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Michael Trove: Aluna Desaparecida - Capítulo 19 (T1) | Light Novel Universo

  • Foto do escritor: Light Novel Universo
    Light Novel Universo
  • 21 de fev.
  • 8 min de leitura

Atualizado: 25 de fev.

Capa da Light Novel Michael Trove: Aluna Desaparecida - Capítulo 19 - Temporada 1


CAP 19 | Aluna Desaparecida



Após o final da aula de química na turma de Nori e Soraia, o professor Santego está mais feliz do que alguém que ganhou um prêmio da loteria. Ela está andando, assobiando e dando passinhos pelo corredor. Em pensamento, ele reflete sobre a aula.


“Puxa! Eu nunca imaginei o Nori estudando pra valer! Acho que deveríamos ter pensado nessa alternativa, da livre espontânea pressão, há mais tempo. Ele é de outro planeta e, com a idade que tem, possui poderes que eu e o Michael nem sonhávamos em ter. Imagino ele adulto ... Se esse zé ruelinha for um organismo irresponsável e movido só pelo próprio impulso das vontades, ele só vai causar problema na vida dos outros e dele mesmo. Teletransporte e invulnerabilidade, tudo isso de forma natural e aos 14 anos. Se o Nori tivesse o treino que tivemos na idade dele, essas Armurais, de agora, não representariam problema.”


Então, Santego para e olha para uma das mãos dele.


“Mesmo que nós tenhamos mantido o treinamento, tem certas coisas que para gente fazer aqui, no mundo dos vivos, é muito difícil ou consome muita energia de vida. Quando não são esses dois limitadores, as técnicas mais avançadas consomem minutos de vida. Acho que eu e Michael, já devemos ter gastado quase que uns dois meses de vida fazendo as missões por aqui. Analisando a situação, numa luta contra Armurais aqui na Terra ... Quanto de vida vamos precisar gastar? Nós e todo o pessoal que luta aqui por baixo também. Aí, nessa confusão toda, temos o Nori ... Um jovem com poderes, mas que não sabe usar nenhum deles direito e nem quer aprender a utilizá-los.”


Olhando pra cima, Santego, simplesmente, suspira.


- Ah! Mundo cruel! Ah! Mundo injusto! O cabelinho de grama só sabe fugir das aulas.


Então, uma voz atrás dele ...

 

- O senhor está falando do Nori, professor Santego?


Uma voz surge inesperadamente e quase mata o professor de susto. Santego arrepia até o cabelo. Ao virar para trás, ele responde tentando manter a postura.


- Ah! Oi Rubera! Como você está? Sua mãe vai bem! Ela tá bem! Poxa ... Faz um tempão que não vejo a Doutora Lívia. Toda reunião de pais ela nunca pode vir.


- Ela está muito bem professor Santego. Entretanto, eu a vi bem preocupada. Está acontecendo alguma coisa? Eu já perguntei pra minha mãe, mas ela, como sempre, diz que sou uma pirralha de 14 anos e que assunto de gente adulta não é pra mim. O que houve? Por que, após esses meses todos, só agora vocês estão forçando o Nori a ficar dentro de uma sala de aula? Ele é um aluno que o professor Michael diz ter sido transferido, mas, caso não esteja enganada, os casos problemas são enviados para outra escola modelo. Estou certa? Eles não são direcionados pra para cá, onde temos eu e a Soraia, filhas de antigos lutadores das Guerras Astrais. Além disso, apesar de vocês não abrirem o jogo, acho que tem mais alunos com habilidades especiais por aqui.


- Calma Rubera!


O professor de química, sem saber como reagir, coloca a mão atrás da cabeça e coça a nuca todo sem graça. Pensando em algo para falar, ele tenta improvisar na tentativa de ganhar tempo.


- Eu não entendo por que, dentre todos os professores, você me escolheu para ser seu alvo de perguntas sem fim? Você parece uma metralhadorinha imparável às vezes ... sabe?! Eu não sei sobre mais alunos com poderes aqui ... kkkkKKKK! Que isso?! Tem isso aqui na escola? Os pais de vocês que são poderosos. Vocês são filhas adotivas deles, pessoas que eles amam e querem proteger. É só isso que sei ... Outros alunos com poderes aqui é uma hipótese bem interessante Rubera, mas furada ... Desculpa.


