almeja. A única coisa que ela tem certeza é querer ficar perto de Flon, mesmo que correndo risco de vida.
“Eu vou achar uma professora top de artes marciais! Eu sei que vou! Não é possível que não tenha uma por aqui nessa região dando aula! Se for o caso, eu vou em outra cidade fazer aulas e volto! Eu não desisto! Eu vou fazer essas aulas ou não me chamo Manuela!”
Depois de vascular em alguns fóruns, ela encontra um comentário bastante curioso. O mesmo trata sobre uma menina que está buscando mais alunos para o dojô da professora dela, pois o lugar está perto de falir. Manu lê com atenção.
“Ela tem um método, todo especial, de ensinar artes marciais, mas quem o conhece acha lento demais.”
A pessoa do blog confirma que dá resultado, pois ela conseguiu virar faixa preta somente depois de ter as aulas com essa professora. Entretanto, os comentários abaixo desse depoimento não dão credibilidade ao testemunho da aluna. Inclusive, alguns suspeitam que deva ser uma jogada de marketing da própria dona do local para tentar atrair mais gente.
“Será?!”
Manu pensa ... Reflete ... Pensa de novo ... Enfim, ela chega a conclusa de que não custa nada ir verificar. Ao olhar pelo mapa da cidade, ela descobre que é um pouco longe e o endereço corresponde a uma construção que lembra um santuário/templo japonês. Manu se encanta, pois o local é lindo. A jovem está com os olhinhos brilhando, imaginando-a treinando naquele paraíso com Flon. Quando Manu menos espera, Doker está do lado dela e olha as imagens daquele local também.
- Doker!
Manu grita, quase jogando o celular longe.
- DOKER! Não dá um susto desse. Você e esse seu jeito sorrateiro! Finalmente acordou!
- Eu acordei ... Só não sei o que tô fazendo aqui na casa do Flon! Você aqui, também? O que houve? Eu não lembro de nada depois da escola. Parece que um trator passou na minha cabeça Manu.
Ao escutar aquelas palavras, a jovem se dá conta de que, talvez, Doker não se lembre da briga no estacionamento entre Flon e a criatura de fogo. Achando melhor deixar o amigo fora daquela confusão toda, Manu comenta.
- Doker ... Eu tô achando que alguém da escola quis te passar um trote ou fez a limpa em você. Avisaram pra mim e pro Flon que você estaria na praia. A gente foi para lá correndo. Nem tivemos cabeça de avisar a polícia. Eu até menti para os seus pais dizendo que você iria passar a noite aqui.
Então Doker, estala o pescoço ... Depois, as mãos.
- Manu ... Se eu dormi aqui, você, no final, não mentiu para os meus pais. Eu só acho estranho pois ...
Enquanto continua a falar, ele verificar os bolsos.
- ... minha carteira tá aqui. Eu também tô com meu relógio. Além disso, eu não briguei com o pessoal da sala. Verdade seja dita, depois que o Flon foi transferido pra lá, ninguém tira mais farinha com minha cara. Todo mundo tem medo do Flon bater em geral, ainda mais que ele tem pavio curto.
- Às vezes foi alguma coisa do passado Doker. Só que, agora, anima! Anima, anima e anima! Vai! Seus pais devem tá querendo notícias suas e eu tenho que ir ver uma coisa! Vamos logo!
- Calma Manu! Eu acabei de acordar! Além disso, a gente não tem que esperar os Singor chegarem? Por acaso a Dona Rebeca te deu cópia da chave daqui.
Nisso, para a surpresa de Doker, Manu sorri. Então, ela tira um par de chaves do bolso e as sacude na frente do amigo. O rapaz fica incrédulo ... Manu já tem as chaves da casa.
- Ah! Tendi Manu ... Apesar do jeito sério e observador da Dona Rebeca, ela deve ser meio louca. Se não for isso, ela quer você como nora dela!
- Tomara que seja a última opção Doker! Agora anda e vamos logo!
Após eles saírem, Manu faz questão de deixar o amigo na casa dele.
“Pacote entregue! Agora tenho que me apressar!”
Manu corre, em toda velocidade, para pegar um ônibus que a levará ao endereço da escola de artes marciais. Depois de um tempinho de viagem, ao chegar no local, ela se assusta. Os portões são imensos, feitos de madura pura e já estão abertos. O jardim é impecável. Diversas fontes artificias de águas termais dão um ar de paz e serenidade. O silêncio do ambiente é, somente, quebrado pelo canto dos pássaros. Ao se aproximar da casa central que é um dojô, ela vê uma mulher com longos cabelos negros sentada no chão. A dona do local está em frente a um pote de prata, do qual sai uma fumaça com doce cheiro de incenso de jasmim.
“Ela ... Ela ... Ela é linda ... Dá pra trazer o Flon pra cá não ...”
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