Hazel Toji: Ponto Fraco - Capítulo 14 (T1) | Light Novel Universo
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- 22 de fev.
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Atualizado: há 12 horas

CAP 14 | Ponto Fraco
- DESGRAÇADOOOOOOOSSSSS
O chão estremece com a pressão espiritual e mágica emanada pela Grande Criatura. Uma forte onda de vento e energia maligna varrem todo o local. Saltitantes rolam pelo chão enquanto árvores são arrastadas.
- SUA VAGABUNDAAAAAAAA! COMO OUSA ME FERIR!!!!
Os olhos de Monfun exibem uma coloração mais amarelada do que nunca e uma energia de mesma cor emana por eles.
- VOUUUUUU TRUCIDAR A TODOOOOOOS!!! DOIIIIII!!! MEUS OLHOS DOEEMMMM!!!
Lina, então, prepara-se para partir em direção a Grande Criatura e desferir um novo corte, dessa vez decisivo. A intenção da aventureira é cortar a cabeça do monstro com só mais um ataque. Entretanto, quando ela percebe, Monfun já está atrás dela. O oponente demonstra uma velocidade incrível e muito superior ao que ela esperaria que ele tivesse.
“Impossível! Monstros com o porte físico dele e a pressão de energia que ele apresenta não demonstram essa velocidade! Não! O movimento dele foi muito além do que um monstro Rank A! O que é esse bicho?”
- Surpresa?! SUA VAGABUNDAAAAAA!!!!
A Grande Criatura se prepara para engolir Lina, mas vira para o lado. Ele cai de joelhos no chão e com a boca aberta na terra. Enquanto Monfun suga o solo, Lina usa um item mágico que permite que ela corra duas vezes mais rápido que qualquer adversário. Já longe, ela respira ofegante.
- Ainda bem que eu trouxe esse item comigo nessa jornada. Ele é ótimo para se ter uma vantagem e determinar os pontos fortes e fracos do inimigo. Agora, já sei que velocidade não é uma vulnerabilidade dele que eu possa explorar. Ainda assim, essa foi por pouco.
Então, um berro ao longe corta o ambiente. Hazel tenta alertar a amiga.
- RÁPIDO LINA! CORTE A CABEÇA DELE!
Hazel está parada e com o braço levantado. Ela mantém a mão imóvel, sem concluir o movimento do gesto que causa confusão nos seres da floresta. Apesar de poucos segundos terem se passado, a dor que a menina esquilo sente é imensa, pois Monfun é muito forte para ela controlar. Com dificuldades, o monstro tenta parar de sugar o solo e olhar na direção da jovem.
“Foi isso! Por isso doeu! Ela não controlou só o saltitante. Ela me confundiu e me fez baixar a barreira mágica de proteção que eu uso. Que tipo de praga é essa peste! Se ela dominar esse poder, eu posso morrer aqui em segundos.”
Monfun tenta se levantar, mas Filipi segura o braço da jovem e a ajuda a manter a posição. Lina corre para o ataque final. Tudo parece acabar! Entretanto, diversas explosões desestabilizam todo o ambiente. Uma imensa árvore é lançada contra Filipi e Hazel, garantindo que a Grande Criatura consiga escapar do golpe mortal desferido por Lina.
“Pom! Pom! Foi por pouco!”
Ainda assim, ao ver que o adversário escapou da lâmina, Lina desfere um poderoso chute em Monfun.
“Pom! Pom! Não vou me preocupar em desviar. Esse chutinho será uma cosquinha na minha barriga. São camadas de gordura contra um pé magricelo ... Pom! Pom!”
Entretanto, aquilo quase pode ser comparado a uma explosão nuclear. O chute de Lina é tão poderoso que joga Monfun para quilômetros de distância. Ele sai arrebentando várias árvores e pedras pelo caminho. Após parar de rolar, ele não consegue se levantar rapidamente.
- Pom! Dro ... Droga ... Ela quebrou ... Que ... Quebrou seis costelas minhas.
Monfun cerra os olhos e tenta focar ao longe para avistar Lina. Entretanto, a visão aguçadíssima dele enxerga, atrás da aventureira, Hazel. Apesar de estar caída no chão e com uma árvore sobre ela, a menina esquilo está com a mão na posição de antes.
- Aquela praguinha .... Por isso o golpe da magricela quase me matou agora. Ela fez eu baixar minhas defesas novamente.
Expressando sons de dor enquanto se levanta, Monfun fica de pé. Os saltitantes perto do trio avançam para o combate, mas Hazel desperta e grita para todos escutarem.
- Acertem os narizes! O nariz é o ponto fraco desses saltitantes. Eles são pedras que o monstro transforma em saltitantes!
Lina, por sua vez, está olhando para Hazel.
“Eu não sei o que houve, mas posso sentir um leve traço de magia no ar. É uma sensação que já senti emanado de Hazel. Que carta na manga incrível! Eu sempre escutei falar que o povo esquilo possui a capacidade de mexer com a mente das criaturas da floresta, mas achei que isso era lenda.”
Hazel tenta empurra a árvore que está sobre ela com as mãos, mas é inútil. Filipi, então, chega para tentar ajudar. Ele está com a testa sangrando e o braço machucado. Apesar disso, ele coloca as duas mãos embaixo do troco e começa a fazer força para cima.
- Filipi! Não! Foca no nariz deles! Eu posso lutar parada! Só preciso estar com uma das mãos livres! Eu tô bem! Tô presa, mas a árvore não está me esmagando. Continua lutando! Tá tudo bem.
Filipi olha bem para toda a situação e confirma que são os galhos retorcidos que impossibilitam Hazel de escapar com facilidade e de forma rápida.
- Vou acabar com os pequeninos rapidamente, Hazel. Já volto pra te ajudar. Foque em ajudar Lina!
- Filipi! Eu não sei como estou me lembrando de algumas coisas, mas parece que o ponto fraco dessas criaturas menores é o nariz. Eles não são criaturas de verdade. Assim como as árvores que aquele ser transforma em bolas, esses monstrinhos são pedras que ele transforma em subordinados. É só acertar o nariz.
- Calma jovem! Você já tinha dito. Tá tudo bem! Eu já volto!
Filipi se desvia dos ataques dos saltitantes enquanto acerta socos certeiros no ponto dos adversários. Um por um, eles são transformados em pedras.
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