Sunji Nakamura: Filho Rebelde - Capítulo 13 (T1) | Light Novel Universo
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- 22 de fev.
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Atualizado: 25 de fev.

CAP 13 | Filho Rebelde
Numa região de vegetação fechada e distante da Guilda dos Alquêmicos de Norfialtre, um jovem de 25 anos está realizando uma missão não autorizada. Ele usa uma máscara que lembra uma gota de chuva invertida. O acessório é feito de ouro, possui duas pequenas aberturas para os olhos e está ligada a um capuz de couro amarelado. O rapaz está sobre um planador e se descoloca em alta velocidade. O “veículo” possui duas lâminas afiadas nas laterais e pode ser usado como arma ofensiva também. Entretanto, a principal função daquele item é a defesa. Quando Craem está em luta, o planador é utilizado com um escudo indestrutível. Um equipamento de defesa que ele pegou do arsenal do pai antes de fugir de casa.
- Aquele cabeça-dura! Ele nunca deveria ter deixado de ser um aventureiro. Que se dane o Fuar! Se o desgraçado virou um tirano, isso só mostrou que o cara nunca prestou. As pessoas precisam de ajuda ... A missão de um aventureiro não deve ser ganhar moedas em cima do desespero dos mais necessitados! A Guilda está, cada vez mais, solicitando que os membros façam missões em conjunto.
Craem fala sozinho enquanto avança cada vez mais rápido da floresta. No percurso, algumas árvores que são atingidas pelas lâminas do planador não oferecem qualquer resistência e caem como se fossem pequenos gravetos cortados por um machado altamente afiado. Os olhos do aventureiro são focados em cada movimentação por entre os galhos das copas mais altas e distantes.
- Aquele Rostrem não pode ter ido muito longe. Ele já capturou nove meninas da vila aqui próxima. Essas pragas não deveriam sequer existir. Estranho eles estarem migrando essa época do ano. Será que eles mudaram o padrão de comportamento por aprenderem que os aldeões sempre preparam as armadilhas no final da estação?
O aventureiro possui uma longa e esvoaçante capa de couro negro. O manto balança ao vento e produz um som sinistro que não provem somente da batida do tecido. Aquele material é encantado com uma magia de proteção. Quanto mais rápido o Phanton-ERK se movimenta, mais intangibilidade ele ganha. Assim, qualquer ataque passa pelo corpo dele ser ferir o portador da veste. Então, um espinho explosivo avança na direção de Craem, mas passa pelo braço dele sem fazer qualquer dano. O projétil segue em alta velocidade e acerta uma árvore gigante, a qual o aventureiro tinha deixado para trás há muito tempo. O colosso explode em pequenas microexplosões enquanto sofre uma corrosão por causa da fumaça liberada.
- Que merda .... Ele é um Rostrem de ataque. Não deve ser esse que capturou as meninas. Vou perder meu tempo se continuar a seguir esse infeliz.
Craem dá meia volta e começa a se afastar. Entretanto, ele vê, pelo brilho da lâmina lateral no escudo planador, que o Rostrem de ataque, um tipo de macaco verde com espinhos no lugar dos pelos, aproxima-se para um ataque furtivo pelas costas. O monstro, segurando dois espinhos explosivos, lançou-se sobre Craem como se não houvesse um amanhã.
“ Idiota ...”
Rapidamente, o aventureiro muda a rota e a velocidade do planador. O jovem se abaixa e segura firme, com uma das mãos, na borda dianteira do "veículo-arma", dando mais dramaticidade e ênfase ao momento de ação. Em um piscar de olhos, ele divide o Rostrem ao meio.
“Intangibilidade e uma arma indestrutível ... A melhor defesa e o melhor ataque ... Monstro estúpido!”
Os espinhos explosivos rodam no ar antes de tocarem no corpo sem vida da criatura. Imediatamente, o inimigo começa a sofrer microexplosões e ser corroído pela fumaça que se forma no processo. Craem avança mais alguns metros antes de pousar.
- Isso é um péssimo sinal! Se fosse um Rostrem de invisibilidade, eu poderia pensar que as meninas desaparecidas teriam sido levadas para alguma toca do infeliz. Entretanto, um Rostrem de ataque nessa época da estação me faz pensar que estamos diante de um pequeno exército em migração. As meninas devam estar sofrendo lavagem cerebral para serem enviadas de volta as vilas. Ainda assim, não posso, simplesmente, parar as buscas. Vou avisar aos Alquêmicos que devemos ter uma campanha de batalha em breve.
Inesperadamente, uma voz surge distante de Craem, ao mesmo tempo que sons de passos surgem na mata.
- Olha! Não é o filho do Ronme Talre! Jovem Craem ... Seu pai não deu falta desse Planador ainda não? Você é o que? Phanton B-ERK? Um classe 4 usando um planador classe 3. Gostei de ver garoto!
- Tio?! Veio a pedido do meu pai?
- Não! Ele abandonou o manto. É melhor essa arma aqui em campo de batalha do que acumulando poeira num sótão apertado dentro de uma casa no Extremo Meridional. Vim por conta do que você acabou de falar alto. Você não sabe que pode refletir internamente. Não sei por qual razão você e seu pai tem esse hábito de falar o que pensam para os quatro cantos do mundo escutar.
Um aventureiro vestindo o mesmo tipo de roupa, capuz e máscara que Craem surge do horizonte. Ele é Burni Talre, um Phanton P-ERK, membro de terceira classe dos Aventureiros da Guida Phanton-ERK. O homem carrega no braço um planador igual ao usado pelo jovem, mas porta a arma no modo escudo.
- Tio! É mal de família ... Você melhor do que ninguém sabe disso. Apesar de ser o único que não fala alto enquanto reflete, você sabe que todos seus irmãos e sobrinhos sofrem disso.
- É ... Eu sei ... Eu sempre fico bem temoroso por isso. Algum dia ainda terão sérios problemas por causa dessa falta de habilidade em não manterem a boca fechada. Agora vejamos! Esse aí foi um Rostrem de ataque. Eu abati uns cinco, mês passado. Como eles patrulham em bando de 6 ...
- Esse aqui devia ser o último do batalhão deles. Essas criaturas são chatas ... Eles não poderiam ser como a maioria dos monstros. Vejo que, mais dia ou menos dia, vamos descobrir que essas criaturas são batedores de área de uma espécie mais evoluída e aí vamos ter problemas.
- Não se abatermos o inimigo antes. Só que, não fiquemos em especulações tolas e vãs meu pobre sobrinho desgarrado. Precisamos achar o Rostrem que levou as meninas. Eu nem sabia disso, mas como você, tal como seu pai, tem uma boca do tamanho do mundo, eu já estou ciente do que aconteceu com essas pobres desafortunadas. Vamos logo!
Os dois Phanto-ERK sobrem nos planadores e começam a vascular a região, cada um cobrindo um lado diferente. No interior de uma caverna, as nove meninas desaparecidas estão deitadas no chão. Sobre a cabeça de cada uma, um cristal mágico vermelho emite ondas que cobrem a cabeça das vítimas. Diante delas, um Rostrem está sentado em cima de uma pedra, esperando para trocar as pedras por novas. Do lado dele, há um saco com centenas de cristais carmesim.
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