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Duon Naliart: A Caminho Da Hidroelétrica - Capítulo 15 (T1) | Light Novel Universo

Atualizado: há 3 dias

Capa da Light Novel Duon Naliart: A Caminho Da Hidroelétrica - Capítulo 15 - Temporada 1


CAP 15 | A Caminho Da Hidroelétrica



Krunre, conhecido como Pianista, está chegando de carro até a uma região isolado da capital. A paisagem é belíssima. Uma vasta extensão de água, a perder de vista, projeta-se no horizonte. A estrada, onde eles estão, parece emanar um silêncio profundo e acolhedor, o qual não é perturbado nem pelo ronco do motor da limusine na qual o vilão se encontra. Dentro do veículo, o homem analisa algumas informações pelo celular. Ao lado dele, um segurança de meia-idade está de olhos fechados, meditando. Os dois não trocam nenhuma palavra.


“Kranfa já deva ter dado as instruções para Krenfe. Kronfo deve estar se dirigindo ao alvo 20 para finalizar a tarefa. Os outros Sefenos estão cumprido com o combinado. Tudo está indo como o planejado. Tão logo, o Jovem Mestre poderá retornar para esse mundo. Ninguém notou nada de estranho com a Inglaterra.”


Krunre fecha o celular e começa a olhar para a paisagem.


- Diga Naijhukiri ... O dia hoje está belo como de costume, não? Não te agrada abrir os olhos e contemplar o espetáculo da natureza. Logo estaremos a vários e vários metros de profundidade da superfície. Esse planeta te desagrada tanto assim?


Ainda mantendo os olhos fechados, o segurança fala sem esboçar nenhum tipo de emoção ou expressão corporal que sinalize desprezo pelo tema.


- Não vejo sentido em contemplar algo que iremos destruir. Não vejo a hora de me vingar pelo que fizeram ao meu povo. Nós poupamos a vida de todo nesse planeta, no passado, e o que tivemos como pagamento foi perseguição e tortura. Não quero lembrar de nada por aqui.


- Eu te entendo. Se estivesse no seu lugar, não gostaria de olhar para um local que só me trouxe tristeza. Entretanto, lembre-se de andar com os olhos abertos dentro da hidroelétrica. Há diversos funcionários humanos por lá. Eles não sabem que você é capaz se mover com maestria mesmo de olhos fechados.


- Por razões extremas, eu faço exceções. Aproveitar o assunto, quanto infectados já existem nesse país?


- Os testes ainda estão muito recentes. Será ótimo, para nossos planos, que toda a culpa recaia sobre o culto à Raposa Dourada de Duas Cabeças. Por sorte, podemos ter a felicidade de algum governo começar a se mexer para pôr fim a atividades desse grupo. Com o principal líder deles está restrito a movimentação só dentro da Inglaterra, os outros com poder de decisão podem meter os pés pelas mãos.


- O seu mestre conseguiu, realmente, pegar o Aisker? Ele não deu um jeito de fugir antes do confinamento começar? Ou pior? Não é um sósia dele que está por lá?


- Não! Pela movimentação do Culto À Raposa Dourada de Duas Cabeças, eu já sei que o Aisker está sendo mantido dentro do looping temporal no qual a Inglaterra foi confinada. Além disso, duas servas do meu mestre já identificaram padrões de energia similar aos do Aisker, apesar dele não ter sido capturado por elas.


- Aquele desgraçado. Tudo que ele desenvolveu foi graças aos experimentos torturantes que realizou com diversos da minha espécie. Eu torço que o seu povo o faça passar por infindáveis sofrimentos.


- Ahhhh! Não duvide da capacidade do Jovem Mestre em produzir sofrimento nos outros. Nosso povo é bem conhecido pelo horror que pode infligir ao inimigo. Agora, vamos revisar o que teremos de fazer na hidroelétrica. Nos andares subterrâneos da Base 4, não seremos incomodados. Precisamos aperfeiçoar o composto sintético que estamos desenvolvendo.


- Uma semana de reclusão para dedicação exclusiva. Espero que, quando tenhamos terminado, as pessoas já estejam prestes a enlouquecerem.


- Fique calmo ... Isso não será da noite para o dia. Esse planeta apresenta várias camadas de energia que precisaremos ir dissolvendo com cautela. Para nosso plano seguir como o planejado, teremos de ir corrigindo o cronograma inicial algumas vezes à medida que contratempos forem surgindo.


- Você fala que ... Alguém pode atrapalhar nossos planos.


- Alguém ... Infelizmente ... Eu tenho acompanhado, com atenção, a movimentação de um detetive singular. Ele tem resolvido diversos casos estranhos e complexos. Já chegou até a atrapalhar alguns pequenos esquemas que eu estava associado. Bom ... Associado não diretamente. Acho que ele é mais do que alguém com bons palpites.


- Diga! O nome?


- Duon Naliart ... O detetive dos casos impossíveis. Eu já fiquei sabendo que a polícia o designou para investigar sobre as alucinações que as pessoas estão tendo com a Lua Dourada.


- Você quem mexeu as “engrenagens” da sociedade para isso?


- Nãoooo ... Foi o nosso teimoso banqueiro, o Dr. Hector. Não bastou o aviso que demos para ele, durante uma das festas que ele organiza. Aquele homem fez questão de receber o detetive para uma conversa a portas fechadas.


- Imagina que ele possa ter contato algo a mais?


- Eu presumo que ele tenha dito tudo o que sabe. Afinal, a neta dela está dentro do nosso seleto grupo de cobaias. Uma pena ... Aquele homem, com tanto dinheiro, não foi capaz de ensinar a filha e os netos a terem o mínimo de caráter possível. A garota, inclusive, vive espancando os mais fracos e deficientes da faculdade onde ela estuda. Tudo sem o avô saber, mas tudo graças à proteção que o sobrenome do banqueiro confere a ela.


- É típico da espécie ... Se forte, subjugam os fracos. Se fracos, armam covardias pelas costas. Eu já vi muita coisa nessas terras que eu não gostaria de ter sonhado, nem nos meus piores pesadelos, Krunre.


- Olhe! Estamos chegando. Será melhor você abrir os olhos e voltar a contemplar um pouco desse singular e desprezível planetinha. Eu já vi coisas horríveis, mas o fazerem por pura vaidade é bem estranho, até para os meus parâmetros. Seja como for ... Temos um composto para finalizar. Um de outros 10 compostos.


- Isso se não surgirem imprevistos ... Como o tal do Duon Naliart. Eu ainda não sei como um simples homem pode te trazer preocupações.


- É que nunca fui adepto da máxima “uma andorinha só não faz verão”. Muitos impérios começaram por causa de uma pessoa. Tragédias, invenções ... Não que eu desconsidere a força do trabalho em grupo, mas não subestimo a garra e poder da vontade individual. Ele me parece ser bem persistente, inteligente e com muita sorte. Há algo nele que eu ainda não sei o que é. Até lá, acho bom manter o homem no radar, não?


Então, a limusine para.


- Você dá as ordens ... Já disse meu preço e você está pagando. Sendo assim, melhor descermos.


- Então ... Desçamos!



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