- Professor Santego! Ora ... Ora ... Não se faça de desentendido. Não pra cima de mim. Eu tenho certeza de que o Senhor sabe a finalidade dessas duas tatuagens que eu carrego nos braços. Além disso, a Soraia, sempre anda, pra cima e pra baixo, com um colar no bolso. Eu já a vi com olhos brilhando ao segurar aquilo. Para completar ... Os alunos do segundo ano possuem um desempenho fora do padrão nos esportes, mas sempre são impedidos de competirem nos regionais. A escola só manda os piores daqui e nunca passamos do 5º lugar nas competições esportivas.


- Que isso Rubera ... Todas as olímpiadas de estudo a escola sempre tira o primeiro lugar ... Não rebaixe seus colegas. Vamos mal nos esportes por uma questão de sorte. Além disso, você já viu alguém levitando alguma coisa ou colocando fogo sem querer em algo?


- Não professor Santego, mas falta pouco para isso acontecer! Por isso, gostaria que o Senhor poupasse o meu e o seu tempo, o qual nós poderíamos estar usando para ficarmos mais fortes. Dessa forma, professor Santego, o que está acontecendo?


- Gente! Vocês me acham bonzinho ao extremo! Por isso que eu sou sempre o alvo das perguntas de vocês! Só pode ser isso ... Você e Soraia poderiam combinar de fazerem essas sessões de interrogatório juntas.


Quando Santego se dá conta, Rubera está mais branca que um floco de neve e o sangue parece ter tirado férias do rosto da garota. Após dar um passo pra trás, ela começa a gaguejar.


- O ... Ô ... O ... Obri ... bri ... gada professor Santego. Te ... tenha um bom dia!


Rubera sai apressada pelo corredor. Cada vez mais longe, ela vai tentando se justificar, tropeçando nas palavras e nos passos, que está atrasada para a próxima aula. Então, do lado de Santego, uma mão toca o ombro do professor. Sem mistério ou rodeio, Dufy, segurando um café quente, alerta ao amigo.


- Você precisa sorrir menos e ser mais duro com eles, às vezes, Santego! Além disso ... De nada ... Eu te salvei de outra sessão chatice de perguntas sem sentido de um bando de garotinhas jovens, que acham que a Guerra Astral foi uma grande e feliz aventura no parquinho!


- Poxa Dufy, deixa eu agradecer antes de você falar “de nada”. Ainda assim, obrigado! De verdade! No fundo, elas acreditam que aguentariam saber e não surtariam se a gente contasse o que foi aquilo. Pega leve com elas. Elas não lutaram contra as coisas que nós lutamos.

 

- Pego leve nada! Temos um novo problema pela frente e um bando de alunos que acham que podem ajudar. No final, esses pirralhinhos inocentes tão mais para virarem comida de Armurai do que reforço. Deveríamos ter ficado mais passos à frente do inimigo. Agora deixa eu ir. A Tilai tá vindo aí atrás. Acho que ela quer falar com você. Ah! Além disso, toma! Não vou precisar mais desse café! Sei que você não recusa café. Esse aqui é pura cafeína! Peguei do armário do Michael!


- Brigado Dufy! PUXA! Esse aqui é dos bons! O Michael é mão de vaca com muita coisa, mas pra café ele abre a carteira! Aquele que a Ju bebe tem mais gosto de caramelo do que de café.


Já ao longe Dufy só grita.


- Bebe rápido, pois a Tilai está séria demais.


Santego, então, vira-se e vê a Tilai já bem próxima. Ao ver que a moça está cheia de livros na mão, o professor bebe o café num gole só e corre pra ajudar a jovem. Quando pega alguns dos livros que ela carrega, ele percebe que estão mais pesados do que nunca.


- Nossa Tilai! Você precisava carregar isso tudo mesmo? Não tinha ninguém pra te ajudar?


- Infelizmente, não Professor Santego ... Estou vendo o registro dos alunos do segundo ano. Tem algo estranho, pois o professor da turma 2001 alegou que tem uma cadeira vazia. Ele disse que ontem ela estava assim também. Só que nenhum dos alunos está dando falta de um colega de turma.


- Ué! Estranho ... Bom ... Como temos registro do nome de todos nos livros mágicos, se alguém foi apagado do mapa e as memórias dos alunos desfeitas no processo, vamos conseguir descobrir quem está faltando.


