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Canino Canis: Laboratórios Antigos - Capítulo 20 (T1) | Light Novel Universo

  • Foto do escritor: Light Novel Universo
    Light Novel Universo
  • 28 de fev.
  • 6 min de leitura
Capa da Light Novel Canino Canis: Laboratórios Antigos - Capítulo 20 - Temporada 1


CAP 20 | Laboratórios Antigos



Após Canino acordar no alto do terraço, ele observa que Rufiane está bem. Um pouco sonolento e exaurido, ele entrega, para Iosmem, o frasco com a poeira vermelha do cometa. O mercenário pega o item e guarda, novamente, na microdimensão dele. Alguns segundo depois, o clone de diamante, que estava sentando, levanta-se.


- Precisamos ver se na base militar, que iremos invadir, não terão outras quimeras. Além disso, principalmente, será de grande ajuda se conseguimos algum tipo de equipamento para fazer uma leitura atômica e de estrutura molecular dessa substância que deixa Canino mais forte. Dessa vez, ele foi capaz de enfrentar um Tigre Gigante. Ainda que por curto tempo, foi um feito incrível. Se entendermos como os fragmentos do cometa mudam as propriedades do corpo e da mente de Canino, podemos fazer algo mais potente. Uma substância que permita ele lutar por muito mais tempo.


Rufiane olha, com atenção para o irmão. Ela não entende como é possível que uma simples poeira, de um cometa que ninguém dava atenção, pode dar tanto poder para Canino. Ela lembra das inscrições na placa de identificação daquele item em exposição, mas se recusar a acreditar que aquilo poderia ser verdade.


"Uma magia que faz um ventre morto gerar vida. Não ... Poderia ser uma linguagem figurativa. Se fosse um: corpo morto gerar vida. Nisso, a tradução ficou errada. Algum tipo de biomaterial criado para aumentar a força de outros organismos. Entretanto, como eu e Iosmem não sofremos nenhum efeito. Será que o Dr. Credan teria, de fato, pesquisado mais sobre aquele comenta e inserido em Canino genes de raças de outros sistemas, não catalogados, para criar um Canino que pudesse pensar e agir por conta própria."


A jovem é um posso de dúvidas e lacunas sem fim. Ainda assim, ela tenta não transparecer e demonstra normalidade.


- Agora que meu irmão acordou, devemos ir logo. Não podemos esperar. Se já sabemos que o Dr. Credan não está por aqui, acho que devemos procurar em outra lugar. Esse dispositivo, que Iosmem tem, só existe quatro em todos os sistemas que eu conheço. Basta seguirmos para uma cidade diferente e fazer a varredura do local com ele. Porém, não antes de tirar tudo que pudermos da base que tem aqui! Aquela que eu selei no passado. Vamos!


Então, o grupo se levanta e segue Rufiane, a qual já está de pé e saindo em direção a base militar que fica naquela cidade abandonada.


"Preciso entender mais dessa substância que muda meu irmão ..."


Alguns quilômetros depois, eles finamente chegam numa enorme cúpula de ervas daninhas e flores com rostos de pessoas. Canino, Iosmem e os clones ficam assustados com aquela cena. Entretanto, Rufiane se aproxima e começa a conversar com as flores, que vão respondendo a ela. Uma informa que alguns animais saíram de dentro da base, pois eles tinham permitido, mas que ninguém entrou no local ao longo dos anos.



- Mestra Rufiane, os materiais e energia estão preservados, pois não criamos raízes em locais que pudessem comprometer a integridade da base.


Rufiane, então, faz carinho em uma das plantas e diz que todas foram boas meninas. Em seguida dá ordens para que abram uma passagem para ela entrar com o grupo. Folhas e galhos se rearranjam, fazendo surgir uma entrada. Ao passarem, os cinco percebem que estão num extenso corredor, com quase 200 metros de comprimento. Nas paredes, as flores com rostos humanos começam a saldar a volta de Rufiane, a qual anda sem falar nada. Canino está tenso com a situação, mas não emite nenhum comentário, pois sente como se aqueles rostos, nas flores, fossem de pessoas. Após chegarem no portão da base, Rufiane dá um suspiro e apressa o passo para apertar um código que faz subir, do chão, um elevador.


