Lefa Ganfi: Indecisão E Lógica - Capítulo 11 (T1) | Light Novel Universo
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- 22 de fev.
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Atualizado: há 2 dias

CAP 11 | Indecisão E Lógica
Lefa, então, olha para a frágil Kira, apagada pelos químicos de testagem. Ao perceber a hesitação da amiga, Tadiona descontrola-se um pouco.
- LEFA! ACORDA MULHER! Um grau cinco consome toda vida animal! Esse monstro tem um sonar capaz de cobrir todo um planeta. Se ele detecta vida, ele vai atrás. Lefa! Esse bicho só morre após 6 anos passando fome. Devemos jogar essa menina para a máquina de perseguição acabar com a vida dela. Temos de fazer isso!
- Tadiona ... Deve ter um jeito de salvar essa pobre menina. Talvez, ninguém ainda pensou sobre um modo de conter a incubação. Em Kinsar, eles foram pegos de surpresa. Foi a primeira vez que um metamorfo grau cinco apareceu. Só depois, aquele lunático se responsabilizou pelo ataque.
- Lefa! Lefa! LEEEEFAAAA!!! Você quer o quê? Achar um jeito de curar um infectado por Metamorfo de Hospedeiro aos 45 do segundo tempo? LEFA! CHEGA! JÁ DEU! Você tá querendo ser mais esperta e mais inteligente que um cientista ancião de outro planeta? Uma criatura que já projetou 20 armas biológicas e dizimou 500 planetas? Você virou doutora em programação morfogenética avançada do dia para noite? Foi? NÃOOOO!!!! Tá pensando que a gente ganha promoção em salvar essa menina.
- Tadiona, eu só não quero ter de deixar a Kira para ela ser morta por aquela máquina de perseguição. Além disso, eu não estou conseguindo falar com a Nora para pedir alguma ideia.
- Lógico que não Lefa! Essa menina deve estar expelindo radiação até a ponta da alma. Não dá nem pra congelá-la em nitrogênio líquido, numa tentativa desesperada de parar a incubação. Você lembra o motivo, Lefa? Lembra? Porque a emissão de radiação degrada os átomos de nitrogênio que deveriam servir para congelar a incubadora. Lefa! Lembra! Esse troço consegue transformar substâncias frias em reatores nucleares, de uma forma que ninguém sabe como acontece.
- Eu não entendo por qual motivo um cientista brilhante, de um planeta evoluído, criou esses monstros.
- Lefa ... Ele não criou os monstros. Quem cria são as incubadoras infectadas. Você não queira entender a mente de um maluco. Temos muito mais para nos preocupar agora do que fazer reflexões morais. Não dá mais para essa menina Lefa! Vamos deixar ela ser morta pela máquina. Depois inventamos algo no relatório ou dizemos a verdade mesmo.
- Ninguém acreditaria na gente se contarmos a verdade Tadiona. Verdade, essa, que ainda não temos certeza. Somente se testarem a Kira. Nossos superiores podem achar que falhamos na missão e estamos inventando uma história para justificar. Eles irão ponderar que o alvo morreu por falha nossa. Como iremos provar, só com um relatório, que ela está infectada?
- AH! SEI LÁ LEFA! Será que ... se arrancarmos um braço dela, eles podem fazer o teste depois? O corpo todo dessa menina já deve estar comprometido, com cada célula sendo uma pequena e diminuta engrenagem para construir os componentes biológicos que irão formar aquele monstro.
- TADIONA! Nem eu ... Nem você ... Nós não iremos arrancar o braço da Kira. VOCÊ ESTÁ LOUCA?! Você esqueceu que existe a possibilidade de ela ter apagado só por causa do cansaço mesmo. O resultado com os químicos de testagem pode ser um falso positivo.
- Lefa! Você tá maluca? Você viu que eu joguei essa menina pra longe, quando você falou que ela poderia estar infectada. Eu a joguei no chão como um saco de qualquer coisa e essa garota não acordou. Dependendo do estágio que ela está, ela não acorda mais. Lefa! É o planeta ou ela!
Em outro andar, a agente Redena ainda tenta processar o que acabou de ler na mensagem deixada pela agente Pirlane.
- Que droga de situação toda é essa? A Lefa armou uma emboscada para a gente? Eu não consigo acreditar nisso! Mesmo que tenha sido a Pirlane avisando antes de morrer.
A agente Koire, então, passa pela companheira e continua seguindo em frente.
- Redena ... Aqui só tem coisa estranha. Caso você não tenha percebido. A julgar pela própria Pirlane e você. Como que aquela máquina de perseguição corta Pirlane no meio e te deixa viva para trás. Você estava só inconsciente após uma pancada na cabeça.
- Sua desgraçada! Você tá dizendo que eu estou envolvida nesse plano da Lefa pra matar a todas nós? Você acha que eu seria tão baixa a esse ponto. Olha Koire! Olha na frente! Pro corpo da Pirlane! CORTADO AO MEIO!!! Você acha que eu planejaria algo assim?
- Redena, eu sei que não fui eu quem armou isso tudo. Essa é a única certeza que eu tenho. Além disso, eu não me conformo com esses olhos abertos da Pirlane. Foi muita força de vontade dela se manter viva para nos passar alguma informação. Essa infeliz sempre foi preguiçosa e gostava de dormir. Aí ... Morre de olhos abertos?
Então, com passos cuidadosos, a agente Koire se aproxima, mais ainda, do corpo sem vida da agente Pirlane. Nisso, Redena observando tudo, mas não entende as intenções da colega de missão. Inesperadamente, do cadáver, um gás amarelado começa a emanar dos poros da pele.
- KOIRE! AFASTE-SE DAÍ!
Imediatamente, a mulher de cabelos azuis recua, temendo que a substância seja tóxica. Entretanto, após alguns segundos, pequenas patas de aranha começam a sair pela superfície dos restos mortais da agente morta. Redena, um tanto apreensiva, puxa a colega pelo ombro.
- Koire! Isso não está parecendo ser algo bom. Você sabe dizer, por qual motivo, o corpo da Pirlane está agindo assim? Eu sei que ela é humana, mas você sabe se ela fez alguma modificação no DNA para ter um fator de cura ou regeneração? Isso tudo é ...
- Cala a droga da sua maldita boca Redena! Eu estou tentando pensar aqui!
Koire fixa os olhos no estranho fenômeno.
“Ela só tem metade do corpo ... Essas coisinhas ... Parecendo patinhas sem corpo ... Isso ... Isso é ...”
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