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Canino Canis: Ilhas Magnéticas - Capítulo 14 (T1) | Light Novel Universo

Atualizado: há 2 dias

Capa da Light Novel Canino Canis: Ilhas Magnéticas - Capítulo 14 - Temporada 1


CAP 14 | Ilhas Magnéticas



Extremamente distante do local onde Oskator e Donabre estão ... Nas ilhas magnéticas, localizadas além do Estado 95, um pequeno comboio militar chega pela costa e desembarca na praia de Naribe. O grupo segue os últimos sinais da moto que Rufiane pegou na sede do exército e enviou para aquela região perdida de tudo. Liderando aquela tropa, dois subcapitães da Divisão Safira organizam os soldados, enquanto revisam os dados obtidos pelos varredores de área. É a primeira vez que aqueles jovens oficiais estão naquela parte do planeta. O mar, o qual toca violentamente a costa, é vermelho férreo e possui uma viscosidade similar a do petróleo. O estranho líquido parece ter vida própria e forma gigantescas ondas, movendo-se mesmo sem a presença de ventos fortes. A atmosfera, apesar de pesada e empoeirada, é respirável. Incrivelmente, as particular que estão em suspensão no ar, ao se aproximarem das narinas, repelem umas às outras, o que permite uma respiração mais pura. As densas nuvens sobre o céu, todas num tom marrom avermelhado, mal deixam o Sol ser visto.


- Esse local me traz uma sensação de medo inexplicável ... Olha que já vimos muitas coisas tenebrosas pelo universo!


A primeira subcapitã, uma mulher chamada Sanda Canco, está sentada do lado de fora de uma pequena tenda que abriga diversos computadores. Ao lado dela, existem diversas antenas que foram mantadas pelo pelotão. Além dessas, “duas colunas” são formadas por milhares de drones que sobem aos céus para criarem uma “Rede de Treliças”, com o objetivo de manter um perímetro seguro para correção de distorções de sinais.


- Eu não me sinto nada segura aqui, mesmo com toda a tecnologia que temos ...


Então, a oficial analisa mais informações e chega à conclusão de que a moto, supostamente pilotada por Rufiane, está seguindo em direção a uma “Estação de Processamento de Tecnologia Antiga”. Imediatamente, ela repassa as informações para o Capitão Najok de Safira, que está na sala dele na capital. O oficial, ao ver as mensagens, transmite instruções pelo rádio de frequência segura.

 

- O Canino deve ter seguido em fuga para algum esconderijo dentro dessa estação. Achem Rufiane, antes que ela o mate. Lembrem das ordens do diretor.


Sem que Sanda pudesse esperar, o irmão dela, subcapitão Rekeno Canco, chega correndo até onde a subcapitã está. O jovem e mais dois soldados empunham armas e parecem desesperados. Numa fração de milésimos de segundos, Rekeno pega o rádio da mão da mulher.


- Comandante Najok! Comandante! É o Rekeno aqui no rádio ... Temos mais problemas! Um dos soldados avistou, por uma parte do céu que está sem nuvens, uma imensa fissura no campo de força aqui na região. Pela emissão de brilho, a falha deve estar com 3 cm de espessura. Em poucas horas, ela deve estar crítica, o que poderá permitir ...


Ao escutar aquele relato, imediatamente, o olhar de Najok muda de brilho e intensidade ...


- Não precisa falar mais nada subcapitão. Eu tinha receio de que um dia isso pudesse acontecer e no final ... Eu estava certo. Nossos detectores não conseguiram identificar essa falha. Mesmo eu tendo pedido por mais medidas de segurança, o Diretor do Conselho dos Cientistas foi negligente e vaidoso demais. Vocês estão aí para executar uma missão difícil, mas já fizeram um ótimo trabalho em identificarem e reportarem, rapidamente, isso para mim. Avise a sua irmã para focar na busca por Rufiane. Diga que ela tem uma hora para concluir a missão. Enquanto a você, prepare os soldados, que estão aí, para uma luta de vida ou morte contra uma possível invasão dos seres de plasma pela fissura. Estou indo imediatamente até o local. Se quem sequestrou o Dr. Credan for do mundo plasma, temos de capturar o Canino e resgatar o Magnífico antes que aqueles miseráveis levem uma das mentes mais brilhantes do universo para o mundo deles.


