Duon Naliart: Refém Inocente - Capítulo 18 (T1) | Light Novel Universo
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- 22 de fev.
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Atualizado: há 3 dias

CAP 18 | Refém Inocente
Kronfo entra na sala que acabou de abrir com o cartão do cientista que havia assumido a forma. Entretanto, diferente de todo o cuidado e discrição que teve para entrar na base, ele está com a forma normal, de um híbrido de homem com salamandra. Ele olha na direção dos técnicos e cientistas, os quais estão achando se tratar da brincadeira de um colega. De repente, um grito de uma mulher ao fundo da sala.
- ALI! No chã! Tem um corpo! Olhem o sangue no pé do monstro!
Antes que todos pudessem expressar qualquer tipo de opinião, Kronfo saca duas pistolas e, em poucos segundos de tiros frenéticos e milimetricamente mortais, ele acaba com todos que estavam na sala.
- Agora vamos ao composto que o Pianista pediu. Segundo ele, o item está dentro daquele cilindro central e apresenta uma viscosidade de petróleo, apesar da coloração verde turquesa.
Kronfo caminha devagar e escuta uma porta abrindo. Então, ele vê uma menina de oito anos saindo de dentro do lugar.
- Ah Merda! Esse lugar tinha uma segunda sala.
Do lado de fora, a segurança está isolando os andares inferiores pois já sabem que um invasor liquidou uma equipe inteira de pesquisadores. Nisso o chefe dos seguranças começa a passar orientações aos soldados.
- Atentos! Temos outras pessoas lá embaixo, mas já isolamos as salas onde elas estão. O inimigo só pode ficar onde estar ou tentar sair para fora. A única saída são os elevadores ou então a escada. Vimos que ele está com uma menina como refém. As câmeras internas foram destruídas e não sabemos se essa garota ainda está viva. Seja como for, nossas ordens são abater o inimigo, custe o que custar. Fui claro.
Como se tivessem sido treinados a vida inteira para aquele momento, os soldados batem continência e confirmam que não deixaram o invasor fugir. Dentro da sala, Kronfo está envolvendo a boca da garota, desacordada, com uma fita lacre.
- Eu realmente pensava em pegar alguém como refém. Entretanto, eu havia pensado em fazer isso com um dos guardas e não com uma pirralha. Bom ... Não sei o que você tava fazendo aqui e nem quero saber. Esse local deveria ser de acesso restrito.
Alguns pensamentos começam a passar pela cabeça de Kronfo, após ele dizer essa palavra.
- É mesmooooo .... O que uma menina está fazendo por aqui?
Ele olha para garota desacordada, mas julga não ter tempo para acordar a pobre vítima. Do lado de fora os soldados começam a descer as escadas que dão acesso aos andares inferiores, quando começam a escutar batidas fortes de algo colidindo com estupidez e brutalidade contra estruturas metálicas.
- ALGO AVANÇA! TODOS EM POSIÇÃO! Avisem ao comandante lá em cima.
No andar térreo, todos os seguranças e soldados estão olhando os monitores que mostram a equipe que está avançando. Então, a porta, feita de metal pesado, do elevador térreo é arrebentada, sendo lançada com imensa velocidade contra quem tivesse pelo caminho. Ela vai avançando até colidir com uma parede, deixando um rastro vermelho pelo caminho.
- ATIREM NO MONSTRO!
Os que estão de pé descarregam toda munição que possuem no alvo, mas o ser pega corpo da menina para fazer de escudo. Obviamente, os dois acabam sendo destroçados pelos disparos. Nesse momento um dos guardas se aproxima, com olhos cheios de lágrimas, por não terem conseguido salvar a refém. Ao chegar mais perto e se abaixar, ele grita aos demais.
- É de metal! É uma androide!
Alguns respiram aliviados, mas outros soldados não demonstram qualquer tipo de emoção. O chefe caminha na direção do corpo do híbrido.
- Se afastem ...
Devagar, ele coloca um dispositivo perto da cabeça do monstro.
- Se afastem todos! AlfaTrovão03, quando todos estiverem longe, detone.
Em alguns minutos, estilhaços do invasor voam para todos os lugares. Em pouco tempo, os diretores de outras unidades de pesquisas começam a serem informados sobre o ocorrido. Em uma sala, que lembra as instalações de um submarino, um homem loiro está de pé e toma um café. Ele usa um uniforme militar, tem longos bigodes e a tatuagem do número 71 perto do queixo. Ao lado dele, está uma menina igual a abatida pelos guardas. Então, o chefe daquela instalação de pesquisa comenta com a máquina.
- Aquela tonta não terminou de assimilar o composto ... Agora teremos de começar todo o processo de síntese novamente. Tem alguma ideia da razão pela qual ela foi neutralizada com tanta facilidade?
- O senhor pergunta isso por causa das câmeras de segurança. O que elas captaram antes de serem destruídas pelo invasor. Acredito que pavor ou pane de processamento de informações. Fomos alimentadas com um extenso código de programação, mas não me lembro de nada relacionados a seres com cabeça de salamandra. Ela ...
- Bugou ... O termo foi esse. Quando, talvez, ela identificou que ele seria uma ameaça, o animal já a tinha dominado. O que me pergunto ... Acaso? Planejamento? Como o invasor sabia que ela ficaria paralisada?
- Suposições ... A unidade será refeita em algum momento. Já se passaram 3 horas após a neutralização do alvo. Ele é mesmo um Sefeno? Por que não tínhamos registros deles em nossos bancos de dados?
O homem termina o a bebida e coloca a xícara sobre uma mesa.
- Eu sou um gerenciador ... Um administrador de setor. Pergunte para quem programou vocês ou pra quem pagou por vocês. De uma forma ou de outra ... Não fique chateada. Agora vocês têm informações sobre os Sefenos.
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