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Renguri: A Sádica e Lunática - Capítulo 12 (T1) | Light Novel Universo

Capa da Light Novel Renguri: A Sádica e Lunática - Capítulo 12 - Temporada 1


CAP 12 | A Sádica E Lunática



Algum tempo depois do encontro na ponte, Ciça, a heroína de cabelos verdes, está junto do Fênix do Meio-Dia na tenda onde o corpo da Sacerdotisa Sassandra flutua sem vida. Ciça passa a mão pelos imensos chifres que foram arrancados da mulher.


- Como são lindos. Olha esse vermelho intenso! Cor sangue vivo! Parece um fogo que queima quando corações são incendiados com o calor dos últimos segundos de vida.


Fênix do Meio-Dia olha frio para o cadáver flutuando em sua frente, sem se importar com que Ciça diz.


- Então ... Seu plano é esse Ciça. Acho que pode dar certo. Não vejo outra escolha ... De fato.


Ciça empurra a cabeça de Sassandra para trás.


- Ela já é um corpo morto, mas esses chifres! Ah! Eles possuem uma magia própria. Após serem triturados e misturados com um pouco de cinzas da sua armadura, durante o Sol do meio-dia, você poderá ressuscitá-la. Ela será como um zumbi. Há tempo venho pensando em como recriar o “Congelar da Morte” do Renguri. Só que, como acabamos com essa infeliz, vamos criar o “Queimar da Morte”! Usando os restos mortais dessa desgraçada! Se o Renguri pode controlar quem ele derrota, vamos combater fogo com fogo.


Do lado de fora da tenda, Roni, o herói gigante, começa a rir.


- Você é louca Ciça! LOUCA! Isso nunca dará certo! Essas criaturas não possuem almas para serem revividas.


Inesperadamente, como um fantasma, Ciça aparece ao lado de Roni. A Princesa Lunática se debruça no ombro do gigante, como se estivesse com o rosto sobre um imenso muro.


- Roni! Você ainda não sabe da metade das coisas que sou capaz. Tenha sorte por ser meu aliado.


O gigante, ao ver a postura infantil da aliada, ri simplesmente.


- Ciça, você precisa de alguém por perto para colocar juízo na sua cabeça.


Ela, então, some. Aparecendo dentro da tenda e na frente de Fênix, a jovem grita para desafiar os dois heróis.


- Quem fará isso? Vocês?


Com um olhar frio que contrasta o desejo ardente de queimar o mundo, Fênix do Meio-Dia parece um ser morto para provocações.


- Estou a pouco tempo nesse mundo, mas você não me parece ser alguém que precisa de rédeas, Ciça. Vamos logo com isso ... Quero conhecer quem é a minha antítese. Esse tal Renguri. Se ele é tudo isso que vocês dizem que ele é! Se for possível controlar essa Sacerdotisa, talvez seja possível aplicar a mesma magia contra o Renguri. Assim, evitamos prendê-lo e podemos usá-lo como uma peça ao nosso favor.


Então, Fênix traz a cabeça da Sacerdotisa para frente.


- Não só ele ... Essa aqui também ...


Ciça olha para Fênix. Ela vê um ser sem alma e coração dentro daquela armadura. Um “monstro” maligno com impulso de ter tudo só para dar fim em todos no final.


- Para um herói, você mais parece alguém que quer pôr fogo no mundo.


Então, ele olha para ela e sorri.


- Por qual motivo vocês nomeiam um herói com o título de Fênix do Meio-Dia se não for para queimar tudo e todos ao redor?


Roni, já incomodado com o rumo da conversa, grita do lado de fora.


- Vocês são dois loucos! Vamos logo com isso aí dentro. Tô ficando enjoado com esse namorico de vocês dois. Deem logo um fim nessa pobre criatura aí dentro.


Calmo, Fênix incinera os chifres sobre a mesa.


- Vamos ... É quase o horário!


Bem distante ao acampamento do Fênix do Meio-Dia e da Masmorra 8 da Família Nobraska ... Numa região de terras dominadas pelo Rei Palhaço ... Enormes grifos voam em círculo no céu. Fileiras e mais fileiras de soldados com cabeça de água marcham e estremecem o chão por onde passam. Ao longe, imensos dragões de gelo caminham e cobrem a retardada daquela tropa. Em terra, um soldado, com capacete negro e brasão de grifo na testa, segura duas espadas e observa o inimigo mais adiante. Os soldados do Rei Palhaço parecem um enxame de formigas vermelhas.


- Que palhaçada! Eles estão vindo saltitando. Essas porras não têm senso do ridículo não!


O cavaleiro, montado num corcel negro sem cabeça e a serviço do Rei Grifo, prepara-se para o confronto.


- Muito bem ... Suas pulgas pintadas com colorau e cal branca! Se querem ficar vermelhinhos ... Vou deixar todos vocês com um tom escarlate intenso!

 

Ele avança montado no animal mítico que emana uma fumaça negra pelo pescoço. Logo atrás deles, os soldados com cabeça de água disparam a toda velocidade para o choque das duas infantarias.


- VAMOSSSSS!


Durante a luta, o cavaleiro é implacável. Quase como se movido por magia, os golpes do combatente seguem um padrão: um ataque é uma cabeça decepada. Ele não mira em braços, pernas ou tronco. Na filosofia do guerreiro, a luta acaba se o oponente perde a cabeça. Muito amigos dele estranham esse jeito de pensar, pois o corcel negro que ele monte não possui cabeça. Inclusive, o Cavaleiro dos Corcéis Negros não tem uma para poder se identificar também.


- É SÓ ISSO QUE O REI PALHAÇO ENVIARÁ?


Enquanto indaga alto aos quatro ventos, o soldado ri! Apesar do conflito ser intenso entre os dois pelotões, o Cavaleiro é tão habilidoso que parece estar cortando grama com uma foice muito afiada. Por onde ele passa, no meio daquela orla de corpos se digladiando, surge um rastro de sangue que ascende ao céu e, depois, cai para tingir o chão de vermelho. Ele é, insanamente, habilidoso. Não há pescoço, dos soldados inimigos, que escape do guerreiro.



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