Sunji Nakamura: O Planeta De Fuar - Capítulo 11 (T1) | Light Novel Universo
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- 22 de fev.
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Atualizado: há 5 dias

CAP 11 | O Planeta De Fuar
Na base onde Sunji Nakamura está, a jovem anda, impacientemente, de um lado para o outro. O robô coruja analisa os dados fisiológicos da jovem, mas a agitação dela não parece ser por causa de um efeito colateral da molécula rara que ela acabou de consumir. Então, a biogeneticista pega um copo com água. Ela olha para o assistente mecânico enquanto leva a bebida até a boca.
- Calma!
Ela dá um gole e quase se engasga. Imediatamente, a jovem dá um tapa no peito e se recupera.
- Calma! Eu sou, naturalmente, assim. Estou pensando em qual tipo de arma aprender a manusear. O que acredito ser mais útil seria uma arma laser!
- Senhorita Sunji. Agora, eu quem peço calma para a senhorita. Durante esse tempo todo, não tivemos tempo para conversar sobre como as coisas funcionam nesse planeta. Entretanto, visto que a sua busca em conseguir sintetizar a biomolécula rara chegou a uma conclusão com êxito, vejo ser oportuno contar diversas informações sobre esse para a senhorita.
- Lógico! Eu só fiquei sabendo das atrocidades que aquele maluco faz com os habitantes daqui. Eu nem dormi durante todo esse tempo. Estava tão focada em replicar meus experimentos na Terra que não tive tempo de pensar nesse detalhe. Agora ... Vamos ter tempo de 24 horas até eu fazer um segundo teste com os morangos.
Enquanto o robô aciona alguns dispositivos que projetam imagens holográficas no laboratório onde eles estão, Sunji se senta numa cadeira.
- Senhorita Sunji. Como a senhorita me deu algumas dicas sobre constelações que gostava de ver quando criança, acredito que encontrei o planeta de onde a senhorita veio. Assim ... Posso estimar algumas proporções. Esse novo mundo, onde a senhorita se encontra, é 200 vezes maior que o seu mundo de origem.
- Oi! Como?! O que?! Aqui é maior que o Sol?
- Isso mesmo! Como a senhorita pode ver pelas imagens holográficas tridimensionais, no Polo Norte desse planeta emerge uma coluna colossal. Ela é uma rocha única e praticamente indestrutível. O tamanho dela equivale a dezenas de planetas Terra, empilhados um sobre o outro. No Polo Sul temos o mesmo tipo de estrutura.
Sunji, imediatamente, levanta-se da cadeira e se aproxima do holograma. Ela anda em volta da imagem e começa a perceber que o alinhamento das duas colunas é, milimetricamente, perfeito.
- Coruja ... E ... Esses montes, mais altos, espalhados pelo planeta como se fossem pirâmides bem pontiagudas? São do mesmo tipo de material que forma essas colunas.
- Perfeitamente preciso esse palpite, Senhorita Sunji! Posso acrescentar mais ainda. As duas colunas, na verdade, são uma única estrutura que atravessa o planeta de ponta a ponta. No centro, os detectores dessa nave sugerem haver um tipo de câmera circular, duas vezes maior que o seu planeta natal. Dessa esfera partem estruturas semelhantes a túneis que se ligam às estruturas piramidais espalhadas pelo planeta.
- É tudo uma massa única, feita do mesmo material! Isso é estranhamente bizarro e legal coruja.
- Curioso, Senhorita Sunji ... Eu poderia dizer que é curioso. A Coluna Norte tem altas capacidades de polarização magnética. Ao contrário, a Coluna Sul atrapalha ondas e frequências desse tipo. Por isso, o planeta é dividido em três zonas: Extremo Norte, Extremo Meridional e Extremo Sul.
Sunji observa um marcador, no mapa holográfico, indicando a posição deles. Logo, ela se aproxima e toca no ícone, o qual abre uma imagem da entrada da base.
- A gente tá no Extremo Sul, bem Sul mesmo. Estamos muito perto da Coluna Sul ...
- Assim por dizer, Senhorita Sunji. Estamos a 4 Planetas Terra de distância. No mapa parece perto, mas tudo é uma questão de proporção.
- Ah! Verdade! Lógico! Eu tinha esquecido. Desculpe-me.
- Não precisa se desculpar Senhorita Sunji. Por sorte, o sistema operacional, elétrico, mecânico e magnético dessa base funciona com tecnologia diferente de tudo que a Senhorita já viu. Alguns andares da base são organismos vivos que emitem um tipo de energia que bloqueia a ação da Coluna Sul. Acredito que tenham sido desenvolvidos pelo Quinto Magnífico. Eu gostaria de dar mais detalhes sobre como essa energia funciona, mas só sei que ela é algo que só pode ser emanado por seres biológicos.
- Tipo uma força espiritual? Gente! Eu vi desenhos e animes nos quais os personagens lançavam poderes por terem dons divinos! Você tá dizendo que a base tem energia espiritual? Coruja! Essa base é muito ... muito antiga! Esses andares ainda estão vivos?
- Senhorita Sunji ... Eles entraram em simbiose com a fauna e a flora local para se manterem funcionais. Por isso, alguns desse planeta acreditam que essa instalação seja uma ruína ou um tipo de masmorra. Nos andares de entrada, que estão mais próximos da superfície há monstros e plantas vivendo neles.
- Como eles não descem para cá?
- O sistema de segurança da base, Senhorita Sunji. Entretanto, estamos desfocando um pouco do tema que quero abordar com a Senhorita. A diferença da vida e atividade econômica das três zonas desse planeta.
- Deixa eu adivinhar ... O Extremo Norte, por ter magnetismo e eletricidade operando sem problema, é desenvolvido. O Extremo Sul é mais rural. A zona intermediaria é um meio-termo. É isso?
- Isso mesmo. Aqui no Extremo Sul, estão localizadas a maior parte dos monstros, guildas e masmorras. Por sorte, o império do Imperado Fuar não atua tão forte por aqui.
- Por que eu vim para cá? A nave que eu estava não deveria ter me levado para o Extremo Norte então?
O robô coruja acessa registros da nave que caiu com Sunji, informações que ele conseguiu com drones de busca. Numa tela holográfica, ele monstra o que o piloto da nave viu antes deles perderem o controle.
- Eles estavam orbitando o Extremo Norte. Entretanto ... Como a Senhorita pode ver ... Uma mão, imensuravelmente gigantesca, empurrou uma massiva quantidade de massa espaço-temporal. Essa estrutura dourada deslocou a gravidade e o tempo. Isso fez com que o espaço-tempo em volta do planeta fosse alterado. Em outras palavras Senhorita Sunji ... Alguém encontrou uma forma de empurrar a nave e escolheu um jeito singular para fazer isso. Particularmente, desconheço quem possa ter essa habilidade.
Sunji, perplexa, volta a se sentar na cadeira.
- No que a minha vida se transformou ... Aquilo ... Aquilo foi nitidamente uma mão só empurrando o tempo ... a gravidade ... o espaço ...
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