Hazel Toji: Aprendizado Na Prática - Capítulo 12 (T1) | Light Novel Universo
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- 22 de fev.
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Atualizado: 1 de mar.

CAP 12 | Aprendizado Na Prática
O líder dos saltitantes começa a exibir uma postura mais séria e de responsabilidade.
- Vamos começar! Há um templo antigo nesta floresta. Nele, a magia flui poderosamente. A Grande Criatura costuma ir lá com frequência para comer os frutos que crescem nas árvores próximas. Além disso ... Ele suga a energia que emana do local, trazendo mais caos e disrupção ao nosso ambiente.
Então, o trio segue os saltitantes, que, agora, não saltam e fazem questão de irem andando com passos calmos e firmes. É como se, de uma hora para outra, eles tivessem entrado em modo de combate e estivessem dispostos a dar o melhor deles numa luta mortal. Após horas de caminhada, eles, finalmente, avistam o que parece ser a entrada do templo antigo. Filipi olha atento para cada detalhe do lugar.
- Finalmente chegamos ... É uma estrutura bem antiga e desgastada pelo tempo. De fato, existe uma aura mágica que cerca e muitas árvores frutíferas por perto. Entretanto, a julgar pelas cores e símbolos nas bandeiras, esse local pertence ou já pertenceu ao Rei Palhaço.
Então, todos são interrompidos por um som estranho e familiar. Um novo grupo de saltitantes surge de todos os cantos. Rapidamente, os pequeninos que estavam sérios começam a pular agitadamente e exibem olhares travessos. Nina observa a superfície da mão dela ficando avermelhada, mas logo a magia de proteção neutraliza o encanto que o saltitante tinha tentado lançar sobre a aventureira.
“Era extremamente previsível ... Eles queriam nos atrair para uma armadilha. Fico até surpresa deles terem mudado de postura, ainda que por pouco tempo, só para manterem esse teatro.”
Então, o verdadeiro líder dos saltitantes surge. Ele é imenso, pesado e possui uma maquiagem grotesca. Com cabelos vermelhos brilhantes, ele caminha com um sorriso fechado malicioso.
- Pom! Pom! Parece que vocês encontraram o que procuravam. Bem-vindos ao nosso santuário. Eu me chamo Monfun. Caso queiram me chamar de Grande Criatura ... Pom! Pom! Aaaaah! Eu vou ficar muito irritado!
Hazel olha para Lina e Filipi. Os três acenam a cabeça em positivo e concordam que não teria outro jeito de chegar ali o mais rápido possível. Então, a menina esquilo fixa os olhos em Monfun.
- Estamos procurando o responsável pela perturbação que está acontecendo na Floresta Encantada e está tirando o sossego da aldeia das fadas. Acredito que nós enganamos. Vocês parecem mentirosos e arteiros, mas não vejo um grande poder mágico em vocês. Diga! Você sabe quem é o responsável?
- Que garotinha petulante ... Audaciosa ... Pom! Pom! Lógico que sou eu o responsável. Esses pequenos são meus subordinados. Eles atraem tontos como vocês para eu me divertir.
Então, Monfun abre a boca na direção de uma árvore. Imediatamente, essa começa a virar poeira e se desintegrada em farelos, os quais são sugados pelo monstro. Após todos presenciarem o poder do ser, um dos pequenos saltitantes passa na frente do líder e começa a zombar de Hazel.
- Ah! Aaaaaah! Vocês, finalmente, perceberam. Sim! Somos os subordinados da criatura que está desestabilizando a floresta. Vocês acharam que estávamos aqui para proteger a floresta? Comovente.
Antes que pudesse continuar a falar, Monfun desfere um forte soco contra o saltitante. O golpe pega no topo do crânio e esmaga o ser, que se desfragmenta numa cena de horror e repulsa.
- Pom! Pom! Nunca esqueçam que eu odeio que tomem os holofotes! Eu sou a estrela e o único que brilha no palco principal. Se eu não dei autorização para vocês abrirem a boca, só saltitem!
As criaturas de cabelos vermelhos riem em uníssono pela morte do saltitante. Os olhares maliciosos se tornam mais evidentes, ressaltando o desapego que eles possuem a tudo e a todos. Entretanto, uma lágrima corre do rosto de Hazel.
“Essas criaturas ... Elas são tudo de mais desprezível que eu já vi ... Grotescos, sádicos, falsos e torturadores. Elas não podem continuar de pé ... Sabe-se lá quantas atrocidades já cometeram com diversos inocentes que entraram nessa floresta. Com os animais indefesos ... Eu não sei qual será a posição de Lina e Filipi. Não sei se os dois irão querer continuar falando comigo após minha resolução, mas eu preciso acabar com esses seres malignos.”
Ao olhar para os lados, Hazel percebe que os amigos dela estão determinados a encerrarem as ações da Grande Criatura. Entretanto, num gesto inesperado, Monfun coloca a mão no queixo e faz uma expressão de quem está pensativo. O monstro fica assim por alguns segundos, enquanto os saltitantes saltitam sem parar.
- Hummm! Pom! Pom! Digam-me! Vocês estão aqui por causa do cristal que está escondido nessa floresta ou, simplesmente, são pobres desafortunados que acabaram vindo para mim?
Lina, que já está com a mão no cabo da espada, não acredita que o adversário está querendo conversar ao invés de lutar.
- Cristal? Essa é mais uma mentira sua, igual as contadas pelos seus subordinados? Não iremos abaixar a guarda. Se pretende atacar, venha com tudo!
- Ora! Ora! Minha pequena e magricela aventureira. Pom! Pom! Você acha que eu gosto de estar aqui nessa floresta? Esse verde ... Essas folhas e flores ... Olhe bem para mim? Você acha que eu combino com um local belo e harmonioso?
Após Monfun, o chefe das pequenas criaturas de cabelos vermelhos, indagar o grupo de Hazel a respeito de um cristal escondido na floresta, Filipi cogita que possa extrair algum tipo de informação importante enquanto ele analisa mais o inimigo.
- Isso quer dizer que você trabalha para alguém? Então, você é subordinado a alguém, assim como os saltitantes que estão aqui pulando sem parar. Foi essa pessoa, o seu chefe, que te mandou para essa floresta. Você odeia ter buscar esse cristal assim como esses saltitantes odeiam cumprir suas ordens?
Então, as pequenas criaturas de cabelos vermelhos começaram a rir em uníssono novamente, com um sorriso cada vez mais maléfico e traiçoeiro. Apesar de toda aquela energia negativa emanada pelos pequenos monstrinhos, Monfun se sente um tanto humilhado pelas poucas palavras de Filipi. Num ato de fúria, ele abre a boca na direção de vários saltitantes que estão rindo dele. Os monstros são desintegrados, viram poeira e absorvidos pelo chefe. Os que escapam continuam a rir do infortúnio dos saltitantes mortos, mas Monfun acha que ainda estão zombando dele.
- NÃOOO RIAM DE MIIIIMMMMM!
Ele continua a destruir os próprios subordinados. Nisso Hazel começa a pensar num plano.
“Ele é muito burro ... Apesar de ter uma habilidade assustadora ele caiu facilmente na provocação de Filipi. Acho que o melhor momento para atacar é ...”
Antes que ela pudesse continuar a pensar, Nina toca no ombro de Hazel e balança a cabeça em negativo, como se estivesse lendo os pensamentos da jovem.
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