Michael Trove: Planos E Estratégias - Capítulo 13 (T1) | Light Novel Universo
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- 21 de fev.
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Atualizado: 26 de fev.

CAP 13 | Planos E Estratégias
Após dizer que irão para o Brasil de avião, Michael Trove percebe que Núbia está olhando para ele, simplesmente e completamente, estatelada e paralisada. Então, ele se dá conta de que, talvez, a menina nunca tivesse andado de avião na vida. Sem muito o que dizer, ele dá dois tapinhas no ombro de garota.
- Congela não menina! Você dirigia um táxi de madrugada aos 13 anos. Não vai ter medo de avião logo agora. Né!? Eu te garanto que vamos chegar bem!
- Não! Não é isso não Michael! Eu vou morar a onde? Com você?
- Quanto a isso, fique tranquila. Inicialmente, você irá morar com outra professora da faculdade onde trabalho, com a Dufy Akito. Assim como eu, ela tem habilidades especiais. Se você não se acostumar lá, tem a Juliana Tori, que é mais tranquila de se conviver. A diferença é que ela não tem poderes. Depois, temos a opção de você ir para um alojamento, mas antes precisamos ter certeza de que você irá conseguir controlar seus poderes. Em última hipótese, você irá morar comigo, já que meu apartamento tá quase virando puxadinho da sede da Onu. Já tem quantos lá? Nanquim, Nori, Passin e Krever.
- Olha só Michael! Essa Dufy ... Ela é mais forte que você? Se já tentei te atacar durante a madrugada, não corre o risco de eu atacar a Dufy também. Todos esses que você mencionou que estão no seu apartamento ... Todo mundo tem poder? Não é melhor eu ir logo para lá não?
- A Dufy é tão forte quanto eu. Você não teria condições de vencer dela, mesmo se você quisesse lutar com toda força! Acredite. Com relação ao meu apartamento, nada impede de você passar o dia lá treinando com a Passin, Krever e Nanquim. Entretanto, dormir lá ... Menina, você tem 14 anos e naquele apartamento existe um cabeça de grama, de mesma idade, que só me dá trabalho. Então, melhor não. Né?
- O Nori ... Que você mencionou. Passin, Krever, Nanquim e tem esse rapaz que é o Nori. Então, ele é adolescente também? É isso?!
- Você é muito boa de memória. Eu falei o nome dele só uma vez e você já gravou.
- Esqueceu que eu levava as pessoas para os mais diferentes endereços. Eu aprendi rápido a gravas as coisas que falam para mim. Só que ... Voltando ao assunto ... Então, é melhor eu morar com a Dufy mesmo. Pelo seu tom de voz, quando você fala no Nori, ele deve te dar muita dor de cabeça.
Sem deixar transparecer, enquanto conversa com a menina, Michael analisa Núbia. Apesar de ter sido uma jovem de 14 anos, ela é muito esperta para a idade. O professor pondera que ela deu azar de cair em uma armadilha na tentativa de ajudar a família. Para ele, é nítida a grande diferença entre Núbia e Nori.
- Dar dor de cabeça é bondade sua Núbia. O melhor será você morar com a Dufy! Entretanto, estamos quase chegando à casa da sua tia. Preparada?
- Tenho de estar ... Não é? Vocês irão ajudá-la e isso é o que mais me importa agora. Além disso, acho que, eu por aqui, posso ser um risco para ela. Então, não tenho muitas escolhas. Foi um azar eu ter ido naquela seleção e sorte ter sido salva. Tenho de me movimentar conforme os fatos que tenho.
Após chegarem ao destino, os dois descem do carro. Núbia fica olhando para o motorista e fica pensando em perguntar se o carro é de gelo também, mas acha melhor não. Ao focar no que deve ser feito, o coração dela salta pela boca ao ver a casa da tia dela. Núbia sabe que terá de dizer adeus. No fundo, ela torce que seja só um adeus provisório, até não haver mais a possibilidade dela ser uma ameaça para a família dela.
