Sufi Kalre: Alto Luxo - Capítulo 13 (T1) | Light Novel Universo
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- 22 de fev.
- 5 min de leitura
Atualizado: 1 de mar.

CAP 13 | Alto Luxo
Ainda em Sápotas, o renomado e famoso cientista, o Dr. Carlide está saboreando um finíssimo prato de camarões brancos ao molho cítrico de laranja e com uma leve pitada de pimenta branca. Ele é um homem de olhar vazio, aparenta ter 51 anos, cabelo loiro curto e porte intimidador. Aquele estranho cliente veste um terno de boa marca na cor laranja, mas nada muito rebuscado. Ao lado dele há uma maleta discreta e simples com a mesma cor da roupa.
- Sofrike ... Acabo de receber uma mensagem pelo implante ocular ... Os Maisters querem que criemos um outro radar para substituir o que foi levado na operação de roubo ao Museu do Estado Aquático. Imagina quanto tempo seria necessário dessa vez.
Sofrike é uma linda jovem branca, de cabelo loiro preso com um coque. Ela tem uma mecha prateada na lateral, que contrasta com o dourado dos fios de cabelo da agente. Tatuagens de borboletas pelo pescoço e rosto, que corresponde ao número de vítimas que ela já fez, sempre contrastam com os vestidos renascentistas que ela usa. Todos são feitos sob encomenda, usando um pano tecnológico de alto valor agregado. No chão, perto dos pés da assassina, há uma maleta azul sofisticada e cheia de detalhes em alto relevo.
- Um radar no qual não pudemos colocar um rastreador, pois isso interferiria na função dele de detectar as oscilações no mar de Sápotas. Aquilo conseguiu ser o projeto inútil mais útil que já desenvolvemos. Graças a ele, pudemos fazer várias importações de Gârdhera e avançarmos na construção do Trajeto 66. Entretanto, apesar de termos várias mentes brilhantes, corta-me o coração ter de selecionar novo pessoal para serem todos descartados no final.
Acompanhando a dupla naquele almoço de luxo, está Pacrierra. Ela é uma mulher de pele morena clara, cabelos negros e escorridos até o ombro. Uma característica da jovem é a extrema magreza. Apesar disso, ela se alimenta como se fosse um batalhão. No colo dela, uma maleta, que lembra uma bolsa de couro, diferencia-se das outras duas pela alta quantidade de bolsos, fechos e um estilo mais despojado. A estranha figura usa uma roupa social cinza que parece ter sido inspirada em um desfile de moda excêntrico.
- Eu odeio essas comidas contadinhas desses restaurantes. No final, eu odeio esses restaurantes. A gente precisa manter a pose, a boa educação, falar baixo e sorrir o tempo todo. Com relação ao seu comentário Sofrike ... Pense que terás mais insetos marcados pelo teu corpo ao final desse serviço. O que me preocupa, nisso tudo, é, de uma hora para a outra, os Maisters resolverem que não somos mais necessários.
Calmamente, o Dr. Carlide coloca dois dos camarões dele no prato de Pacrierra.
- Isso ... Resolvemos da forma pela qual sempre nós resolvemos. Sendo insubstituíveis. Além disso, devemos reforçar o setor de pesquisa genética do Estado Aquático. Aquela região se tornou famosa e colossal além da conta. Acredito que eles teriam trabalho para sumir com tudo aquilo do mapa de uma hora para a outra. Podemos reforçar a importância do local com resultados mais promissores no novo grupo de mutantes que o Monarca havia solicitado aos grupos de pesquisas de todos os estados.
Com um sorriso maléfico, Sofrike coloca os garfos sobre a mesa.
- Devemos aumentar o número de habitantes de Sápotas que estamos sequestrando? Por mim ... Isso não será problema nenhum.
- Pra mim será! Eu odeio ter de descer ao Estado Aquático e levar os prisioneiros.
- Acalmem-se meninas. Pensei em adiantarmos nossos experimentos lá embaixo. Temos um bom avanço com os Pimpers e ninguém do alto escalão ainda sabe sobre eles. Eu esperava fazer mais alguns testes e revelar só num momento de crise. Entretanto, quero manter o Sufi lá embaixo o máximo de tempo possível. Pra mim, é arriscado ele aqui por cima.
Enquanto coloca um camarão no prato da colega, a assassina olha com admiração o Dr. Carlide.
- O Sufi tem muita sorte de ter você como pai. Eu não sei o que seria daquele menino aqui em cima. Pensando bem ... Aquele Estado Aquático é um ótimo refúgio para todos aqueles de “bom” coração e que não durariam muito tempo nesse país.
Pacrierra, com a boca cheia, tem um olhar de sarcasmo.
- Um aquário para peixinhos dourados em alto mar.
Enquanto todos estão em silêncio, a personificação da fome termina de comer os camarões para continuar a expressar os pensamentos intrusivos que sempre surgem a mente dela.
- Dr. Carlide, os Pimpers ainda continuam andando em grupos de três?
- Uma tendência natural deles. Acredito que será impossível fazer com que seja diferente. Caso contrário, eles perderiam toda a importância deles, não acha?
- Eu acho que isso pode ser um problema para o alto escalão. Eles financiarem a continuação desses monstros ... Zumbis ... Aberrações ... Ou seja lá o que eles forem ... Montar um exército disso sempre significará prepara uma tropa três vezes.
Sofrike coloca mais um camarão no prato da colega e sorri.
- Por isso eu sou a navalha do trio e você a caneta. Os Pimpers ainda não foram testados num campo de batalha, mas acredito que eles seriam um grande problema para qualquer tipo de inimigo, por razões simples. Os Pimpers Alfa emanam uma energia verde ao redor deles que paralisa o tempo. Os Pimpers Beta emanam uma energia amarela que retrocede o tempo. Já os Pimpers Gama liberam uma energia que acelera o tempo. Existem Pimpers que projetam energia por extensões maiores. Além disso, o efeito de aceleração e desaceleração é variável entre eles. Geralmente, um Gama procura um Beta para não envelhecer imediatamente e virar pó. Os Alfas até podem viver sozinhos, mas como envolta deles é paralisado, menos eles, fica problemático fazerem determinadas atividades.
- Minha cara Pacrierra ... Não subestime o potencial dos Pimpers. Eles são EEVs - Estados Estranhos Vivos. Não podem ser classificados como zumbis, monstros ou aberrações. Pode ser um inconveniente o fato deles sempre andarem em trio, mas a fome deles por tempo é algo que os coloca como armas potenciais. Acho que, você melhor do que ninguém, deveria saber o que um ser faminto é capaz de fazer.
Com um olhar de cobiça e inveja a mulher reclama.
- Criaturas malditas ... Podem comer algo que pra mim não existe. O tempo ... Se eu pudesse devorar uma delas ... Talvez eu poderia sentir, por tabela, qual o gosto que o tempo tem ... Ah!!! Dr. Carlide! Por que você é tão mau comigo? Estou com água na boca e sei que isso é algo que eu nunca poderei provar.
Com um olhar maquiavélico, ela olha na direção do homem.
- Agora, irei querer todos os seus camarões como compensação!
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