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Rebeca Vilper: O Coelho De Pedra - Capítulo 20 (T1) | Light Novel Universo

  • Foto do escritor: Light Novel Universo
    Light Novel Universo
  • 23 de fev.
  • 4 min de leitura

Atualizado: 1 de mar.

Capa da Light Novel Rebeca Vilper: O Coelho De Pedra - Capítulo 20 - Temporada 1


CAP 20 | O Coelho De Pedra



Após algumas horas, a jovem que estava lutando até a morte nos “jogos” do Esqueleto com Bastões, acorda num quarto arrumado e limpo. Ela estranha as roupas confortáveis que veste.


- Onde ... Onde estou?


Então, ela olha para o lado e percebe o Coelho de Pedra a observado. Ele está sentado numa cadeira de prata.


- Você está em sua nova casa. Essa mansão está dentro da floresta e possui algumas empregadas. Quero que você descanse e se recupere das extensas feridas que sofreu. Logo, uma das minhas servas irá lhe trazer sopa quente.


- Por quê?


- Motivos? Um senhor de terras ... Um guerreiro de elite ... Alguém com o poder e prestígio precisa de motivos? Não se lembra de onde estava? Lutando até a morte numa arena rudimentar, num pátio de um imenso castelo feudal ... Qual a razão e justificativa para você estar onde estava.


A jovem se senta com dificuldades na cama. Depois, ela puxa o ar devagar. Ela está prestes a chorar, mas se mantem firme.


- O senhor daquelas terras sente prazer em torturar mulheres. Ele, assim como toda a linhagem dele, tem uma visão doentia de que homens não podem bater em mulheres, mas está tudo bem se as próprias mulheres se digladiarem. Em ... Em ... Em teoria ... Se as jovens do povoado não se matassem naquelas arenas, nenhuma delas sofreriam penas cruéis ou torturas físicas. Entretanto, ninguém acredita nisso e todas partem como feras umas contra as outras.


- Eu sei ... Eu estava lá assistindo.


- Estou querendo dizer é que existiu uma razão para eu estar ali e ...


- Você está contando algo que já sei na esperança de obter uma resposta. Poupe suas forças e energias. Do mesmo modo que você aceitou as regras daquele jogo e estava matando outras mulheres para sobreviver, não quero objeções as minhas exigências. Descanse e se recupere. Quando estiver melhor, as empregadas da casa irão dizer o que você precisa fazer.


- Não pode, você mesmo, já dizer o que passa nessa sua cabeça doente.


- Gosto disso ... Sua energia me chamou a atenção naquela batalha. Essa minha “cabeça doente” quer que você comande as empregadas dessa mansão e faça um bom serviço mantendo esse local limpo e organizado.


- É o quê? Isso é alguma espécie de brincadeira com a minha cara?


- Olhe esse quarto jovem.


O Coelho de Pedra, com um movimento suave e elegante do braço, “apresenta” aquele ambiente para a moça. Ele faz questão de ser bem devagar no gesto para que ela possa acompanhar a mão dele com os olhos e, de fato, perceber o quarto onde está. Com uma voz tranquila e firme, o guerreiro de elite faz questão de demonstrar que está falando sério.


- Eu preciso checar, constantemente, se minhas servas estão cuidando desse palácio. Aqui é um local grande demais para eu ficar supervisionando o tempo todo. A grande maioria delas serviam aos antigos donos e não sei se confiam, verdadeiramente, em mim. Já trouxe meninas e jovens de outras ATs, mas todos me parecem bem desconfiados das minhas intenções. Você ... É a primeira que resgato de uma morte certa e dolorosa. Espero que isso sirva de alguma coisa enquanto você estiver pensando se vale a pena trabalhar para mim ou não.


- Então ... Foi isso ... Lealdade.


- É ... Podemos pensar assim ... Já pensou em ser leal há alguém pelo resto de toda a sua vida?


Nesse momento a jovem se cala. A expressão do rosto dela muda de dor para um ódio profundo. Ao perceber isso, o Coelho de Pedra se levantada cadeira.


- Menina ... Você dever ter um 20 e poucos anos. Eu estou ciente de tudo que acontece nas terras do Esqueleto com Bastões. Perdoe-me se te fiz lembrar de algo doloroso e cruel demais que você tenha vivido naquelas terras. Deixe-me sair. Acredito que você precisa de um tempo sozinha.


O imenso ser sai em passos lentos ... Ele abre a porta sem olhar para trás. Após se retirar do quarto, ele permanece algum tempo parado perto da entrada. Então, começa a escutar o som de um choro compulsivo vindo lá de dentro.


“Foi como eu pensei ... Ela estava decidida a vencer todas daquele torneio para se vingar ... O ódio dela pelo Esqueleto com Bastões era tanto que a estava mantendo de pé naquela arena.”


Então, ele se afasta. Andando pelo corredor, o Coelho de Pedra avista uma emprega com um prato de sopa quente. Nisso, ele faz um gesto com a mão para ela parar.


- Chegue na porta do quarto e escute se há sons de choro. Se a convidada estiver chorando, bata na porta antes de entrar.


- Senhor ... Não se preocupe. Eu sempre bato à porta antes de entrar.


- Ainda assim ... Redobre esse cuidado. Tente conversar um pouco com a jovem do quarto. Não entregue, simplesmente, a sopa e vá embora. Quero que essa mulher se sinta confortável nesse palácio.


A empregada acena em positivo com a cabeça.


- Perfeitamente Senhor.


- Ótimo! Agora vá! Ela precisa se alimentar.


A emprega avança com passos lentos, enquanto o Coelho de Pedra se afasta e some na escuridão.


“Esse ser é muito estranho ... Educado, fino e trata todos bem ... Esse monstro é mais humano que os antigos nobres dessa terra, os quais ele transformou em estátuas de pedra.”


Quase sussurrando, ela se pergunta o que todos ali se questionam.


- Quais são as reais intenções dele?



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