Jur Secleze: Sonho E Ideias - Capítulo 13 (T1) | Light Novel Universo
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Atualizado: há 20 horas

CAP 13 | Sonho E Ideias
Após ter limpado a sala que usou junto com Nigue e Naira, Jur tirou algumas horas de descanso. Enquanto dorme, ele tem um sonho que o deixa inquieto. O jovem cientista se vê numa floresta composta por plantas que flutuam sobre um solo arenoso e possuem olhos vermelhos que olham na direção dele. Além disso, cada vegetal parece estar parado e apontando um galho na direção do tronco central do outro mais próximo. Até as raízes são utilizadas como possíveis estacas em potencial.
“Isso é um sonho ... Eu devo estar imaginando como será um mundo só com predadores otimizados.”
Então, o jovem, ainda dentro do sonho, caminha numa direção qualquer sem ser alvejado pelos organismos.
“Como pensei ... Estão concentradas demais, mirando umas nas outras ... Se lançassem um ataque em mim poderiam ser alvo fáceis das outras. Então ... Será que isso quer dizer ... Em um planeta de predadores altamente evoluídos, ao máximo de qualquer compreensão, tudo se mantém num equilíbrio estático, pois ninguém quer atacar primeiro e ser alvo de um terceiro predador?”
Ao avançar pelo chão de areia, ele percebe que os grãos, na verdade, são microfragmentos de turmalina.
“Isso faz total sentido ... Sendo o planeta um tipo de laboratório, o que ele terá em abundância é o elemento que dá a capacidade do genoma dessas criaturas se modificarem, no caso a turmalina. Assim ... Será que estou numa floresta ou num tipo de oceano nesse planeta?”
Então, Jur olha para o céu e não vê um Sol ou uma Lua.
- Não! Não é isso! Isso aqui é um sonho. Meu cérebro está processando as informações que vi há pouco e tentando colocar um pouco de ordem no caos. O que preciso fazer é aproveitar esse momento de imersão e vê o que meu subconsciente está tentando dizer. O que eu deixei passar desapercebido.
Numa caminhada que não tem fim, o cientista passa por dunas e mais dunas marrons e violetas, todas formadas por cristais de turmalina. Quando já estava desanimando, ele sente um estrondo violento no chão. Em seguida o céu parece se aproximar rapidamente dele.
- O céu está desabando ...
Inesperadamente a gravidade muda junto com a superfície, pois o mundo vira de lado. Jur começa a cair em queda livre não entendendo o que significa daquilo. Enquanto processa o que está acontecendo ele sente um clarão muito forte vindo na direção dele. O rapaz começa a ser empurrado por uma forte pressão de vento. Quando mais longe ele se afasta do que era a superfície, tudo vai ficando nítido. Uma colossal criatura tinha acabado de abrir os olhos e o reflexo de luminosidade no cristalino do ser estava atingindo Jur diretamente. O estrando foi o monstro levantando e a mudança de plano foi o corpo da besta mudando de ângulo.
- Então é isso ... A evolução de um predador completo é o tamanho? Eu ... Eu ...
Então, Jur despenca da cama onde dorme. Colocando a mão na testa e sentindo um pouco de dor, ele reflete sobre as impressões que tem ao lembrar do que estava sonhando.
- Até a metade do sonho, as coisas fazem sentido. O ser colossal ... Se eu for assumir que, naquele mundo, um predador no ápice de sua evolução seria um Metamorfo de Hospedeiro Gigante, eu devo supor que pegando qualquer espécie animal e evoluindo ela sem parar no tempo eu chegaria em um daqueles monstros. O problema é que os Metamorfos de Hospedeiros não são tão simples assim. As moléculas de cada célula daquelas bestas parecem ser vivas e trabalham numa sincronia mortal impecável. O objetivo delas é acabar com tudo que é vivo, exceto o corpo do Metamorfo de Hospedeiro. As células não só mudam de forma, arranjo bioquímico ou alteram o genoma ... Qualquer coisa que é feita para acabar com o monstro, cada célula parece descobrir o que fazer para se manter integra, exibir uma defesa e proliferar. Elas trabalham individualmente e coletivamente ao mesmo tempo, para que o monstro formado pelo trabalho delas consuma vidas e mais vidas.
Ainda um pouco tonto, Jur se levanta e começa a arrumar a cama. Ainda assim, ele não consegue deixar de olhar para o armário onde guardou as amostras do cometa.
- Apesar de termos certeza de que não há nenhum perigo biológico na amostra ... Eu não cogitei da amostra ser um agente infeccioso. Aliás ...
Nesse momento, Jur dá um tapa na própria testa.
- As balas de DNA foram pensadas para serem um tipo de agente infeccioso contra o Metamorfo de Hospedeiro. Tenho certeza de que Nigue e Naira devem estar tendo mais insights e vamos debater muito ainda antes da viagem. Ainda assim, não irei revelar que peguei essas amostras. Torço que nós três não fiquemos doentes por ter manuseado isso por tanto tempo.
Terminando de afofar o travesseiro, o cientista caminha até a janela e abre as cortinas. Do lado de fora, um ambiente avermelhado de areia escarlate e montanhas carmesim.
- Como será que é o planeta lá? Onde iremos fazer a missão ... Já estou tão acostumado com esse cenário que não me imagino num local diferente daqui. Iremos voltar no tempo e surgir antes do monstro eclodir. Dependendo de onde cheguemos após a viagem temporal, eu, muito provavelmente, terei de interagir com várias e várias pessoas diferentes. Além disso, o idioma. Será que eles já enviaram alguns soldados para aprenderem como as pessoas de lá falavam.
Voltando a se sentar na cama, Jur alonga os braços ... Depois o pescoço ... Em seguida as pernas ...
- Eu vou precisar da Nigue o tempo todo do meu lado. Ela é bem comunicativa, vibrante e cheia de energia. Eu sou só um cara dos genes e códigos biogenéticos que não gosta muito de socializar com estranhos. Eu devia ter escutado o Jor quando pequeno e ter feito muito mais amizades.
Levantando-se, o cientista olha no espelho e conclui.
- Quem dera voltar no passado só pra corrigir isso. Pena que não dá, em termos econômicos!
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