Jur Secleze: Escolhendo Alvo - Capítulo 19 (T1) | Light Novel Universo
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Atualizado: há 22 horas

CAP 19 | Escolhendo Alvo
Após Jor e Jer conferirem todas os sensores e alarmas da base, juntamente com toda a equipe de segurança, nada de perigoso foi encontrado. Isolados num corredor, fora da sala de monitoramento, os irmãos conversam em particular.
- Jor você não pode ter ficado preocupado em excesso com alguma coisa? A missão, para voltarmos ao passado, não pode ter mexido com o seu psicológico e isso causou uma sobrecarga?
- Jer ... Eu já vi muita coisa estranha desde que implantaram esse braço em mim. Além disso, eu tenho o psicológico bem forte meu irmão. Acho que se não quebrei mentalmente até hoje, não quebro mais. A única coisa estranha que aconteceu foi a Nigue, que passou por mim soltando fumaça. Ela mandou eu dar uns conselhos para o Jur, mas ela falou com um tom de voz de namorada contrariada. Eu até pensei que os dois tivessem começado um namoro.
- Quem!? Jur e Nigue? Nãoooooo .... A Nigue é muita areia para o caminhãozinho do nosso maninho. Eu acho que ali é só amizade mesmo. A relação dos dois é que ela é dominante. O Jur fica com receio de a magoar e ela sabe que nosso pobre garoto aguenta uns estresses de vez em quando.
- Que relação mais estranha ... Tem certeza que não tão namorando escondido.
- Escuta o que tô dizendo! Estão não! Ali é só amizade mesmo. Agora ... Isso não seria motivo para o seu braço ficar igual a um pisca de Natal.
- Não mesmo. O direto acha que pode ser algo relacionado à missão. Uma premunição. Só que eu não ... Não levo fé que seja isso.
- Rapaz ... Nem eu ...
No quarto, Jur está desacordado e a amostra biológica está ao lado dele. Então, o estranho amontoado de cristais se transforma numa lâmina com olhos e começa a superaquecer. Em um golpe único, o ser corta o braço de Jur, o qual continua apagado. A estrutura começa a colapsar e se desfazer em inúmeros cristais que revestem a parte do corpo amputada. Em segundos, o braço não existe mais e uma massa amorfa começa a se retorcer de um lado para o outro. Jur não sangra, pois a lâmina cauterizou enquanto cortou. Além disso o jovem parece estar sedado. Então, a massa avança devagar até ele e se gruda na altura do ombro do membro arrancado. Ela começa a se remodelar e formar um novo braço para Jur. Minutos depois, ele acorda sonolento.
- O que aconteceu ... Eu cai e apaguei ... Será que as descargas de eletricidade estática, liberadas pelo braço do meu irmão, afetaram o campo magnético desse quarto e eu acabei tendo um tipo de efeito colateral?
Jur tenta mover o braço direito, mas ele não responde.
- Estranho ... Meu braço está pesado ...
Então, uma descarga elétrica percorre o corpo do rapaz. Ele leva um susto, mas, enquanto se levantava, novos nervos cresceram a partir do ombro para ele poder ter controle sobre o braço. Jur sua frio.
- Que sensação estranha foi essa. Eu senti uma mistura de medo, pavor e arrepio ... Algo indescritível.
Indo até a porta do armário, ele pega uma camisa e se veste. Depois começa a verificar se o braço está mexendo normalmente, mas percebe que alguns comandos o membro não está realizando como deveria.
- Eu devo ter dormido por cima do braço por algum tempo. Deva ter sido isso! Agora, preciso ir falar com a Nigue e a Naira.
Após caminhar pelos corredores, Jur sente o ombro direito latejando um pouco. A sensação incomoda, mas ele acha que não deve ser nada demais. Após chegar para falar com Naira, a moça o coloca sentado numa cadeira.
- Naira ... Descul ...
- Não! Seus níveis de antimatéria estão estranhamente elevados Jur. Fica sentado aí que eu vou checar com um scanner.
- Naira ... Pode ter sido porque eu fui exposto a eletricidade estática liberada do braço de Jor, agora pouco ... Tem nem umas duas horas.
- Pode ser isso, mas deixa-me confirmar. A gente já tinha concluído que a amostra de ontem não tinha nenhum risco para saúde, mas eu sou muito cismada com essas coisas.
Naira passa o scanner em Jur, um pequeno aparelho do tamanho de um celular e constata que a maior emissão tá vindo do braço direito, um pouco abaixo do ombro.
- Você sofreu algum arranhão nessa parte que pudesse ter ficado exposto ao material de ontem Jur?
Não Naira! Nem depois que terminamos os experimentos. Falar nisso ...
- Não se preocupe. Já conversei bastante com a Nigue e ela está mais calma. Acho que o estresse dela foi de ter sido a última a saber. Eu já imaginava o que você iria fazer.
- Ainda assim, a Nigue teve toda a razão de brigar comigo. Eu, depois, fiquei pensando que poderíamos ter simplesmente ...
- Dito que ficaríamos com uma amostra aqui. Ela encheu os meus ouvidos dizendo isso também. Não se preocupe, pois não foi só você que deixou de cogitar essa possibilidade. Eu também.
Naira avalia os outros parâmetros fisiológicos do amigo e confirma que ele está saudável.
- Bom, agora que você já passou por um exame médico completo feito por mim Jur, vamos voltar a arrumar nossas coisas.
- Eu já tô com tudo arrumado Naira.
- Como?!
- Então ... É que tenho muita pouca roupa para organizar. Eu quase não saio muito. Arrumei tudo em menos da metade de um dia.
- Nossaaa ... Jur! Você precisa de uma vida social. Pode ter certeza! Faz bem!
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