- Isso mesmo professor Santego.


Os dois seguem carregando os livros até a sala de professores, que já está vazia, sem Juliana ou Nife. Após colocarem os objetos sobre a mesa, eles começam a desfolhar os 10 livros. Depois de algum tempo, finalmente, eles encontram uma parte que contém o nome dos 40 alunos da turma 2001. Então, Santego nem perde tempo.


- Tilai, pega a lista de presença que o professor da turma tinha passado para a secretária do turno anterior.


Ao conferirem os nomes, eles percebem a ausência de um: Dirane Nilkes. A jovem é uma órfã que conseguiu uma bolsa na escola modelo. Todos os dias, após as aulas, ela volta direto para o orfanato. Além disso, não há registro de lugares que ela goste de visitar ou atividades que faça como lazer. Tudo na vida da Dirane se resume a estudar e ajudar no cuidado do local onde mora. Então, Santego comenta.


- Eu lembro dela ... Os amigos esquecerem, mas eu não. Então, isso deve significar que não é uma magia forte. Eu substituí o professor deles no mês passado. Ela é uma aluna loira, de cabelos encaracolados, muito atenta e inteligente. Eu lembro que ela fez várias perguntas durante a aula e as dúvidas dela estavam em um patamar muito avançado. Acho que, como eu contei pra eles que sou o vice coordenador das turmas de engenharia química da faculdade Son-On, amparada aqui pelo Deus Odin, ela se sentiu mais à vontade para fazer perguntas que não teria coragem de fazer ao professor habitual deles.


- Então ... Temos um caso de aluno desaparecido professor. Em meio a tudo que já está acontecendo ... Isso pode ser um problema mais grave?


Em meio a pensamentos, Santego analisa o quão ruim, para todos, seria a informação de que um aluno da escola modelo desapareceu. Além de Tilai e Juliana Tori, que são humanas comuns e sem poderes, há outros funcionários como elas e que foram alertados sobre a criação de novas Armurais. Ponderando vários cenários possíveis, Santego acha melhor inventar algo.


- Talvez sim ... Talvez não. Naquela turma, tem um grupo de quatro alunos que já estão dominando alguns feitiços pequenos. Só espero, que não esteja rolando abuso de poder aqui dentro. Deixa que eu resolvo isso, antes que Michael ou Dufy descubram. Principalmente a Dufy, pois ela tá que é só sangue nos olhos. Eu não duvido que ela esteja determinada a moer os ossinhos do Nori. Se ela pega alunos sacaneando um colega normal e sem poder.

 

- A professora Dufy iria fazer eles provarem do mesmo veneno. Alguém mais forte, pisando neles.


- É a Dufy! Né Tilai?! Ainda bem que você falou comigo e não com ela. Eu vou no orfanato onde essa aluna mora. Deixa eu ver se alguém não aplicou um feitiço de perda de memória na jovem. Espero que ao chegar lá a Dirane esteja sã e bem fazendo os afazeres dela no local!


- Professor Santego ... Por qual motivo o senhor acha que foi isso?


- Se fosse diferente, teriam levado o Nori, a Soraia ou a Rubera. Não uma aluna órfã sem poder. Tem outros alunos que eles poderiam levar para causar um ataque psicológico mais forte. Além disso, se for uma armadilha, não terá outra forma de sabermos além de um de nós ir até lá.


- Professor, o senhor não prefere que eu vá então?


- Tilai ... Não é à toa que o Michael te elogia um monte! Deixa comigo! Se for uma armadilha, não queremos mais uma desaparecida ... Não é mesmo?! Além disso, eu não vou morrer tão fácil. Deixa comigo! Problema é ... O que faremos com os alunos, se tiverem sido eles que sacanearam a garota?

 

Santego, ao escutar a proposta de Tilai, não se surpreende com a postura da secretária, pois já esperava dela essa atitude. Entretanto, ele não coloca a mão no fogo por todos os outros funcionários, o que considera uma precaução prudente. Sem muitas escolhas, o professor de química conclui que o melhor é ele ir sozinho até o orfanato. Entretanto, sem que ele perceba, do lado de fora, Nori e Sorai escutaram tudo com muita atenção.



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