Giovana Fergrane: Obliterador Mágico - Capítulo 14 (T1) | Light Novel Universo
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- 22 de fev.
- 4 min de leitura
Atualizado: 27 de fev.

CAP 14 | Obliterador Mágico
A escuridão e o silêncio do ambiente são quebradas pelos passos lentos e decididos do vilão, que anda na direção dos aventureiros. Lanquerde acha estranho o indivíduo que se aproxima.
- Guiltor! Você está vendo aquele sujeito ali ... vindo em nossa direção? O poder mágico dele é baixo e a mana também, mas posso sentir uma determinação assassina "transbordando" nos passos dele.
- De fato Lanquerde. Ele parece bem estranho e está vindo direto na nossa direção. Eu penso que ele deve estar ocultando o poder dele. Somos dois e o cara tá querendo vir de peito aberto.
- Não ... Tem uma espada na cintura dele. Posso sentir a arma emanando pode mágico. Ela foi camuflada com uma magia de invisibilidade. Nos dias de hoje, só um tolo usaria um tipo de técnica tão antiga quanto essa. Ele deve ter feito para ...
- Não levarmos ele a sério. Entretanto, se ele fizer menção de atacar não podemos pegar leve.
Então, Melnar começa a conjurar alguns pequenos círculos de magia de fogo na frente dele. Antes que os aventureiros pudessem falar qualquer coisa, uma chuva de bolas incandescentes é lançada contra a dupla. Os dois, mesmo cavalgando, conseguem desviar sinalizando para os animais as esquivas a serem feitas. Após alguns segundos de ataque, o vilão faz algumas ponderações.
“Erro meu ... Eu considerei que esse local ainda teria os aventureiros do mesmo nível de antigamente. Se eles conseguiram escapar desse ataque múltiplo, estou lidando com dois indivíduos que, no mínimo, possuem um pouco de frieza na espinha para poderem pensar antes de agir ... Sendo assim, eles têm um toque de racionalidade e não pura brutalidade.”
Olhando na direção de um pequeno prédio mais ao longe, Melnar sorri de uma forma sombria. Ele salta para trás e fica em cima de um poste de iluminação para conjurar o mesmo tipo de ataque. Nesse momento Guiltor estranha.
- Ele vai repetir o golpe que não deu certo? É o que? Ela tá torcendo que agora funcione graças à vontade dele?
Lanquerde avança em galopes rápidos na direção do adversário, assim como o amigo, e estranha aquela postura ofensiva repetida.
- Guiltor!! Olhos! Veja para onde ele está olhando!
- Maldito! Ele quer atacar o prédio que tá lá longe! Ele consegue? Que pergunta! Lógico que consegue com esse tipo de ataque ... Basta o bastardo ...
- Ficar numa posição mais alta para criar círculos de fogo numa posição mais elevada e com uma inclinação apropriada. Colocando um pouco mais de intensidade nos disparos, eles vão alcançar lá. Ele quer testar o quanto nos importamos com a dor dos outros. Manobra que fizemos na Vila Folmenrrenkin?
- Vamos! Precisamos acabar logo com isso!
“Muito bem ... Venham e tentem salvar aquele prédio ... É tudo o que mais quero ...”
Melnar faz os disparos, mas Lanquerde cria flechas magicas de água e as atira na direção do céu. Guiltor, por sua vez, acelera e fica em pé no cavalo. O aventureiro está levando a mão direita às costas para pegar o martelo-arma que usa, quando escuta o vilão pronunciar algumas palavras.
- Obliterar Mágico ... Venha a mim poder.
Imediatamente, as flechas de Lanquerde viram um tipo de fumaça vermelha que desce do céu e avança na direção de Guiltor. O aventureiro se esquiva rapidamente mudando de trajetória com o cavalo e vê a estranha substância ser absorvida pelo inimigo.
- Que merda ... Ele é um Obliterador Mágico. Eu pensei que todos desse tipo estavam lá pelos outros continentes e nenhum por essas terras.
Lanquerde, percebe que não terá muito o que ser feito pelo prédio e então desce do cavalo. Com uma postura séria e um olhar extremamente irritado, ele olha na direção de Melnar. As mãos do aventureiro chegam a arder de tanta raiva e uma fumaça laranja pode ser vista por entre os dedos do arqueiro.
“Meu inimigo é um Obliterador. Devo respirar e me concentrar ...”
Lanquerde posiciona o arco deitado, como se fosse uma besta medieval. As pernas ficam em posição de guarda para aumentar a base de sustentação do corpo dele. Com a outra mão, ele escreve símbolos no céu. Os olhos dele refletem o sorriso maligno de Melnar.
“Pode ter certeza ... Você nunca irá esquecer esse ataque ...”
- AVANTE DA RAPOSA DOURADA!
Uma estrondosa flecha dourada é disparada por Lanquerde, consumindo boa parte da mana do aventureiro. Apesar de todo poder emanado no ataque, o qual seria um banquete para Melna, o vilão já não mais sorri.
“O quê ele quer com ...”
Uma poderosa marretada lateral arrebenta as costelas e o braço direito do vilão, que é arremessado, como se fosse um nada, em direção a um enorme muro de pedra.
- PEGUEI!
Enquanto, aquele ser maligno refletia sobre as intenções de Lanquerde, Guitor tinha se teletransportado para o lado direito do inimigo, aproveitando os poucos segundos de congelamento de um alvo absorto nos próprios pensamentos e análises. Além disso, capacidade de teletransporte com ocultação é uma arte dominado por magos de alto nível e nunca por aventureiros do tipo bárbaro. O vilão jamais poderia esperar pelo ataque que sofreu. Melnar, sangrando pela boca, levanta-se dos escombros após o golpe. Ele respira com dificuldade e segura o braço direito que está quase só que pendurado por tendões.
“Os dois são fortes ...”
Lanquerde, com o fechar das mãos, desfaz o “Avante da Raposa Dourada”. Em pensamento, ele reflete sobre como aquilo tudo está tomando um tempo que ele e Guiltor não possuem no momento.
“Agora, é decidirmos essa luta o mais rápido possível! Precisamos voltar para ajudar Giovana ...”
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