Sunji Nakamura: Os Alquêmicos - Capítulo 15 (T1) | Light Novel Universo
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- 22 de fev.
- 4 min de leitura
Atualizado: 25 de fev.

CAP 15 | Os Alquêmicos
Na Guilda dos Alquêmicos de Norfialtre, Sunji e Rasle chegam com olhares animados e empolgados. Fui uma conversa só durante a viagem. Entretanto, a Coruja preferiu ficar na condução para vigiar o veículo e, também, para evitar muitos comentários dentro da Guilda. Segundo a própria coruja, Sunji deve ser avaliada e analisada pelos funcionários de lá, para que ela possa ganhar a confiança deles primeiro. Se entrassem os três, certamente, alguém iria levantar vários questionamentos sobre as habilidades de Sunji.
- Ali Sunji! Deixa eu te apresentar aquela aventureira logo ali!
Rasle sai correndo em direção a Baren, que está sentada em uma mesa fazendo anotações. O garoto agarra a jovem pelas costas com uma enorme empolgação. Sem querer ele quase sufoca a aventureira.
- Cal .. cal .. Caaaaalma Rasle! Que isso ... Excesso de carência reprimida. Vem cá!
A aventureira bota os braços para trás e num movimento de maestria e força puxa o garoto para frente dela. Imediatamente, ela começa a apertar as bochechas dele como se não houvesse amanhã.
- Então!! Bom né!! Doses de carinho demasiadamente exageradas né!!
Rasle só ri enquanto tem as bochechas amassadas e apertadas.
- Tú sabe que eu gosto e você gosta! Para de bobeira.
Rasle, após as palavras do garoto, sopra, para alto, alguns fios de cabelo que caíram sobre o rosto dela. Além disso, ela dá dois tapinhas de leve na cabeça do jovem que começa a rir.
- Agora pare de besteira e conversa fiada. Eu tava pensando em ir até a aldeia onde você vive para falar com você! A Guilda tá osso duro pra liberar a gente pra fazer missões solo. Só estamos podendo pegar tarefas em dupla ou equipe.
- Baren! Hoje é seu dia de sorte! Eu conheci uma maga a caminho pra cá que parece ser super gente boa! Ela tem até um golem de metal!
- Não é uma golpista não? Tem que se ter um alto nível de poder mágico para dar vida ao metal. Principalmente se for ouro. Ela não criou um golem de pedra e pintou? Já vi gente fazendo isso pra ganhar licenças mais altas em outras Guildas. Onde ela está?
Raslem aponta, timidamente e sorrindo, com o dedo na direção das costas de Baren.
- Ah! Maravilha! Atrás de mim! Ainda bem que não falei mal de alguém que nem conheço.
Rasle, imediatamente, retruca.
- Sugeriu que poderia ser uma golpista.
Baren fica soltando fumaça pelos olhos, mas uma voz suave surge perto dela. Sunji, calma e muito educada, apresenta-se à desconhecida.
- Olá! Meu nome é Sunji Nakamura! Apesar do nosso amiguinho insistir que sou uma maga de alto poder ... Eu tô mais para uma Alquêmica de Plantas. Acho que ajudo mais com poções de cura e aumento de vitalidade.
Baren fica surpresa com a docilidade na voz de Sunji Nakamura. Ela chega a sentir raiva, por alguns segundos, por existir alguém de voz tão acolhedora e calma. Devagar, ela se vira para a protagonista.
- Você é estrangeira! Dá pra identificar pelo timbre da sua voz e pelo estranho acessório pra cabeça que você está usando.
- Ah! Isso aqui? É um boné! Nada demais não!
Então, Rasle, pela primeira vez, nota o item singular que Sunji usou a viagem inteira ... Um boné negro com uma rosa branca como gravura.
- É verdade! Isso é até bem engraçado, mas deve proteger do Sol muito bem! Eu só vi agora.
Mentalmente, Baren acerta um soco na cabeça de Rasle, no mais estilo anime de ser. Ela visualiza-o quase afundando no chão. Entretanto, a aventureira respira fundo e só dá um peteleco no ombro do jovem.
- Verdade que vocês vieram conversando desde a entrada da Guilda e você só notou o boné dela agora Rasle.
O jovem e Sunji ficam em completo silêncio. A mulher de cabelos brancos só coloca a mão no rosto, querendo disfarçar a vergonha alheia.
- Entendi ... Vocês já estavam conversando bem antes ... Agora lembrei ... Você disse a caminho pra cá ... Lembrei agora ... Rasle, você precisa resolver essa sua carência afetiva com urgência. Mais dia ou menos dias, você ainda será pego pela voz suave de um monstro que invade a mente dos aventureiros e replica o que eles mais gostam de escutar.
Rasle não liga para o comentário de Baren e fica saltitando pelo salão da Guilda. Diferentemente, Sunji está um pouco envergonhada, mas tenta falar algo para quebrar o clima.
- Sou de outro planeta mesmo. Longa história de como vim parar aqui. Como não consigo voltar para o meu lar tão cedo, resolvi me inscrever na Guilda mais próxima para ir treinando e melhorando minhas habilidades.
Baren olha com um olhar de desconfiança na direção de Sunji. Ajeita uma das braçadeiras e tira um pouco de poeira que estava na bota dela. Então, após respirar um pouco mais fundo, ela se levanta e fica diante de Sunji.
- Olha! Eu não vou entrar nos detalhes, pois todo mundo que eu conheço tem uma história para esconder. Até o pequeninho que está saltitando ali. Ele não contou tudo da vida dele para você ao longo da pouco interação que tiveram. O que preciso saber é se você não representa uma ameaça a minha vida. Tem muitos aventureiros que deixam os outros para trás no primeiro sinal de risco.
- Baren, eu não quero que quem estiver perto a mim morra, ainda mais se for por minha causa. Eu até falei que sou mais pra plantas do que para combate. Eu não vou em missões que sejam muito arriscadas, não por agora. Eu não tenho muita experiência de luta.
Entretanto ... Baren fica encarando Sunji como se, apesar da voz suave e doce com que a jovem fala, todas as palavras fossem o resultado de um discurso pronto e ensaiado.
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