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Sufi Kalre: Refeições - Capítulo 14 (T1) | Light Novel Universo

  • Foto do escritor: Light Novel Universo
    Light Novel Universo
  • 22 de fev.
  • 5 min de leitura

Atualizado: 1 de mar.

Capa da Light Novel Sufi Kalre: Refeições - Capítulo 14 - Temporada 1


CAP 14 | Refeições



Após o almoço, Pacrierra pega um carro e vai em direção a uma estação de metrô. O local está cheio de gente e todos estão impacientes.


- Ainda deu tempo de eu chegar aqui. Que bom.


Enquanto falar essas palavras, Pacrierra saltita algumas vezes, segundo com firmeza a maleta que segura. Um riso nefasto e sombrio toma conta do semblante da mulher enquanto os olhos delas parecem dançar uma valsa ritmada com a morte. O metrô chega e todas sobem rapidamente. Muito magra e esquelética, Pacrierra vai se desviando das pessoas, passando à frente de todos, pois ela é muito ágil. Em segundos, ela se senta em um assento do meio e não se incomoda pelas pessoas que estão ao lado dela, pois quase não a tocam. A mulher ocupa muito pouco espaço.


- Deu tempo ...


Após alguns minutos de viagem, a mulher olha na direção de todos como se esperasse por algo. Em seguida, ela pega um celular ... Verifica as horas no relógio ... Entretanto, a expressão de descontentamento só fica mais nítida no rosto daquela pessoa cadavérica. A mulher começa a bater o pé no chão de impaciência.


- Olhem ali ... Que figura estranha ...


Algumas pessoas no fundo do vagão começam a notar a presença “sem graça” de Pacrierra por causa do estado de agitação dela. De repente, sem ninguém esperar, uma forte explosão destrói o local. Em segundo, o metrô é consumido por chamas ... O túnel onde ele está se torna uma “passagem para o inferno” por causa do fogo. Indiferente a tudo isso, Pacrierra está em volta por um capo de força lilás e olhando as pessoas caindo como insetos queimados. Após alguns minutos de desespero, o fogo começa a desaparecer e uma nuvem de borboletas voa pelo local.


- Dessa vez, ela até demorou ...


Pacrierra, com um estalo de dedos, cria uma energia estática lilás que varre todo o túnel do metrô e percorre quilômetros em segundos. Aquela estranha manifestação chega até a estação onde ela embarcou e queima todas as fitas de segurança. Com um segundo estalo de dedos, ela faz todos os corpos se levantarem e marcharem como se fossem zumbis sem vida.


- Esse é o momento eu que eu monstro a que vim ...


Pacrierra começa a saltitar nas pontas dos pés. Finalmente, ela abre a maleta e diversos bonequinhos de papel voam pelo ambiente. A vilã dança enquanto vê todo aquele desfile macabro. Exibindo um sorriso medonho, devagar, manchas amarelas começam a surgir nos dentes da criatura nefasta.


- Andem! Temos coisas .... Muitas coisinhas para fazermos ...


Ela bate as palmas da mão e um pequeno portal se abre. Após isso, ela pega um fone de ouvido e se senta no banco onde estava, o único que não derreteu pelo calor das chamas. Enquanto escuta música, ela observa as “pessoas” entrarem no portal. Enquanto o pelotão vai sendo enviado para outro lugar, os bonecos que voam se transformam nas pessoas e caem como se fossem sacos de pedra pesados.


- Agora sou eu!


A vilã corre em direção ao portal e se joga como quem vai dar um mergulho. Tão logo ela atravessa a estrutura, a passagem se fecha. Em menos de uma hora, os jornais noticiam o acidente. As pessoas de Sápotas ficam surpresas inicialmente, mas, em pouco tempo, já estão falando sobre outra coisa, pois acidentes no metrô são frequentes. Até os jornais já não estão focados na tragédia, mas polemizando sobre a guerra entre empresas, que irá ser iniciada em poucos dias, para ver qual será a nova responsável pela execução do serviço. Em menos de um ano, já aconteceram cinco troca de administradoras.


- A essa altura, quase ninguém lembra mais. Se um dia um Estado inteiro desaparecer, talvez seja decretado luto oficial de meia hora ...


Muito longe da estação de metrô, a vilã debocha da falta de empatia que todos em Sápotas possuem. Ela e as vítimas catatônicas estão num imenso submarino, extremamente moderno e espaçoso. O veículo lembra uma barca de dois andares, possui 1 Km de extensão e é uma estrutura grandiosa. Alguns robôs se aproximam e posicionam todos os capturados dentro de cilindros violetas. A vilã vai conferindo se há algum erro, enquanto continua com os fones de ouvido e sacudindo a maleta que carrega no ar.


- Essa parte é bem chata de ser feita e eu já estou ficando com fome de novo ... Que vida mais triste a minha ...


No apartamento de Sufi, Tabatá acaba de abrir a porta.


- Vocês dois são uns patifes! Começam a almoçar um banquete e não me chamam, seus cachorros.


A jovem se dirige até a mesa para comer um prato que Sufi já havia servido para ela. A refeição ainda se encontra quente por causa de uma pequena bandeja aquecedora.


- Não culpe o Tite! Ele só deu sorte de chegar aqui antes de você. Eu estava com a mente tão a mil que não lembrei de mandar mensagens pra vocês.


- Ah! SEI! É descobriu algo que vai velar um Nobel de Física Sufi? Ah! Tite! Eu vi seus pais no shopping. Eles te mandaram um abraço.


- Eu não posso chegar tarde em casa de novo não. Fiquei pesquisando até de madrugada com Sufi na biblioteca, outro dias desses, e tomei uma bronca do tamanho do mundo.


Sem que os dois pudessem esperar, Tabatá da um tapa na nuca de cada um dos amigos, que reclamam em conjunto.


- EIIIIIIIIIII!!!


- EIIIIIIIIIII!!!


A jovem, então, explica o motivo deles terem apanhando.


- Isso é por você, Sufi, ter ficado alugando o Tite à toa nessas pesquisas malucas. O seu tapa, Tite, é por você ficar dando preocupação aos seus pais, ainda mais depois da invasão ao Estado Aquático. Eles são uns amores e não merecem essa desconsideração da sua parte!


Em seguida, de forma natural e tranquila, ela se senta. Tite, então, lembra que os pais dele disseram que iriam passar na escola, mas seria uma visita muito rápida.


- Eu já tinha até esquecido.


Após aproximar o prato para perto de si, Tabatá olha com um olhar de reprovação para o amigo.


- Eles são um casal excelente! Mesmo que você more sozinho a maior parte do tempo, não pode ser tão desligado quando eles estão aqui.


- Não é descaso ... Eles são ótimos pais! É difícil haver famílias na superfície de Sápotas, pois as pessoas se tratam de forma descartável por lá. Como eles não podem deixar os empregos, preferiram comprar uma casa e me criarem por aqui, mas fica uma dinâmica estranha.


Sufi, então, pega um copo de suco.


- Eu não sei como eles ainda não mudaram de vez para o Estado Aquático. Eu não aguentaria viver na superfície de Sápotas, nem por todo o dinheiro do mundo.



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