Desligando o rádio, Najok de Safira passa uma mensagem para uma assistente convocar Donabre e Oskator. Pelo comunicador, enquanto se levanta e pega armas na gaveta, ele detalha mais instruções.


- Instrua ao setor 5F para acharem o Capitão Arqueiro Lecanarfo de Rubi, no planeta Dalkear. Isso deve ser feito para ontem. Informe, ao setor de decolagem, que sejam enviados nove aviões de bombardeio para as ilhas magnéticas. Além disso, os armeiros das fragatas próximas devem preparar os mísseis de longo alcance. Retransmita essas ordens ao Conselho dos Cientistas.


O capitão sai da sala e segue, apressadamente, por um corredor que leva ao hangar subterrâneo, onde são guardadas as “Skites”. Essas são meios de transportes pessoais, que se assemelham a pequenos caças e podem viajar 6 vezes mais rápido que a velocidade do som. Vendo que não há pessoas no corredor, Narjok começa a correr, enquanto cria uma armadura de Safira em volta do corpo. Então, o oficial começa a lembrar do horror que foi a invasão que aquele planeta sofreu no passado, na época da primeira fissura.


“Quando cheguei ao local, braços e pernas das pessoas estavam grudados pelas paredes dos prédios. Aquilo estava por toda a cidade ... Eles não pouparam uma viva alma ... Além disso, os seres de plasma fizeram questão de transmitir toda a sessão de desmembramento por meio das câmeras para todo o planeta. Foram coisas horríveis ... Desde pessoas sendo sufocadas pelas próprias tripas, como outros sendo revirados pelo avesso, como se fossem simples peças de roupas. A habilidade que eles possuem, de manipulação da matéria, foi utilizada para criar cenas de horror indescritíveis.”


Narjok salta pelas colossais escadarias que levam ao subterrâneo, sem ir degrau por degrau ...


“Quando cheguei no campo de batalha para lutar contra as criaturas, os inimigos levitavam câmeras e filmavam tudo como se fosse um show ... Eu, ainda, tentei salvar algumas pessoas, mas foi um esforço em vão, pois elas estavam sendo só usadas como distração.”


Ao lembrar disso, os olhos do oficial se iluminam com uma aura assassina e mortal. Quando, no passado, Narjok se deu conta que os poucos sobreviventes estavam sendo feitos de fantoches para dar vantagem ao adversário, ele entrou num estado de raiva extrema. A explosão de irá e cólera foi tão intensa que, a partir daquele ponto de colapso mental, o capitão começou a vencer os invasores, um por um. Durante a derradeira e cruel batalha, o homem ia revestindo, constantemente, o corpo com couraças e mais couraças de safira, numa velocidade que era impossível para os seres de plasma desmancharem. Fui uma luta brutal, com os oponentes criando lâminas, espadas e serras circulares, ao mesmo tempo que Narjok criava gigantescas aranhas de safira formadas pela reunião de minúsculas aranhas que brotavam do chão e das paredes. Apesar das gigantes criaturas serem desfragmentadas pelos inimigos, elas eram refeitas, continuamente, pelas unidades menores. Na época da batalha, aqueles titãs de oito patas tinham a função de devorar os adversários, que ficavam confinados numa prisão dimensional e se transformavam em estátuas cristalinas azuladas. Em meio ao caos de violência e covardia que foi aquele campo de batalha, Narjok esmurrava diversos invasores, desviando dos ataques de uns e transformando outros em imensos cristais de safira.


“Será igual como da outra vez ... Não poderei parar, desfocar ou, até mesmo, ficar exausto ... Nem por um milésimo de segundo sequer ...”


Na ilha magnética, o subcapitão Rekeno separa 5000 mil soldados em cinco grupos de igual número. Após, ele manda os pelotões A, B e C seguirem para as vilas de moradores daquela ilha e iniciarem uma evacuação urgente.


- Vocês escutaram tropas! O pelotão D ficará na orla da praia para evitar que os inimigos, caso a invasão ocorra, saiam desse lugar. Já o pelotão E, será liderado por mim.


