Duon Naliart: Composto 664 - Capítulo 17 (T1) | Light Novel Universo
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- 22 de fev.
- 4 min de leitura
Atualizado: 27 de fev.

CAP 17 | Invasão Na Aisker
Kronfo continua fazendo a limpa no Instituto de Pesquisa da Aiker. Ainda sem perceberem o ataque nos corredores internos da instalação, dois batalhões de guardas saem do complexo e vão em direção das cercas que estão dando problemas, pois todos da segurança acreditam que algum inimigo possa estar tentando uma invasão por lá. Como todos acreditam que possa ser um perigo pequeno e passível de ser neutralizado do lado de fora, nenhum membro da equipe ou funcionários internos é avisado do código de perigo. Dessa forma, os dois cientistas que caminhavam no corredor, após a pausa para o café, chegam até perto do saguão onde irão pegar o elevador para os pavimentos mais inferiores. Droisrre e Filrremam andam rápido, quando o primeiro lembra de algo.
- Eu vou dar um pulo no banheiro. Você me espera?
Filrremam não entende a pergunta.
- O daqui do corredor? Não dá pra segurar até lá embaixo? Você sabe que tem banheiro lá embaixo, não sabe?
- Eu sei! Pode parecer bobagem, mas o sabonete líquido que usam lá parece que foi diluído em água, não tem cheiro e não espuma.
- AH! Faça-me o favor! Novato, nem continua a falar. Vai logo no banheiro que te espero. Onde já se viu! Temos um monte de coisa e você preocupado com a marca do sabonete líquido.
Droisrre corre rápido em direção a uma pequena porta!
- EU JÁ VOLTO!
-VAI LOGO! OH! MÃOZINHA DE REALEZA!
Perto dali, Kronfo joga uma mão dentro de uma lixeira. A parte do corpo pertencia a um cientista chefe do setor e o híbrido precisou da impressão digital do homem para acessar aquele andar protegido. Inesperadamente, ele escuta um barulho. Temendo já ter sido descoberto, ele abre uma porta que dá acesso a um corredor que leva para um pátio externo. Na sede de monitoramento, os vigias trocam informações com os soldados em campo.
- Vocês, então, confirmam que a cerca Sul foi corroída?
- Correto Bravo 9. Repito! Correto. Não há sinal de danos nas cercas eletrificadas. Você pode confirmar se isso não foi uma distração.
- Vou conferir. Avise ao novo batalhão que está chegando aí que todos devem regressar. Podemos ter ...
Inesperadamente, um dos guardas do segundo grupo que chegou no local começa a atirar nos outros. A ação inesperada pega todos no local de surpresa. Os vigias, da sala de controle, olham aterrorizados, pelos monitores, a velocidade e brutalidade com que o soldado vai acabando com os “colegas”.
- 995 Delta! O que você está fazendo pare! PARE IMEDIATAMENTE!
- NOVATO! CALE A BOCA! Avise as outras unidades que estamos sobre ataque. Acione o alarme e avise a todos os pesquisadores que devem ir para os casulos de segurança.
No banheiro Droisrre reflete sobre algumas coisas.
- Ao sair daqui, ainda preciso passar no mercado. E depois na farmácia.
Do lado de fora, Filrremam reclama.
- Como ele demora tanto! Ele vai morar nesse banheiro?
Alguns segundos depois Droisrre sai secando as mãos no ar. Ele as balança para que as gotículas de água voem e se espalhem pelo ambiente.
- O banheiro daqui sim tem um sabonete líquido de verdade.
- Que seja! Vamos logo. Vamos pegar penalidade por chegarmos atrasados.
Os dois pegam o elevador e o clima parece normal na unidade, com nenhum tipo de alarme tendo sido emitido. Então, Droisrre não controla a curiosidade.
- Eles nos mandaram para qual sala agora?
- Verdade! Eu não disse. Estamos indo para a sala Gama14B. Nossa tarefa é fazer um levantamento nos resultados de cromatografia e solubilidade do composto 664. Algum dia eu ainda irei surtar por tantos números e letras.
- Isso pra mim é o de menos. Eu fico é preocupado da gente tá validando coisas perigosas que serão usadas contra pessoas inocentes.
- Não pense assim, se não você não vai conseguir trabalhar aqui. Além disso, quando uma pessoa quer fazer mal a outra, faz de um jeito ou de outro. A culpa não é do composto “A” ou “B” que criamos aqui.
Então, finalmente o elevador chega ao andar de destino. Os cientistas seguem até o setor. O mais experimente tira do bolso um cartão magnético, o qual ele passa na fechadura. Depois, é feito um reconhecimento de retina e de voz.
Na sala de monitoramento, o vigia mais experiente indaga a demora, mas o outro diz que as linhas estão inoperantes. Nesse momento, os dois veem, pelos monitores, que o atirador foi contido por cinco colegas.
- Eles conseguiram deter o inimigo! Isso!
No pátio externo, os soldados tiram o capacete do traidor, mas um homem comum está com os olhos amarelados e a boca amordaçada. Ao tirarem a mordaça, o soldado grita desesperadamente!
- A RAPOSA DOURADA! ELA! ELA MANDOU VOCÊS! VOCÊS QUEREM A MIM ...
O homem repete essas palavras, freneticamente, e está, visivelmente, enlouquecido.
Nos corredores do segundo andar subterrâneo, os dois cientistas chegam à porta da sala onde eles irão trabalhar. O mais experiente retira um cartão de acesso do bolso e, em alguns milissegundos, corta o Droisrre ao meio. O novato nem sente o que o acertou.
- Deu trabalho chegar ate aqui ... Agora vamos levar o composto 664.
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