Sufi Kalre: Teorias Suspeitas - Capítulo 17 (T1) | Light Novel Universo
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- 22 de fev.
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Atualizado: há 1 dia

CAP 17 | Teorias Suspeitas
No café da delegacia para onde Sufi foi levado após a invasão ao Museu, o policial Jonas está numa mesa lendo um jornal impresso. Então, uma mão toca no ombro do rapaz.
- Vocês duas demoraram! Foram plantar os pés de café para fazerem nossa bebida.
Daniella sorri pela piada, mas Danielle dá um tapa na testa do amigo. Em seguida, ela coloca uma xícara na frente dele.
- Aqui! Tome a sua, seu falastrão! Fica aí sentado e nem pra ir lá com a gente.
- Três numa fila pra que gente!?
O rapaz, então, pega um sache de açúcar e começa a adoçar o café. Enquanto mexe a mistura com uma pequena colher, ele continua a falar.
- Além disso, eu estava curioso para ler as notícias de hoje. O plantão pela parte da manhã foi uma correria só! A Zona Sul tem enfrentado instabilidades na rede de iluminação desde após o sequestro do robô bibliotecário. Nas redes sociais, tem muita gente dizendo que esses eventos podem ter alguma correlação. Já têm hotéis por lá baixando o preço da hospedagem para atrair clientes.
Ao escutar aquilo, Danielle para de morder o sanduiche que estava na boca. Colocando rapidamente a comida no prato, ela reclama indignada.
- O pessoal tá deixando de se hospedar lá por causa de umas quedinhas de luz? Os caras, para invadirem um museu que ninguém dava a mínima, fizeram todo uma operação discreta, rápida e cirúrgica. Agora o quê!? Eles cansaram e resolveram fazer tudo de qualquer jeito? Certamente não tem nenhuma ligação.
- É que vocês não se interessam pelas teorias e bate-papos que rolam nos fóruns, mas as coisas estão pegando fogo.
Então, Daniella, a irmã mais calma, dá uma rápida opinião.
- Só se eles estiverem causando uma distração.
- Ah! NÃO! Você também não, irmã! Vamos focar no nosso trabalho e seguirmos nossas vidas. Já temos preocupação demais, agora imaginem a gente ficar delirando com hipóteses.
Com calma, Jonas dobra o jornal e o repousa sobre a mesa. Muito elegante, ele levante a xícara de café, mas para no meio do caminho. Então, levantando a outra mão, ele começa uma explanação.
- A Daniella tem toda a razão. Tem uma galera pesando forte nessa linha de raciocínio. Muito bem Daniella! Além disso, é provável que os batalhões da Zona Sul peçam reforço para outras unidades. Numa dessas, podemos ser enviados para lá. Já pensou.
- Para aquele lugar que só tem hotel caríssimo? Condomínios de alto nível? As lojas mais caras e sofisticadas daqui? Se for assim, eu mesmo dou um pula e corto os cabos de transmissão.
- Calma irmã! Lá é bonito, mas aqui é muito mais acolhedor.
- Eu sei gente! Só tô querendo dizer que não tem problema nenhum. Além disso, é o nosso trabalho cuidarmos da segurança das pessoas que vivem aqui embaixo. Se tivermos de reforçar as tropas de lá ... Ué ... Vamos! Que mal têm nisso?
Jonas e Daniella ficam em silêncio por alguns segundos. Curiosamente, eles não sabem o que responder.
- Viram, seus teoristas conspiracionistas. Vocês estão tão na adrenalina por coisas mirabolantes e irracionais que travaram diante do óbvio.
Sem graça, Jonas começa a comer o sanduiche dele.
- Isso! Vamos comer logo. Você também maninha! Logo termina nosso horário de almoço.
Sem que qualquer um dos três policiais pudesse imaginar, Pacrierra já está no Estado Aquático. A vilã desembarca numa plataforma flutuante enquanto robôs descarregam os cilindros lilás. Nó pátio do imenso setor de pesquisa, androides, feitos de metal branco e dourado, caminham analisando dados em telas holográficas que são projetadas dos olhos deles. De cima, Pacrierra observa tudo com atenção.
- Tudo normal por aqui. Carlide deve passar aqui depois para dar uma conferida pessoalmente como ele sempre faz. Já posso voltar.
Então, um esporo roxo surge perto do cabelo da mulher e, de modo imensuravelmente suave e delicado, encosta em um fio de cabelo apenas da vilã.
“Por que não ir ver os Pimpers numa das salas de contensão? Que mal há nisso?! Faz ... tempo que não vejo aquelas bizarrices ...”
Saltitando sobre a plataforma, Pacrierra segura a maleta que carrega com força, do mesmo modo que sempre faz quando está animada e querendo aprontar algo.
- Por que não vou ver os Pimpers numa das salas de contensão? Que mal há nisso?! Faz tempo que não vejo aquelas bizarrices!
Rapidamente, ela se virá na direção de um dos androides que estão no chão!
- Ei! Você! Desça essa plataforma onde estou! Depois, leve-me até uma das salas de contenção!
As máquinas realizam o desejo da vilã de imediato e a estrutura, onde ela está, aproxima-se, devagar, da superfície.
- Mestra Pacrierra. Temos vários Pimpers em estado de hibernação nas câmeras 9 e 8. Deseja ver um trio nessas?
- Não! Se fosse pra ver algo parado eu me contentaria com uma foto. Quero ver eles andando e interagindo. Da última vez que tive aqui, faz uns quatro anos. Se possível, leve-me até o trio de estressados que provoquei da outra vez. Eles ainda têm memória disso, não têm?
- Faremos isso, Mestra Pacrierra! Possuem traços ... Acredito que não ficarão agitados ao vê-la. Lamento!
- Não lamente! Isso é ótimo ...
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