Giovana Fergrane: Divisão Temporária - Capítulo 12 (T1) | Light Novel Universo
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- 22 de fev.
- 5 min de leitura
Atualizado: 27 de fev.

CAP 12 | Divisão Temporária
Próximo à cidade que Melnar acabou de chegar, o grupo de Giovana Fergrane conversa sobre as ordens que a maga ganhou da sacerdotisa Elvina. A maior preocupação deles é que não dê tempo para participarem do tornei com o intuito de saírem vitoriosos. Sentado no chão e limpando o martelo Guiltor suspira.
- Iremos levar muito tempo para chegar até o local onde o Quarto Conin reside. Pensarmos em voltar para treinar nas montanhas próximas e não revelar nossas técnicas secretas para os adversários é algo fora de cogitação. Talvez, devamos escolher alguma região mais deserta, ao longo do percurso. Que falta de sorte a nossa! Participar só pra chegar lá e sofrer não tem sentido nenhum.
Lanquerde se aproxima do amigo e lhe estende a mão. O imponente e intelectual elfo de pele vermelha já sabe que eles não podem perder muito tempo por ali. Como Elvina deu essa missão, eles devem concluir o mais rápido possível. Além disso, ele acha estranho os corpos dos soldados que estão na carroça.
- Vamos meu amigo Guiltor! Levante-se! Pelo que Giovana descreveu do ataque utilizado pela sacerdotisa Elvina, eu duvido que ela possa acessar novamente a cabeça dos soldados derrotados. Elas devem estar sendo mantidas em um lugar diferente de tudo o que conhecemos. Todos sabemos que ninguém morre aqui no Reino. Dessa forma, se Elvina tivesse finalizado os inimigos, eles teriam voltado a um lugar seguro para eles.
Levantando-se com a ajuda do amigo, Guiltor faz um olhar do tipo quem está raciocinando. O aventureiro reflete sobre o que acabará de escutar. Já em pé, ele limpa um pouco de terra da lateral da calça.
- Tem todo sentido. Muita gente nossa que foi guerrear no Reino das Chuvas Negras e morreu por lá nunca mais voltou, já que essa questão de retorno a um ponto seguro é uma característica daqui. Que droga! Se não levarmos esses soldados, não terá como o Quarto Conin avaliar de onde são ou o que são.
Com a cabeça abaixada, Giovana olha para as rédeas que segura. Ela lembra da única vez que viu o Quarto Conin fora do castelo onde ele vive. Foram dias terríveis e cruéis durante a Guerra Astral.
“O problema não é que ele não queira ... Ele não pode sair de lá ...”
Antes que ela pudesse se lembrar de mais coisas que gostaria de esquecer, Giovana respira fundo e olha na direção de Lanquerde e Guiltor.
- Amigos! Vocês três saíram e nem tiveram tempo de pegarem qualquer tipo de bagagem. Deixem que eu vou sozinha até lá! Aproveitem para treinar o máximo. O objetivo de vocês é participarem do torneio para aumentar a classe e habilidade de luta de vocês. Meu foco é uma das joias. Caso não vençamos, se chegarmos até a final, já terá sido 75% positivo. Nesse cenário, a gente concorre ano que vem e levamos a vitória.
Guiltor começa a rir alto. Depois ele anda até Giovana, que não entende o tamanho da felicidade dele. A jovem pensou que eles gostariam de serem dispensados do trabalho de se deslocarem para tão longe numa viagem inesperada, são não poderia imaginar tamanha demonstração de contentamento. Ainda sem graça, ele vê o rapaz subir na carroça. Em seguida ele abraça Giovana de lado, apoiando a mão sobre o ombro dela.
- Sua tonta! Mesmo que fosse a viagem mais chata e enfadonha do mundo, a gente não iria te deixar sozinha. Quem mandou esses soldados verdes pode querer os corpos de volta. Elvina deve tá olhando a gente de longe, mas eu não deixaria a minha vida e estado de espírito nas mãos daquela nanica! Nem você faria isso! Eu e Lanquerde vamos passar na hospedaria para acertar tudo e pegarmos nossas coisas. Você e Leila seguem na frente que logo nos reagrupamos. Essa carroça tá bem pesada. Em dois dias nos dois alcançamos vocês.
- Guiltor! Como você pode decidir por Lanquerde. Vamos ...
Antes que Giovana pudesse dizer qualquer coisa, o elfo vermelho, que está ajeitando um cobertor em cima da desacordada Leila sorri na direção dos amigos. Com movimentos de lábios ele comenta que não é preciso perguntarem o óbvio para ele, pois Guiltor só antecipou o que ele iria propor também. Nisso, Giovana não sabe o que falar.
- Amigos! Vocês são o maior tesouro que alguém pode ter.
Nisso, Guiltor desce da carroça e Lanquerde posiciona Leila ao lado de Giovana. Com um sorriso, o arqueiro faz um cafuné na cabeça da aprendiz da maga.
- Giovana .. A Leila só se acalmou com você. Se ela estivesse mais habituada a morrer, eu diria pra ela voltar com a gente e descansar um pouco mais na cama do quarto dela, mas sei que não será melhor do que ela estar ao seu lado. Cuide dela! Logo vamos voltar.
- Cuidarei! Obrigada amigos! Vocês dois se cuidem. Vou tentar ir o mais rápido possível para não atrasar a todos nós. Entregaremos esses soldados e iremos vencer o tornei.
Os amigos seguem seus respectivos destinos. Já um pouco longe, Giovana olha para Leila dormindo.
“Então ... Você correu naquela hora por ter visto um Lobo Mágico. Esses monstros geralmente ficam mais ao longe. Estou bem preocupada que alguns dos integrantes do bando de Melnar tenham conseguido escapar do selamento que os prendiam como gravuras na parede do templo que fica no subterrâneo da fazenda onde estávamos.”
Olhando na direção da cidade Giovana tem um pressentimento ruim.
“Entretanto, se fosse um Lobo Mágico comum, não do bando do Melnar, teria tentado me atacar também. Se não fez, talvez um deles me reconheceu. Já passou bastante tempo e eu cresci um bocado. Além disso, minhas roupas são uma versão maior das que eu usava quando tinha 10 anos. Será que foi bom eu ter me afastado nesse momento. Se Leila, ao menos, estivesse consciente eu poderia tirar as dúvidas que se multiplicam em minha mente. Caso eu volte agora, Elvina irá perceber e pode achar que estou querendo dar um destino diferente a “carga”. Ter aquela pirralha como inimigo, no momento que eu quero acessar a Seta dos Desejos, não é uma boa ideia.”
Desacelerando o veículo, ela sacode o ombro da aprendiz, mas a jovem está completamente apagada.
- A exaustão mental foi descomunal.
Ela volta a olhar para trás temendo haver algum sinal de fumaça ou problemas na cidade.
- Nãoooo. Parece estar tudo bem. Além disso, o bando de Melnar jamais voltaria até a cidade.
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