Tomás Renguri: O Dono Da Masmorra - Capítulo 18 (T1) | Light Novel Universo
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- 19 de fev.
- 4 min de leitura
Atualizado: 29 de mar.

CAP 18 | O Dono Da Masmorra
O cavaleiro não consegue descrever o que está do lado dele. Nem o tamanho da beleza das moças que gritam para ele se apressar. Entretanto, o que mais chama atenção é o fato de a carruagem flutuar no ar. De repente, num piscar de olhos, a condução desaparece. Ao ver que aquilo deixou um rastro de fumaça verde, ele puxa as rédeas com força. O corcel bate com os cascos no chão e fica balançando de um lado para outro. Após o susto, o animal bate com as patas, mais forte ainda, como se desse uma bronca. Ainda olhando em todas as direções, Rodrigo tenta se desculpar com o amigo.
- Eu sei! Eu sei! Monto em um corcel sem cabeça. Carruagens de fantasmas não deveriam ser algo estranho por aqui.
Nesse momento, os olhos do jovem são fisgados por uma cena incomum no ambiente.
- Opa! Falando em coisas estranhas. Aquilo, ao longe correndo, não é um coelho de olhos negros? Ué! Ele está fora de uma dungeon? Ah! Não ganho ponto de experiência com esse bicho.
Quando ele ia continuar a cavalgar.
- Só que ... Deixá-lo solto ... Ele pode machucar uma criança.
Mesmo a quilômetros de distância, como se tivesse escutado as intenções do cavaleiro, o mostro olha direto pra Rodrigo. A pressão e intimidação do olhar é assustadora. Não só! Rodrigo vê a cicatriz no olho do ser.
- Esse é brabo. E ... Além disso ... Esse olhar ... Ele é de quem tá numa missão.
Sacudindo as rédeas do corcel sem cabeça, ele sinaliza que irá continuar viagem e não irá atrás do coelho de olhos negros.
- Deixa pra lá! Vou transformar ele em cristal de monstro não.
Então, Rodrigo segue caminho contrário ao do coelho, indo em direção a cidade de Nilfes, local da Guilda GRIDI. Após a cidade, num jardim dentro de um imenso e luxuoso palácio, uma moça toma chá enquanto lê. Então, como mágica, a carruagem das fantasmas chega ao local. Imediatamente, as jovens contam para a moça sobre quem elas avistaram na estrada.
- Nós vimos o Espada dos Cavalos Decapitados ...
- Meninas ... Esse era o termo que o antigo cavaleiro usava ... O jovem que assumiu o poder dele se intitula como Cavaleiro dos Corcéis Negros sem Cabeça. Tentem não fazer confusão. Tudo bem, o pessoal do Norte ainda usar essa classificação, mas vocês não têm motivos para isso. Né?!
Então, ela continua a bebida e só pergunta se elas avisaram ao patriarca que a batalha terminou com a vitória do Rei Grifo. Enquanto as fantasmas falam que estão indo avisar, a xícara da moça se parte ao meio. Nisso, todas olham assustadas.
“Isso não é um bom sinal ...”
Jerfe, o irmão da recepcionista da Guilda GRIDI, está com o patriarca do palácio – o chefe da família Nobraska. O nobre é um homem de cabelos grisalhos com mechas verdes nas laterais.
- Jerfe, os soldados enviados pelo Rei Palhaço foram uma distração. Há algo diferente pairando no ar. Eu posso sentir.
Então, o homem fino e elegante pergunta pelo antigo Orc, o qual, após lutar contra o próprio povo, virou um mago peregrino e se rebelou contra o Rei Palhaço.
- Mestre Dunrar ... Desde que o monstro se recolheu para o interior da Masmorra 8, ninguém teve notícias dele. A única que consegue saber sobre o ancião é Sassandra.
Então, o patriarca dos Nobraska exibe um olhar de preocupação.
- Sassandra ... Alguém tem notícias dela?
Jerfe, por sua vez, sacode a cabeça em negativa.
- Ela é pior que o Nove Mortes. É mais fácil derrotar o Rei Palhaço do que descobrir o paradeiro dela Mestre Dunrar.
O homem de meia idade pega um pequeno espelho.
- Mesmo usando esse artefato mágico, eu só consigo falar com ela quando a própria Sacerdotisa Rubi assim deseja. Sassandra não dá notícias faz semanas. Eu chego a supor que ... Se o Rei Palhaço fez uma movimentação ofensiva em nossas terras, alguém do Rei Grifo morreu. Só que ... Quem?
Em um lugar perto da cidade de Nilfes, Roni, o herói gigante que luta pelo Rei palhaço, está sentado e encostado numa árvore. Ele medita enquanto come uma maçã.
- Finalmente, uma das principais sacerdotisas do Rei Grifo está morta. Não acredito que Ciça conseguiu!
Olhando para o céu ele sorri.
- Conseguimos a matar antes que o poder dela fosse transferido para outra pessoa ou uma gema qualquer. Além disso ... Esse rapaz invocado! O cara que virou o Fênix do Meio-Dia. Acabou de chegar, mas luta incrivelmente bem! Acho que, sem ele, Ciça teria tido dificuldades. Esse plano dos dois ... Transformarem os oponentes em marionetes, copiando a magia do inimigo. Acho que essa guerra logo terá um fim!
Perto do local onde o gigante se alegra, o guerreiro cego, o terceiro herói que sempre acompanha Ciça e Roni, está inquieto com o rumo que as coisas estão tomando. Ele está sobre um conjunto de rochas, as quais formam uma estrutura extremamente alta. O guerreiro se equilibra sobre um pé e concentra mana numa posição de meditação.
“Magias profanas são a marca dos guerreiros das trevas, dos assassinos demoníacos invocados pelo Rei Grifo. Violar o descanso dos mortos é um ato repugnante. O “Aquecer das Almas” serve para libertar os cativos amaldiçoados pelo Renguri, bem como dar mais ânimo, poder e força aos nossos soldados. Em qual momento, os heróis começaram a se perder ao longo dessa guerra milenar. Será que meu mestre ficaria feliz ao saber que eu não fiz nada para impedir aquele ritual maldito ou concordaria com a Ciça e o Fênix do Meio-Dia? Será que tudo é válido desde que se chegue nós resultados pretendidos?”
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