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Jur Secleze: Docilidade Furiosa - Capítulo 17 (T1) | Light Novel Universo

  • Foto do escritor: Light Novel Universo
    Light Novel Universo
  • 23 de fev.
  • 4 min de leitura

Atualizado: 1 de mar.

Capa da Light Novel Jur Secleze: Docilidade Furiosa - Capítulo 17 - Temporada 1


CAP 17 | Docilidade Furiosa



Na sala onde Nigue trabalhou a noite e madrugada inteira, a jovem está sentada numa cadeira e exibe uma expressão irritadiça. Mordendo a ponta de uma caneta, ela desfolha um conjunto de papéis que foram impressos ali mesmo faz pouco tempo. O pé esquerdo da jovem não se controla e bate, continuamente, no chão como se tivesse vida própria.


- Não ... Ele não fez isso?! Tá faltando amostra nesse relatório. Eu lembro da quantidade certinha, em picogramas que a gente utilizou em cada rodada de sequenciamento. Qual é a dele?


Então, Naira abre a porta e, antes mesmo de dar bom dia à amiga, já percebe uma aura carregada em volta da outra pesquisadora.


- Bom ... Bom ...


- Bom dia é o cacete Naira! Eu vou esfolar o Jur! Que que ele tá pensando? A gente não combinou de enviarmos as amostras não processadas e até as que a gente modificou nos testes de ontem para os Quatro Magníficos? Eu tô revisando o relatório de baixa e tá faltando! TÁ FALTANDO!


Então, Naira se aproxima devagar até onde as amostras estão guardadas. Ela conta e fica em silêncio. Depois, com calma, pega o relatório na mão de Nigue é dá uma conferida.


- Nigue ... A gente já tava tombando de sono. Tem certeza de que você não se confundiu.


Então a jovem levanta as duas mangas da camisa e releva várias anotações nos braços e pulsos.


- Naquela correria toda, eu fiz cálculos onde tava mais perto pra anotar. Diz! Tá vendo essa valores! Não batem com o que tá aí.


Naira, gesticula e pede um instante para a amiga. Em seguida, ela vai até a porta da entrada e confere se o laboratório externo ao lugar ainda está vazio. Não percebendo qualquer tipo de presença, ela fecha a porta e aciona o isolamento acústico.


- Ele só fez o que eu, também, tive vontade de ...


- Tão de SACANAGEM com a minha cara?! Eu que peguei essa amostra lá no armazenamento. É MEU NOME QUE TÁ LÁ!


- Calma Nigue! Eu sei e, certamente, o Jur sabe também! Só pensa comigo. Existe a chance, por menor que seja, dos Quatro Magníficos não considerarem essa amostra da mesma forma como nós estamos tratando?


- Como sendo um pedaço de corpo de monstro que muda forma e só isso ... Existe! E Daí!


- Se essa for a chave para vencer os Metamorfos de Hospedeiro temos a obrigação de irmos até o fim tentando estudá-la. Deixar tudo nas mãos dos Magníficos não é justo. Além disso, eles já devem estar sobrecarregados, analisando diversas alternativas para deter o Ex-Quinto Magnífico.


Nigue não responde a amiga e se levanta.


- Nigue ... Nigue ... Calma!


A jovem está com o rosto vermelho e cada passo dela parece que vai derrubar o chão. Ela abre a porta e nem fecha. Naira, por sua vez, só coloca a mão no rosto.


“Eu devia ter preparo o espírito dela para a possibilidade da gente ficar com algumas amostras para estudo.”


Todos conhecem o temperamento de Nigue, mas as pessoas estranham o péssimo estado de humor que ela se encontra. Ao passar por Jor Secleze, o irmão mais velho de Jur, ela esbarra no rapaz e nem pede desculpas.


“O que aconteceu com a Nigue? Ela passou como se estivesse com ódio de mim?”


Após alguns minutos, ela chega até o alojamento de Jur. Ela vai bater à porta, mas vê uma mesinha com um vaso de planta do lado da entrada. Então, som estrondosos podem ser escutados por todo o corredor. A jovem, simplesmente, tirou o vaso de planta e pegou a mesa para esmurrar a porta do quarto de Jur.


- ABRE!! JURRRR!!! ABREEEEE ESSA POOORTA!!! ANDAAAA!!!!


Alguns saem dos dormitórios para ver o que está acontecendo, mas Nigue não para. Então, Jur abre, mas antes que possa falar qualquer coisa, a pesquisadora entra no local, puxa o rapaz pelo braço e bate a porta.


- Euuuuu ... Eu vou ... vou sussurrar ... pra ninguém lá fora escutar. Cadê!


Jur, já sabendo do que se trata, anda em direção ao armário e pega uma caixa de armazenagem prateada.


- Jur! Jur ... O que você tem na cabeça! Isso é material que a gente não pode tratar como sendo nosso.


- Eu estava esperando ver você e Naira ...


- Acho bom mesmo! Eu vou acrescentar no relatório que ficamos com algumas para estudo aqui. Anda! Dá essa caixa!


Sem ter reação, Jur entrega o item para amiga.


- Agora Jur, volta a dormir que você quase causou um problema colossal por falta de sono. Onde já se viu. Subtrair amostra sigilosa de estudo. A Naira já imaginava que você ia fazer isso ... Agradece que eu sou sua amiga ... Outra pessoa teria acabado com sua carreira hoje. Agora vai descansar que temos trabalho pra fazer quando você acordar!


Antes que o rapaz pudesse se defender, Nigue sai do quarto um pouco menos irritada. Ao ver as pessoas olhando ela encara a todos. Imediatamente, todo mundo fica com medo e ... desaparecem da vista dela.


“Bem melhor assim ... Que começo de dia ...”


No quarto, Jur volta a deitar. No armário onde estava a caixa, um relógio muda de forma e revela ser a amostra não processada que estava na caixa. Sem que Nigue imagine, ela leva um lenço que teve os átomos recombinados pela criatura para se parecer com o que ela foi buscar.



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