Tomás Renguri: Uma Guilda Alvoraçada - Capítulo 14 (T1) | Light Novel Universo
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- 19 de fev.
- 4 min de leitura
Atualizado: 29 de mar.

CAP 14 | Uma Guilda Alvoraçada
Enquanto todos na Guilda GRIDI falam sem parar, um aventureiro, de longos cabelos loiros e armadura reluzente, entra no local.
- OLÁÁÁÁÁÁÁÁ AMIGOS!
Ele se junta ao grupo que está reunido ao redor de uma mesa. Com um ar de excitação e pavor ele olha para todos ali.
- Galera! GALERA! Eu não posso acreditar no que eu encontrei na Masmorra Número 8.
Os presentes na mesa fazem uma expressão de curiosidade misturada com estranheza. Quem está de longe pode perceber um certo clima de desconforto naquela roda de amigos. Assim, para suavizar o clima, Talia muda o foco da atenção dela. Ao invés de prestar atenção na viajante, ela segue em direção a mesa onde aquele homem recém-chegado se sentou.
- O que você encontrou aventureiro?
- O lendário Samurai das Nove Mortes! Ele está lá naquela Dungeon!
Todos na Guilda GRIDI ficam em silêncio e olham, com espanto, para o homem. O Samurai das Nove Mortes é uma lenda. Segundo relatos, não há alguém tão habilidoso quanto ele numa luta com espadas. Alguns dizem que foi um dos primeiros guerreiros a se juntar ao Rei Grifo. Nos últimos anos, muitos buscam o paradeiro dele, mas nunca encontraram nenhum rastro. Então, um dos aventureiros mais velhos do grupo, que está bebendo em um canto escuro do local, levanta a cabeça!
- Espera um segundo!
O senhor exibe um olhar extremamente desconfiado.
- O Nove Mortes? Eu já ouvi falar dele, mas você ... Quem é você? Eu nunca te vi antes.
O aventureiro loiro, que diz ter visto a lenda dos campos de batalha, olha em volta totalmente confuso. No fundo, ele está sentindo as pessoas não muito amistosas com ele desde que entrou na Guilda GRIDI.
- Como assim? Eu tenho feito missões com vocês há semanas! Eu estive na Dungeon 8 com vocês também. Alguém lembra?
Entretanto, todos na guilda estão o observando com suspeita. Então, um bardo se aproxima e olha o estranho desconhecido de cima para baixo.
- Algo parece estar errado aqui! Como alguém pode encontrar o lendário Samurai das Nove Mortes e ninguém nunca ter ouvido falar dessa pessoa antes?
Então, a viajante se levanta da mesa. Enquanto ela segue em direção ao rapaz, vai explicando o que está acontecendo.
- “Cincirra de Taberami”. Diz a lenda que o Nove Mortes usa esse feitiço para que quem o encontre se esqueça completamente de que o viu e onde o viu.
Quando ela chega no rapaz, puxa um colar do pescoço dele.
- Entretanto, se o alvo da magia estiver usando um item com lascas de dentes de grifo de diamante, a magia não surte efeito na pessoa. Ainda assim, ela não fica sem ação, pois é um feitiço de proteção muito forte. Caso o indivíduo ainda lembre que viu o Nove Mortes, todos que o desafortunado conhece esquecem do pobre tolo. Logo, torna-se um infeliz peregrino ... Sem passado ... Sem amigos ... Sem ninguém para ouvir seus relatos.
Após dizer toda essa explicação, ela, então, balança a cabeça, como se quisesse recobrar a sanidade.
- Só não sei o que é mais assustador. O Nove Mortes por essas bandas, Cincirra de Taberami em plena ação ou um item forjado com lascas de dentes de grifo de diamante.
Todos na guilda ficam em silêncio e tentam processar aquele mar de informações. Talia, então, levanta a mão, como quem quer fazer uma pergunta.
- Nós podemos fazer algo pelo pobre rapaz.
A viajante guarda o colar no bolso dela.
- Fique tranquila. Basta alguém falar sobre o feitiço que ele se quebra na hora.
Nisso, alguém no fundo grita.
- GASPAR! É o Gaspar! Estou lembrando dele.
Outro mais distante, começa a ter as memórias de volta também. Entretanto, diferente do primeiro que gritou de alegria, esse está muito preocupado.
- Isso são os primeiros sinais do início do fim que está por vir!
Imediatamente, o bardo de antes concorda.
- Verdade! "O Rei Palhaço é um lunático"
Alguém na entrada da guilda se pronuncia também.
- Eu lutei em algumas batalhas contra soldados dele. Eles são imprevisíveis. Eles riem enquanto matam os inimigos! São completamente insanos.
- Só que o Rei Grifo não é, exatamente, um santo! Ele é um mago poderoso e sua força militar é incrível. Ouvi dizer que ele não se importa com os humanos que morrem nas batalhas. Para ele, tudo é uma questão de poder. A bondade dele é mais ligada aos monstros e híbridos.
Enquanto todos discutem, a viajante olhe para o Gaspar.
- Gaspar ... Também lembro de você. Tudo bem se eu ficar com esse colar como pagamento por quebrar o encanto?
- Lógico! Eu nem saberia como te pagar. Eu já estava ficando desesperado antes de você aparecer.
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