Após as ordens, o quinto pelotão segue para um desfiladeiro ao sul da ilha, provável local para o surgimento dos inimigos logo assim que a falha no campo de força for crítica. No mesmo carro que Rekeno, estão Lorre, Buji e Flori. Os dois primeiros são homens com cabelo raspado e estão com a barba por fazer. Eles preparam as armas contra os seres de plasmas, além de equiparem os coletes com granadas de pulso magnético. Flori é uma mulher de 1,60 de altura, tem cabelo extremamente curto, usa maquiagem de camuflagem no rosto e possui olhos bem apertados. Cabelo preto, ela carrega uma tatuagem tribal de caveiras no braço direito e uma imensa cicatriz no ombro esquerdo que vai até a mão. A jovem se prepara para a batalha, acrescentando um jogo de facas douradas no colete. Então, Lorri sorri para os dois amigos.


- Que dia irmãos! Viemos atrás de um Canino modificado ... Entretanto ... Vamos ganhar uma carnificina ... Espero, de coração, que sejam eles a caírem em batalha ...


Inesperadamente, na metade do caminho, todos os soldados são obrigados a saltar, pois as oscilações magnéticas da ilha, somadas as distorções causadas pela fissura no campo de força, estão desligando qualquer componente eletrônico. Após, Rekeno, empunhando um lança mísseis termonuclear, observa cada detalhe do local e fica preocupado. A arma parece dançar pelo ar, enquanto o subcapitão gira o corpo em 360 graus para que a visão dele possa cobrir todo o perímetro.


- Atentos! Só uma fissura NÃO seria SUFICIENTE para causar esse ESTRAGO nos sistemas elétricos dos APARELHOS E VEÍCULOS!! Devem existir mais fissuras POR CIMA DAS NUVENS! Impossíveis para vermos daqui! É provável que os seres de plasma possam estar aproveitando essa brecha para tentarem criar um portal dentro do planeta.


Após tomar a dianteira do pelotão, Rekeno estimula e encoraja todos os soldados. Rapidamente, ele avança e puxa todos com ele.


- VAMOS TORCER QUE AS ANÁLISES ESTEJAM CERTAS TROPA! Nossos inimigos devem surgir no desfiladeiro! Vamos garantir que a primeira e última coisa que eles vejam em nosso planeta sejam nossa fúria e poder de destruição!


Longe do subcapitão Rekeno, a irmã dele, a subcapitã Sanda, avança com planadores em direção à “Estação de Processamento de Tecnologia Antiga”, um sentido contrário ao tomado pelo pelotão E. Enquanto segue, em extrema velocidade, ela observa que diversos vilarejos, no alto de algumas cordilheiras distantes, estão começando a ficar sem luz. Sem poder fazer nada a respeito, ela teme que aquilo seja um sinal de que um portal possa estar prestes a ser aberto naquela região.


- Isso pode ser muito ruim ... Pior do que já parece ser ... Somando essa área com a do desfiladeiro ... Se for uma invasão ... Os seres de plasma devem estar planejando atacar por cinco pontos diferentes da ilha ...

 

Sanda, acelera mais ainda, colocando a própria segurança em risco por causa da velocidade que está forçando o planador a desempenhar


“Preciso achar Rufiane o mais rápido possível! Ela é a única esperança que aqueles vilarejos, lá das colinas, podem ter nesse momento.”


No céu, as nuvens começam a ficar cada vez mais densas e adquirirem uma coloração marrom amarelado.


- Por favor Rufiane ... Que você esteja percebendo todas essas mudanças e interprete-as como fissuras do campo magnético no céu dessa ilha! Os moradores daqui, provavelmente, irão achar que é só um fenômeno natural sem risco. Olhe para cima, Rufiane! Se prepare! Vamos precisar de você!


No desfiladeiro, os soldados vão se posicionando ... Voando pelo mar, um veículo veloz, feito de safira, avança rasgando o espaço e mais rápido que a velocidade do som. Dentro dele, Nojak corre contra o tempo ... No búnquer da família de nobres que visitam, Oskator e Donabre são avisados sobre a fissura ...


- Vamos irmão ... Se eles conseguirem um ponto de infiltração nesse planeta, tudo estará perdido ...


Num planeta distante, um homem de bigodes castanhos desce de uma aeronave. Ele usa uma armadura de rubi, além de carregar um arco e flechas feitos do mesmo material vermelho escarlate da veste. Andando calmo pela rampa que dá acesso ao cargueiro interestrelar, ele tira o capacete e checa, no pulso, a mensagem vinda da base de Nojak. Imediatamente, o Capitão de Rubi dá meia-volta e faz sinal para os guardas, que estavam na entrada da rampa, ligarem os motores.


- Vamos voltar gente!



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