Multi-9: Extermínio Na Base 41 - Capítulo 13 (T1) | Light Novel Universo
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- 19 de fev.
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CAP 13 | Extermínio Na Base 41
De volta à base 41 em Urano, a equipe de cientistas continua a investigar a causa do ataque e da anomalia elétrica. Enquanto os robôs de reparo se movem lentamente pela estação em busca de peças e tecnologias utilizáveis, uma sensação de desconforto começa a tomar conta dos membros da equipe.
- Chefe! Estou sentindo como se o chão estivesse virando uma areia fofa e macia, mas ele está normal sob meus pés.
- Aqui também ... Sensação de estar afundando em lama, mas tudo normal. Repito ... A sensação é muito forte. Estou tendo que olhar várias vezes para o ambiente ao meu redor para confirmar que está tudo normal.
Então, ao mesmo tempo, três pesquisadores relatam escutar sons estranhos vindo das sombras.
- Repito! Repito! Acho que estamos sendo observados! Repito!
O ar úmido e pesado aumenta a sensação de pressão, quase como se a própria atmosfera estivesse pressionando-os.
- Fiquem todos calmos! Vamos nos reagrupar na sala de comando central dos computadores. Vamos todos para lá. Depois iremos continuar.
Assim que o chefe encerra a transmissão das ordens para os demais pelo rádio, um dos colegas ao lado dele percebe uma movimentação anormal em um canto da sala. Todos, ali presentes, viram-se e notam uma espécie de figura flutuante feita de plasma. O estranho ser parece deslizar sobre o ar.
- Todos estão vendo o que estou vendo? Repito! Todos estão vendo?
- Confirmado chefe.
- Confirmo também! É laranja, careca ... Olhos imensos negros. Pele amarelada, uma mistura com laranja. Parece ser feito de plasma.
A criatura parece ter uma forma humanoide, mas com braços e pernas alongados. Ele vibra uma energia entre cores de laranja, vermelho e amarelo. Quando ele começa a caminhar na direção da equipe, as telas dos computadores daquele local começam a oscilar. Alguns dos aparelhos emitem chiados agudos, como se estivessem sendo afetados pela presença da criatura. Imediatamente, alguns membros da equipe começam a sentir uma sensação de tontura e náusea. Um dos robôs de reparo que está bem à frente do grupo começa a se desmontar sozinho.
- Vamos sair daqui! Rápido!
O chefe do grupo aciona um botão especial no capacete.
- Nave! Extração ... Ataque! Ser de plasma!
Os cientistas, sem saberem como reagir, começam a correr em desespero. Alguns soldados que fazem a escolta do grupo começam a disparar na direção da ameaça, mas o estranho ser, inesperadamente, parece querer proteger os computadores da base. Ele desvia os projéteis para as paredes do local.
- Os computadores! Tem algo neles!
O invasor, então, começa a balançar a cabeça de um lado para o outro, como se estivesse observando todos ali do local. Nisso, todos os robôs começam a se desfazer, peça por peça.
- Saiam daí! Lancem granadas e fujam!
A criatura coloca a mão na barriga ... Um buraco, parecendo uma boca, forma-se imediatamente no que corresponde ao abdômen do ser. Então ... um som. Um forte som é emitido.
- CORRAAAAMMM ...
Uma imensa pressão de ar percorre toda a base. Após aquela poderosa onda sonora varrer todo o local, a única coisa que paira é o silencio - sepulcral e absoluto. A criatura, então, senta-se calmamente numa das cadeiras da mesa de operação. Assim que ela passa a mão sobre um dos computadores, o aparelho liga e as imagens da câmera de segurança vão sendo alteradas, frame por frame. Enquanto isso, nos outros corredores e salas, os cientistas e soldados vão desaparecendo. Finalmente, a nave do lado de fora transforma-se em inúmeros grãos de poeira.
- Pronto ... Como esses humanos são ... Inconvenientes ...
Na sala de reunião, o Tenente olha fixamente para o cientista que defende a manutenção do sigilo sobre o ataque à base de Urano. Ele não consegue acreditar que alguém possa ter a audácia de esconder informações tão importantes de seus colegas e subordinados. O cientista, por sua vez, parece convicto sobre o ponto de vista que sustenta.
- Entenda Tenente. Além do que já pontuei, a divulgação sobre o ataque pode gerar pânico e comprometer outras missões e bases.
Então, o robô que preside a reunião tenta acalmar o ânimo de alguns membros que começam a questionar o sigilo do ataque. O clima na sala de reuniões é tenso, mas todos tentam manter um ar cordial. O Tenente, apesar de descontente, decide não confrontar diretamente o cientista.
- Mesmo que não tenhamos a autorização para contar aos nossos subordinados, peço que sejam feitas novas avaliações para determinar a natureza do ataque e as possíveis implicações para o esquadrão. Não podemos agir as cegas e comprometer as ações de nossas tropas.
O cientista, por sua vez, fica aliviado por ter conseguido manter o sigilo por mais tempo. Ele sabe que terá que lidar com essa questão no futuro novamente, mas entende ser necessário não divulgar o ataque por hora.
- Muito bem Tenente. Faremos outra inspeção minuciosa. Nesse momento, já temos uma equipe na base de Urano coletando o máximo de pistas que possamos conseguir. Iremos instruir os pesquisadores e os soldados a permanecerem por mais tempo lá, a fim de garantirmos o máximo de informações possíveis. Caso tenha sido uma sabotagem interna e apressarmos os projetos, corremos o risco de algo dar errado. Todos nós sabemos que há muito em jogo. Transportar toda a população de um planeta sem que a mesma saiba é a missão mais arriscada e complexa pela qual todos nós já passamos. Ainda assim, faremos isso juntos!
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