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Selena Krude: Toxinas E Doenças - Capítulo 11 (T1) | Light Novel Universo

  • Foto do escritor: Light Novel Universo
    Light Novel Universo
  • 23 de fev.
  • 4 min de leitura

Atualizado: 26 de mar.

Capa da Light Novel Selena Krude: Toxinas E Doenças - Capítulo 11 - Temporada 1


CAP 11 | Toxinas E Doenças



No interior de uma caverna de cristais roxos, um grupo de pessoas está sendo levado para galerias subterrâneas. Os guardas que conduzem aquelas vítimas usam máscaras de gás, estão usando roupas contra agentes biológicos e possuem tubos de oxigênio nas costas. Eles carregam armas e monitoram o grupo até uma imensa porta. A estrutura possui imensas escritas numa língua estranha. As pessoas, que estão forçadas a seguir por aquele caminho, abraçam-se. É um grupo de 50 homens, 20 mulheres e 14 crianças. Então, um dos guardas aciona um botão na parede.


- Escutem bem! Todos vocês estão aqui por causa dos crimes que cometeram contra a Calamidade da Peste! Todos vocês deixaram de cumprir com os contratos firmados. A única forma de escaparem com vida será atravessarem por todos os diversos labirintos que existem na descida dessas galerias. Não importa quantos de vocês irão conseguir. Quem chegar até o final terá o contrato rasgado. No final, há um portal que os leva de volta até momento antes de assinarem os termos. Ao regressarem, evitem que o outro “eu” de vocês assine o nome naqueles papéis e tudo estará terminado. Todos entenderão!


Então, uma mulher, apavorada, posiciona-se mais à frente de todos daquele grupo. Ela tem longos cabelos castanhos, veste um terno de grife e ostenta joias caríssimas.


- Eu ainda tinha tempo para trazer as vítimas para a Calamidade da Peste. Por que fui capturada?


O guarda da porta se afasta da entrada e olha na direção daquela figura sem perspectivas.


- Não sei ... Vença o desafio, volte ao passado e pergunte a própria Calamidade no momento que você evitar o seu “eu” do passado de assinar o contrato. Eu só sigo ordens! Agora ... PREPAREM-SE!


As colossais e pesadas portas de ouro começam a mover-se. Lentamente, elas abrem-se e, de dentro do ambiente que elas guardam, emerge uma neblina verde e cinza. O cheiro é insuportável. Uma luz esverdeada parece emanar lá de dentro e a temperatura vai declinando dentro daquele salão aos poucos. Algumas vítimas começam a sentir um pouco de tonteira, mas não é dada a chance delas passarem mal, pois os guardam começam a gritar.


- ANDEM! APRESSEM-SE! CORRAM!


Aos empurrões e ameaças por rifles, as pessoas são guiadas até a entrada do Labirinto da Peste. Numa sala distante, por meio de câmeras que registram tudo que ocorre no interior da caverna, uma mulher observa tudo. O nome dela é Kerreine, uma das subordinadas da Calamidade da Peste. Ela possui um cabelo verde preso com uma longa trança, tatuagem de teia de aranha no rosto e usa um monóculo. Ao lado dela estão dois cientistas zumbificados e apodrecidos por um tipo de toxina. Esses possuem diversas feridas pelo corpo e marcas na pele que lembram fios negros. Além disso, os olhos deles são amarelados. Apesar do estado lastimável, os dois homens estão conscientes. Um deles se aproxima da chefe.


- Kerreine ... As toxinas Vermelho de Sangue estão espalhadas pelas salas 30 e 31 ... As toxinas Laranja Funjinarra na sala 32 ... Toxinas Amarelo Salzi nas demais.


- Muito bem ... O comprador quer que testemos os lotes antes do envio, um preciosismo que eu julgo desnecessário. Nunca erramos na dosagem das toxinas produzidas. A produção dos barris para as empresas Aisker já está finalizada?


- Perfeitamente Kerreine. Eles já pagaram adiantado inclusive. São 900 tonéis da Toxina Amarelo Salzi.


- Eu não entendo o que eles querem com tanto veneno assim! Até parece que estão querendo começar uma guerra biológica. Aproveite e faça um levantamento das atividades desse grupo. Não quero ser surpreendida por alguém nos atacando usando nossos próprios venenos.


- Perfeitamente Kerreine. Aproveitar e ...


- Lógico! O soro de vocês. Está na segunda prateleira. Peguem o lote que está do lado e distribua aos outros funcionários da fábrica. A Calamidade da Peste ordenou que eu os parabenize. Vocês estão mantendo a produção em dia. Excelente trabalho.


- Muito obrigado Kerreine. Incomoda-se se já levarmos os inibidores para os demais trabalhadores.


- Não! Fiquem à vontade. Eu vou supervisionar a testagem dos lotes daqui.


Os dois cientistas saem devagar da sala, carregando com cuidados os frascos. Quando percebem que estão bem distantes, eles se sentam no chão. O mais novo aplica o antídoto nas costas do mais velho, que começa a respirar mais aliviado.


- Obrigado meu filho ... Vamos! Você precisa desse inibidor também.


O rapaz, então, aplica uma pequena dose na própria perna.


- Eu odeio aquelas mulheres ... Bom trabalho ... Nem somos químicos ou cientistas de verdades. Aquelas pragas forçaram nosso povo a trabalhar nessa fábrica. Elas parecem estar brincando com a gente.


- Fique calmo ... Não é por menos que a chefona recebe o apelido de Calamidade da Peste. Além disso ... Não tem muito o que podemos fazer contra elas. Lembra que nossa pequena vila foi devastada por aquela mulher em segundos. Com um estalar de dedos, todos começaram a adoecer. Não temos outra escolha a não ser produzir as toxinas que elas querem.


- Malditas! Haverá um dia que alguém irá por fim nessas criaturas!


Então, o mais velho se levanta e estende a mão para o rapaz.


- Vamos ... Pelo menos estamos melhores que os pobres coitados que entraram naquele labirinto.


Na sala de monitoramento, Kerreine observa as pessoas correndo pelos extensos corredores de rochas sem fim. Nisso, lá dentro, uma das vítimas começa a gritar.


- CORRAM! OS LOBOS! OS LOBOS ESTÃO VINDO NOVAMENTE.


Entretanto, o que as pessoas não sabem é que estão confundindo outras vítimas com monstros. Por sua vez, Kerreine sorri ao observar tudo aquilo.



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