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Giovana Fergrane: Chegada Do Pior - Capítulo 11 (T1) | Light Novel Universo

Atualizado: há 3 dias

Capa da Light Novel Giovana Fergrane: Chegada Do Pior - Capítulo 11 - Temporada 1


CAP 11 | Chegada Do Pior



A figura enigmática e estranha que chega à cidade onde Giovana mora está com um ar cansado. Antes de passar pelos portões, ele se senta em uma pedra no meio da estrada. Passando a mão nos cabelos castanho, curtos e encaracolados, o homem começa a olhar com calma toda a região em volta.


- É incrível ... Durante todos esses anos que se passaram, até as plantas que nascem perto da entrada cidade parecem ser as mesmas. Logicamente, que não o são, mas essa mesmice rotineira de sempre é algo que me embrulha o estômago. Daqui, consigo ver o mesmo conjunto de tijolos quebrados, na parte mais a leste, do muro da cidade que eu usava, há 20 anos atrás, para passar algumas gemas de monstros que eu não queria declarar na entrada.


Sacudindo a poeira da roupa, ele sorri nefastamente.


- Provavelmente, se as coisas estão calmas como eu estou vendo daqui de longe, a Mestra foi derrotada e as Guerras Astrais chegaram a um fim. Aquele nobre maldito prendeu a mim e meu bando naquelas gravuras detestáveis. Mesmo a Grande Mestra Armurai Magi tendo dado a mim e ao meu pessoal a habilidade de nos transmutarmos para Lobos Mágicos, não fomos velozes o suficiente para fugirmos da magia de selamento.


Então, o homem maligno se levanta e começa a alongar os braços.


- Muito bem! Em primeiro lugar ... Meu rosto ainda deve ser lembrado naquela cidade. Se a Mestra tiver sido derrotada, não poderei contar a ajuda dela. Recrutar um novo bando por essas terras se mostrará uma tarefa, realmente, complicada. Sendo assim, o melhor que posso fazer é entrar escondido na cidade. Ainda tem algumas coisas que preciso pegar no meu antigo esconderijo. Com certeza, ninguém foi capaz de decifrar aqueles labirintos subterrâneos que eu e meu bando construímos, isso se alguém tive conseguido localizar a entrada para eles!


Transformando-se novamente em Lobo Mágico, ele vira no sentido oposto ao da cidade.


- Por hora, preciso esperar a Lua Azul para poder entrar lá de modo mais discreto. A Vermelha e Dourada me deixam muito exposto a olhares de curiosos. Depois que eu reunir o que preciso, minha meta será dar um jeito de aprender a magia de selamento que aquele Nobre maldito utilizou contra mim. Aaaah! Essa não será uma tarefa fácil, mas me trará inúmeros benefícios. Eu poderei libertar o meu bando que voltou a ficar aprisionado naquelas gravuras após terem sidos mortos por aqueles ataques aleatórios de gelo elétrico. Além disso, conseguirei ter um modo de livrar, quase em definitivo, de todos que se opuserem a mim. Aquele homem não sabia com quem estava mexendo. Uma hora eu iria me soltar daquela parede. Uma questão de tempo e paciência. Contei cada minuto para não quebrar mentalmente. Agora ... Eu não irei desperdiçar essa nova oportunidade.


Sentindo o cheiro de um mostro próximo, o terrível ser sussurra algo entre os dentes bestiais.


- Até eu entrar na cidade, preciso aumentar minha força, mana e poder mágico, nem que seja bem aos poucos. Os monstros dessa floresta serão um bom começo.


Nos portões da cidade, dois guardas observavam, com binóculos, a estranha figura que estava sentada na pedra. Então um deles indaga ao amigo.


- Você também viu com seu equipamento, não viu. Ele virou um Lobo Mágico do tipo que atacava na época das Guerras Astrais. O do bando do Melnar ... Eu tenho certeza de que é do mesmo tipo.


- Você tem toda a razão. Devemos notificar imediatamente o prefeito. Ele deve ter se libertado do selamento e está atrás de vingança. O que me deixa em dúvidas é o motivo dele querer começar por aqui e não pela fazenda do nobre que o aprisionou por todos esses anos.


- Medo! Se ele foi selado uma vez, pode ser detido outra vez. Ainda mais que não há a Armurai Magi para dar poderes especiais ao Melnar.


- Será que foi só ele? O bando daquele obliterador era imenso. Será que todos escaparam?


- Não. Teríamos visto um deles se movendo na vegetação, bem próximo ao líder.


Sem que os dois pudessem perceber, duas mãos atravessam pelos peitos dos soldados, que começam a cuspir sangue pela boca.


“Esses tolos ... Ninguém sabe que os Lobos Mágicos só são vistos pelas presas ... Nesse momento, toda a percepção sensorial da vítima já está comprometida e manipulá-la é brincadeira de criança. Esses devem retornar em um local próximo daqui, mas já terei tido tempo suficiente para chegar aonde quero. Então sofram um pouco mais antes de voltarem.”


Com um ímpeto de ferocidade e animalidade, Melnar arranca os braços e a língua do primeiro guarda. Depois do segundo. Toda a ação brutal é feita em menos de um minuto, com total violência e horror. Em seguida, ele conjura um círculo mágico sobre os alvos, que se contorcem no chão, e realiza uma magia de cauterização de feridas.


- Pronto! Agora não tenho mais o que fazer por aqui.


Melnar avança como uma sombra pelas paredes das casas e telhados. Ele busca becos e vielas evitando ser visto até por animais.


- Não é o melhor momento para eu avançar, mas eu não poderia correr o risco de ter um batalhão extremamente preparado esperando pela minha chegada. Se eles conseguirem estar organizados e prontos no momento que eu estiver saindo, será outra história.


O vilão corre com passos silenciosos e leves, tanto que, quando passa por cima de uma poça d’água, nenhuma oscilação ocorre sobre a superfície do líquido. No pátio do prédio onde os guardas se preparam, duas luzes muito fortes emanam do céu e todos já se preparam para problemas sérios. Então, os vigilantes “mortos” por Melnar na entrada da cidade aparecem no chão, mas estão catatônicos e paralisados pela dor. Imediatamente, um dos soldados do local grita.


- Enfermaria! Com urgência! Tragam uma pedra mágica leitora de memória! PARA ONTEM!


Como uma orquestra ensaiada, dez homens colocam os amigos em macas e os conduzem para dentro do prédio central. Nesse meio tempo, vários indivíduos estão pegando espadas e arcos que ficam nas paredes do pátio e um mago chega até os enfermos com o item solicitado. Rapidamente, ele grita.


- É o Melnar! Ele escapou do selamento após todos esses anos.


Apesar da rápida resposta do batalhão, o vilão já está na estrada das ruínas que dão acesso à entrada para o labirinto que guarda o acesso ao esconderijo dele. Ele encosta a mão numa coluna de pedra e sorri triunfante.


- Deu tempo!



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