- Essa base, em teoria, não adianta querer entrar pela porta, pois ela tem um portal que joga a pessoa no espaço. O jeito de entrar é por esse elevador. Como era uma base de cientistas de elite, os experimentos aqui eram importantes demais para deixar qualquer um entrar. Os quimeras devem ter arrebentado alguma parede atrás dessa base ou na lateral. Até darmos a volta para achar onde está o buraco, vamos levar um dia de caminhada.


Canino é o primeiro a entrar no elevador que leva uma pessoa de cada vez. Rufiane é a última apesar de ensinar ao grupo como acionar o elevador pelos botões de entrada da base. Quando todos estavam dentro do local, Rufiane abre um mapa e indica o que Canino e Iosmem devem coletar, além de outras coisas que eles julgassem importantes.


- Meninos, eu vou com os clones na direção da sala de armas.


Canino vai em direção aos veículos e Iosmem para o setor de equipamentos, tendo como missão pegar o que fosse preciso para analisar o pó do cometa. Entretanto, quando o mercenário chega no local, depara-se com enormes máquinas, muito maiores do que ele poderia coletar.



- É ... Preciso tomar uma decisão! Vou usar o tempo que tenho para tentar estudar essa poeira vermelha. Quando o grupo perceber que estou demorando, virão até o meu encontro. Não há nada melhor que eu possa fazer nesse momento. Esses equipamentos são enormes e fixados na própria estrutura e tubulações da base ... Poxa ... Os cara já fizeram isso para ninguém levar tecnologia daqui!


Colocando um pouco do pó num analisador molecular, ele começa as leituras. As aniquilações atômicas parecem emitir sons à medida que a amostra é destruída pelo equipamento, no objetivo de analisar as radiações emitidas e assim determinar os tipos de átomos que compõem a amostra. Ele observa os registros e nada faz sentido, pois parece que aquela poeira é feita de tudo quanto é tipo de átomo conhecido e mais um pouco. É então, que ele começa a focar no barulho emitido. Quanto presta mais atenção, o mercenário parece notar um tipo de linguagem.


- Parecia como se essa substância estivesse querendo falar comigo.


Então, ele entende um conjunto de palavras repetidas em diversas línguas de povos antigos.


- A magia da vida dos mortos.


Ele pode, nitidamente, distinguir essas palavras em, mais ou menos, 10 idiomas ancestrais que ele conhece. Desligando o aparelho, Iosmem pega o pó e leva a um microscópio de alta potência. Nisso, ele finalmente entende. O composto, que ele pensava ser um tipo de cristal ou nanometamaterial pulverizado, na verdade, é um conjunto de células. Elas se movimentavam de um lado para o outro, como se fossem bactérias, mas, pelo tamanho, são só um pouco maiores que o menor vírus já identificado. Pegando o recipiente, onde está a amostra, ele olha, com fascínio, o material.


- Vai ser mais fácil do que pensei. Células precisam de comida. Só preciso saber do que essas criaturinhas se alimentam. Espero que não sejam do Canino! Elas, talvez, atuem como "Usinas Químicas da Vida". Similar e não igual de fato. Talvez, insiram-se no DNA e se remodelem, mas como não são parte original do organismo, com o tempo, elas se "quebram" e o material genético do hospedeiro volta ao normal. Será que aquele metal do cometa seria a fonte de alimento delas? Afinal, essas células viajaram o espaço e só poderiam estar se alimentando daquilo.


Então, ele procura por um armário com amostras de ligas metálicas. Não encontrando, ele pensa no que poderia ser mais possível.


- Aquilo, pela cor e pela facilidade que Rufiane desmontou com um soco, deve ser um tipo de metamaterial de tungstênio do planeta Nelfi, com níquel 10 e algo a mais. Espero que elas não se alimentem, justamente, do elemento extra.


Após um tempo considerável, tentando sintetizar com os materiais que encontrou ali, Iosmem consegue criar um pouco de tungstênio com as propriedades parecidas ao do planeta Nelfi, bem como o níquel 10. Após adicionar um pouco da liga metálica nas células, ele observa o resultado ao microscópio.


- Elas até crescem, duas em um conjunto de 100.000.000 de células. Isso significar dizer que esses dois materiais não são a comida principal dessas belezinhas. É aquele algo a mais, que eu não tenho a mínima ideia do que seja. Resumo. Vou precisar voltar no prédio museu e torcer para achar uma pista por lá.



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