Rebeca Vilper: Olhares Desconfiados - Capítulo 11 (T1) | Light Novel Universo
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Atualizado: há 1 dia

CAP 11 | Olhares Desconfiados
Após derrotarem os bandidos, Rebeca e Jafia trocam olhares. Elas estão longe uma da outra e não sabem o que irá acontecer naquele instante. Então, Rebeca resolver ser a primeira a demonstrar um gesto de tranquilidade e sorri.
- EU ACHANDO QUE VOCÊ ERA UMA PALERMA, TONTA E QUE SÓ GOSTAVA DE COMIDA.
Jafia, por sua vez, permanece com um olhar sério e frio. Com um semblante assustador, a jovem alegre parece uma psicopata isenta de qualquer tipo de sentimento ou emoção.
- Pra ver como as coisas são. Nem tudo é o que parece ser. Então! Como vai ser? Está com a gene ou contra a gente.
- DO QUE VOCÊ ESTÁ FALANDO SUA LOUCA! EU QUERO A CABEÇA DO ORC CINZA E VOCÊS DA SOMBRA DEVORADA! TU, NESSE MODO LOUCA, AINDA É RETARDADA?
Jafia está parada. Ela inclina a cabeça, levemente, para o lado e fica estudando cada micromovimento de Rebeca. A jovem tenta ler se há alguma intenção hostil e de ataque por parte da vampira de cabelo azul.
- DEPOIS DO ORC CINZA? IRÁ CONTINUAR COM A GENTE?
- SUA RETAAAAAAAARDAAAAAAAADAAAAAAAAAAA! QUANDO EU ACABAR COM O ORC CINZA VOU SER A PRIMEIRA QUE A SOMBRA DEVORADORA IRÁ QUERER DEVORAR NO LANCHE DA TARDE! DIZ QUE VOCÊ TÁ FINGINDO SER LERDA ASSIM!
Devagar, os olhos de Jafia começam a mudar de expressão. Ela, então, senta-se no chão, apoia as armas no colo e dá um soco na própria cabeça.
- De fato! Que coisa não! Assim que você acabar com seu inimigo, você vai ganhar uma inimiga muito pior e que não vai te dar sossego. Você não terá escolha a não ser lutar junto com o nosso grupo! FOI MAL REBECA!
- Estamos de bem?! Não corro o risco de você avançar pra cima de mim parecendo uma lunática com anos de guerras nas costas.
Jafia sorri e exibe uma expressão doce e angelical. Para dar mais ênfase ao ar de candura, ela coloca as mãos no queixo e piscas os olhos diversas vezes enquanto fala.
- Eu sou uma flor de ternura mulher! Que anos de guerras nas costas?
Rebeca se aproxima e estende a mão para a companheira de grupo.
- Sei! Quem não te conhece que te compre. Agora vamos! Esses babacas aqui já estão liquidados. Precisamos ir ver o chefe da organização e ver se ele descobriu a localização do Orc Cinza. Quanto mais cedo acabarmos com ele melhor.
Após aceitar a ajuda de Rebeca pra se levantar, Jafia começa a dar pequenos saltinhos e se alongar.
- Você vai se acalmando aí com essa tua pressa ... Lutar contra o Orc Cinza é pedir pra ser morta. Você mesma ... Só sobreviveu porque ele deixou. Lembra?
Uma pequena veia começa a latejar no lado da testa de Rebeca ... As mãos cerradas ... Os dentes ringindo ...
- COMO QUE É SUA RETAARDAAADAAAAAAA!
Até as paredes do local estremecem com o grito de raiva de Rebeca, que está correndo atrás de Jafia.
- ANDA! VOLTA AQUI! REPETE NA MINHA CARA VAI ...
A jovem, por sua vez, está correndo e rindo com os olhos cheios de lágrima.
- FOI MAAAAAALLL! SAIU SEM QUERER!!!!
No alto de uma parede, a aranha que infectou os bandidos observa a interação das duas lutadoras. Então, o pequeno organismo começa a virar uma fumaça e desaparece para surgir em outro local, num quarto luxuoso. O ambiente é repleto de tapetes caríssimos, roupas de seda e diversas almofadas. Sobre a cama, uma mulher está deitada. Ela tem longos cabelos de cor lilás, pele branca como a noite, um rosto fino de porcelana e mãos delicadas. Sobre o lençol de sede que cobre o corpo dela, ela desliza os dedos como se estivesse acordando devagar. Finalmente, ao levantar as pálpebras, uma fumaça negra começa a formar os olhos daquela estranha figura.
- O Massacrador de Monstros dessa era conseguiu reunir duas lutadoras muito habilidosas. Separadas, elas já darão trabalho ... Juntas ... Será bem mais difícil combater o poder de luta delas.
Como se fosse uma neblina que flutua sobre um lago noturno, ela se levanta da cama com graciosidade e elegância.
- Vou falar com ele ... No meu estado atual, será desperdício de tempo me envolver nisso. Há 50 anos atrás eu ficaria feliz em resolver isso.
A mulher se senta de frente para uma penteadeira e começa a pentear os cabelos.
- Só preciso me arrumar um pouco ... Aquele monstro feio e horrível não sabe apreciar o que é uma beleza verdadeira, mas eu tenho espelho em casa.
Ela cantarola enquanto escova os fios sedosos e brilhantes que tanto admira.
- Como sou bela ... Sou linda e magnífica. Não é à toa que a mãe sempre me quer por aqui por perto. Eu sou a personificação da beleza ... Pura, verdadeira e genuína ... Chega-me revolver o estômago imaginar que terei de olhar para o Krunar. Não é à toa que o estão chamando de Orc Cinza. A julgar que o apelido dele, na outra era, foi Cadáver Gigante ... Até que estão pegando leve dessa vez.
Ao passar um perfume perto do pescoço, ela sorri.
- Será que ainda me chamam de Devoradora de Almas? Quase parecido com o nome da mãe: Sombra Devoradora. AH! Pra mim, isso é uma honra!
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