Renguri: Exército Que Queima - Capítulo 19 (T1) | Light Novel Universo
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- 19 de fev.
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CAP 19 | Exército Que Queima
Em frente a tenda de Ciça e do herói Fênix do Meio-Dia, um pequeno e forte batalhão se prepara para um terrível confronto. Diversos soldados se posicionam em cima de majestosos cavalos brancos e marrons. Os animais apresentam uma pelagem muitíssimo bem escovada. Eles brilham mais que as brasas incandescentes de um vulcão em fúria. As armaduras que trajam refletem a luz das tochas de uma forma tão vívida que parecem pegar fogo junto com os objetos. Os olhos ardem como os de bestas cruéis e impiedosas. Fênix do Meio-Dia observa esse grupamento.
“Já chegaram ...”
Outro grupamento de soldados monta dragões de duas cabeças. As escamas dos monstros são tão altamente polidas e afiadas que parecem cortar o ar por onde os seres passam. A temperatura interna deles é tão alta que o ambiente ao redor parece ficar distorcido, como a superfície do asfalto ou da areia do deserto em dias de calor extremo. As armaduras que recobrem o corpo dos seres derretem e pingam no chão, mas são refeitas magicamente à medida que cada gota se desprende do material. O som do chão pegando fogo pelas gotas incandescentes é assustador. De dentro da tenda, o herói Fênix do Meio-Dia olha para a palma da mão dele, onde há um círculo com inscrições mágicas.
- Ciça, então ... Você ainda não disse como isso irá funcionar. Posso invocar a Sassandra, a Sacerdotisa Rubi do Rei Grifo, usando esse símbolo?
- Fênix! A Sacerdotisa Rubi surgirá das cinzas que se formarão na direção para onde você apontar a mão e gritar o nome da mulher, Sassandra, seguido ao da magia: Queimar da Morte. É tudo muito simples!
Enquanto ela instrui o herói, Ciça tenta manter um o rosto sério e concentrado. Entretanto, é como se a qualquer momento, por de trás daquela fachada, fosse explodir um riso insano e lunaticamente descontrolado. Então, o herói cego, Constam, aproxima-se da dupla. Passando ao lado dos dois, ele faz questão de exibir uma expressão de profundo descontentamento.
- Mal posso esperar o momento em que irei testemunhar isso dar problema. Vocês não deveriam ter mexido com artes mágicas extremamente perigosas.
Ciça, então, teletransporta-se para tocar no ombro de Constam, mas o herói desaparece e surge do lado de fora, em cima de um dragão de duas cabeças. Ele parte em disparada com o animal.
- VAMOS!
O som dos fortes passos do monstro se misturara ao crepitar do chão queimando.
- VAMOS! ANTES QUE ISSO FIQUE PIOR!
Vendo que o aliado já partiu, Fênix do Meio-Dia sai da tenda e passa soberano pelos soldados, os quais o reverenciam. Logo atras dele, concentrada e extremamente séria, está Ciça. Após chegar à montaria, o herói sobe em um cavalo branco e discursa para a tropa.
- Logo estaremos a mais um passo de terminarmos com essa guerra. Muito melhor que matar aquele que é o Renguri, iremos capturá-lo!
Girando o cavalo, o herói faz questão de olhar fixamente, ainda que por breves milissegundos, nos olhos da maioria dos soldados que consegue.
- FORÇAREMOS O RENGURI A LUTAR CONTRA O REI GRIFO! AO NOSSO LADO TROPA! MESMO QUE CONTRA A VONTADE DELE!
Os soldados gritam de alegria. Todos, ao mesmo tempo, erguem as espadas ao alto num movimento que impressiona Ciça. Como se toda aquela explosão de entusiasmo fosse algo normal e muito rotineiro de se ver, o herói continua a inflamar o espírito dos combatentes.
- HOJE! A história irá ecoar NOSSOS NOMES pelas lendas sem fim desse mundo de magia e aventura, COMO OS HERÓIS QUE MUDARAM O CURSO DA VIDA. VAMOS! Não quero o Renguri morto ... O quero vivo! VAMOS TROPA! Rumo a Dungeon Número 8 dos NOBRASKA!
Os soldados gritam e vibram! As tochas parecem ganhar um vermelho mais intenso e vibrante. Os olhos de Ciça refletem aqueles pontos incandescentes acessos sobre um mar de soldados vermelhos.
“Isso ... Sangue ... Vamos derramar muito sangue ...”
Numa caverna escura da Dungeon Número 8 dos Nobraska, um monstro de água anda segurando um cristal de luz. Então, ele ilumina as paredes na qual desenhos de um grande e majestoso grifo surgem. Imediatamente após, o Orc Mago aparece das sombras.
- Amigo monstro ... Precisaremos proteger esse local ... Custe o que custar.
Enquanto Nove Mortes continua a dormir, Renguri treina mais movimentos de espada com a pantera de gelo que ficará de guarda.
- Você me surpreende! Pensei que iria passar o tempo e você sumiria como as outras, mas nada! Tá aqui firme e forte como se tivesse vida própria. Vamos treinar mais!
A fera grita, como quem diz que ela é a melhor!
“Ela ficou protegendo o Krai durante o tempo que estive fora. Eu tô aproveitando para melhorar minha velocidade e reflexos. Eu não quero transformar meus inimigos em zumbis. Não é isso que um herói faz! Matar para conseguir soldadinhos ... Se eu formar um exército, será de aliados! Se eu vencer o Fênix, será pelas minhas habilidades! Se eu ficar mais forte, será pelo puro esforço e dando o meu melhor! Que se dane o título de assassino das trevas. Eu vou ser um herói na essência do termo.”
Movendo-se cada vez mais rápido, o coração de Renguri emite um brilho que o jovem não é capaz de ver, mas pode sentir. Os músculos das pernas dele parecem ser envoltos por uma névoa azulada. Pequenos cristais de gelo parecem surgir próximos aos pulmões dando-lhe mais poder.
“Eu sinto que posso vencer ... Eu sei que posso vencer fazendo o certo! Eu vou! Eu POSSO! EU SOU O RENGURI! O GELO QUE BRILHA E DISSIPA A ESCURIDÃO!”
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