No plano astral, dentro de uma imensa estrutura que lembra uma mistura de aeroporto com uma gigantesca estação de metrô, tudo muito branco e dourado, vários veículos flutuam pelo chão e seguem em direção a pequenos portões na parede de um dos setores. Eles carregam caixas de ferro de diferentes tamanhos e são escoltados, cada um, por um grupo de cinco soldados que vestem armaduras ninjas negras. De um dos andares daquele local, dentro de um escritório, um homem observa atento toda a movimentação. Ele aparenta 30 anos, possui cabelo castanho curto, duas cicatrizes em cada olho e porta na cintura uma pequena espada de combate para curta distância. Ao lado dele, está uma soldada. O capacete dela está sobre a mesa do escritório. Então, ela se dirige àquele ao chefe dela.
- O Senhor acredita que teremos chances?
- Primeiro ... 20 Armurais quase destruíram todos os planos astrais. Ontem, o professor Michael Trove informou haver 520 Armurais na Terra. Hoje, ele já atualizou esse número para 530. Eu não sei o que pensar soldada Nife. O objetivo das Armuras antigas, durante as Guerras Astrais, foi causar o máximo de destruição e dor possível para acumularem energia negativa e se tornarem armas perfeitas a serem usadas pelo feiticeiro que as criou.
Olhando para um dos portões que abre lentamente, o homem continuar a falar.
- Se aquele inimigo tivesse conseguido o que queria, jamais teríamos conseguido detê-lo. Agora, 530 Armurais, produzidas no planeta Terra ... Se alguns humanos ganharam poder ao entrar nos planos astrais ... Será que isso poderia acontecer com Armurais produzidas por lá? Além disso ... Como não identificamos isso logo no início? Estamos com várias lutas e batalhas por aqui, mas isso não é desculpa.
Após colocar a mão no ombro do chefe, Nife tenta confortá-lo.
- Senhor ... Sei que virão dias difíceis pela frente. Mesmo se deslocarmos todo nosso contingente para lutar contra essas Armurais, é provável de sermos aniquilados. Ainda assim, tal como foi nas primeiras Guerras Astrais, iremos lutar com toda nossa força. Todos que morreram no campo de batalham serão um motor de motivação para os que continuarem vivos seguirem lutando.
Antes que eles pudessem continuar a conversa, um outro homem entra no local. Ele veste o mesmo tipo de terno que o chefe da soldada Nife usa. Imediatamente os dois se viram e prestam continência.
- Descansem, Nife e Carion. Não é necessária toda essa formalidade no momento. Venho compartilhar com vocês, pessoalmente, informações coletadas por nosso serviço de inteligência ligado às brigadas 41 e 73, do Brasil e Chile respectivamente. Acredito que, o que tenho a dizer a vocês, não será de agrado a nenhum de nós três.
Nife observa, pela fresta da porta aberta, o conjunto de guardas que estão do lado de fora do escritório fazendo a segurança do 4º Gestor-Setorial, o homem que acabou de entrar no local. Antes que ela pudesse falar qualquer coisa, Carion, o chefe de Nife, adianta-se.
- Senhor 4º Gestor-Setorial ... Pela presença do Senhor aqui, eu acredito que a ordem que recebemos só pode ser de um tipo ... Monitorarmos a situação à distância e deixarmos os professores da Son-On resolver esse problema. São ... São essas mesmo as ordens?
Nife leva um susto. O 4º Gestor-Setorial inclina a cabeça para baixo. Então, devagar, ele começa a acenar, com cabeça, em positivo.
- Carion e Nife ... Quem está criando essas Armurais, provavelmente tem um objetivo diferente do feiticeiro do passado. Nossos estrategistas e serviço de inteligência acreditam que não são Armurais plenas. Assim, são mais fracas que as 20 Armurais do passado. Isso explica um número tão alto de Armurais em pouco tempo. Se assim for, os professores conseguirão dar conta. Afinal, as faculdades Son-On foram criadas com esse propósito. Por hora, vamos seguir mantendo nossas frente de combate nas batalhas que já temos. Estaremos atentos a qualquer aumento de gravidade no caso dessas 530 Armurais, mas, por hora, isso é tudo.
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